E Parks tropeça de novo e entrega o pior episódio da temporada.
Aparentemente, essa sexta temporada de Parks and Recreation está predominada por uma palavra: constância. Não que isso seja necessariamente algo bom. Nos nove primeiros episódios desse sexto ano, vimos as tramas da quinta (problemática) temporada serem ajustadas e finalizadas, Parks se reencontrou e apresentou uma bela sequencia de bons episódios. No entanto, após o hiato de fim de ano, algo aconteceu na cabeça dos roteiristas da série. Eles simplesmente não estão conseguindo elaborar plots engraçados e passaram a apelar para piadas óbvias e histórias preguiçosas. Consequentemente, teve início um novo processo de constância: de episódios fracos.
Como já insinuado pelo nome do episódio, esse 6×11 teve como tema os “novos começos” da vida dos personagens: Leslie retornando ao escritório, Ben assumindo um novo trabalho e Chris e Ann iniciando a vida juntos. E, se o centésimo episódio ativou o alerta de perigo em minha mente, esse New Beginnings foi a constatação de que Parks está enfrentando problemas. Não só tivemos histórias fracas e preguiçosas para os personagens, como também as piadas seguiram a mesma dinâmica e basicamente não geraram nenhuma risada.
Semana passada, eu me surpreendi com o casal Ann e Chris sendo o destaque, no entanto dessa vez eles foram jogados em um plot ridículo de decidir se querem se casar ou não. Sério: o que estava rolando na sala dos roteiristas para eles acharem que jogar dois personagens em um looping eterno da mesma piada o episódio inteiro daria certo? Toda a ideia do compra aliança/devolve aliança/compra aliança/devolve aliança foi esquecível e a única cena digna do plot do casal foi aquela que esteve fora da joalheria: o pedido de casamento com Jerry/Larry ao fundo engasgando.
O plot de Leslie seguiu a mesma linha e, para piorar, não gerou uma piada eficiente sequer. Todos nós sabemos que Leslie gosta de ambientes controlados e de fazer parte das coisas, no entanto passar um episódio inteiro insistindo no que já foi estabelecido diversas vezes ao longo da série foi desnecessário. E, mais, tudo isso para, nos minutos finais, mostrar que ela não era mais necessária ali e que ela deveria galgar ambições maiores. Isso foi plot reciclado e mastigado do episódio anterior, quando vimos Jennifer Barkley afirmando a mesma coisa para Knope.
E tivemos a história de Ben, que, pelo menos, gerou dois belos momentos. Primeiro houve a pegadinha da gangue do escritório que levou o contador a um overreacting maximus quando a polícia aparece para prendê-lo pelos queijos importados. E depois Ben suando loucamente por tentar fazer uma pegadinha com a gangue, resultando na melhor cena do episódio: Andy apertando os botões e disparando as bolsas de pseudossangue do contador que espirraram na cara de April. Foi lindo ver a cara psicopata de felicidade de April, que ainda tirou uma selfie-da-psicopatia com Ben ensanguentado.
Não havia momento pior para Parks and Recreation fraquejar, mas isso aconteceu e agora nos resta torcer para que isso seja resolvido já no próximo episódio. E o curioso é que a solução para dar uma guinada na série está bem evidente: a necessidade de delinear claramente qual será a trama de Leslie no resto dessa temporada, afinal Knope é o centro nervoso de Parks.
P.S.: Cadê April, Andy, Ron e Donna, minha gente? Estão sendo muito subutilizados.















