Supernatural nos mostrando, mais uma vez, que não existe nada mais importante para Dean Winchester do que seu irmão.
“Adorável” é a primeira palavra que me vem à cabeça para definir o episódio dessa semana. Nostalgia tanto para Dean, que relembrava dois maravilhosos meses de sua vida, quanto para os fãs da série que já começaram a ver o episódio com um “Then” que apresentava cenas da primeira temporada, do próprio piloto da série.
O caso da semana seguiu a fórmula básica e foi bem comum. Um simples caso de fantasma em uma fazenda, porém, foi bem feito e fez total jus ao clima do episódio. A simplicidade do roteiro em meio à nostalgia dos flashbacks, tornou tudo absolutamente agradável. Por mais que também fosse óbvio que o garotinho Timmy possuía alguma relação com o fantasma, o contexto dele também fez o plot valer a pena. As mortes do episódio, na garagem e no banheiro, também foram muito bem feitas.
A única coisa que havia me incomodado no começo foi o garoto escolhido para interpretar Dean aos 16 anos. Primeiro, porque no episódio After School Special, da quarta temporada, tivemos um intérprete de Dean aos 17 e eles são completamente diferentes, pois enquanto o de 17 era alto e bem magro, o de 16 já apresentava uma estatura média e era mais “fofinho”. Sei que se passaram 5 anos e eles não poderiam pegar o mesmo ator para reprisar o papel, porém o fato é que o desse episódio passava mais facilmente por 13 ou 14 anos. Era só ter falado que Dean tinha 14 na época vista nesse episódio que estava tudo bem. Além disso, no final do episódio, vimos um Sam de 12 anos (já que Dean é quatro anos mais velho), com cara de 9 ou 10 e ainda, brincando com um aviãozinho.
Só perdoo essa má escolha da “idade” dos personagens, porque acabei gostando dessa versão de Dean aos 16. Rebelde, rabugento e fechado no começo, para depois se mostrar um rapaz amoroso e de coração mole. Esse é o Dean Winchester que conhecemos e foi ótimo vê-lo em dose dupla nesse episódio, no presente e no passado. Os flashbacks foram muito bons. Eles eram apenas para conhecermos mais um pedacinho do passado de Dean, uma época da sua vida que ele esteve distante de seu pai e irmão, e que foi uma das melhores.
Sem dúvidas, a melhor coisa dos flashbacks foi o relacionamento de Dean com Robin. Fiquei pasmo ao saber que o primeiro beijo de Dean, que nas primeiras temporadas era um cachorrão mulherengo, aconteceu só aos 16 anos e da forma mais tímida possível. A cena foi muito bonitinha e o breve namoro dele com Robin foi uma das coisas boas da sua adolescência, mas que também marca a primeira vez que Dean Winchester partiu um coração, ao abandoná-la na noite do baile.
E é nesse momento que Supernatural usa o episódio para mostrar, mais uma vez, que Sam é e sempre foi a maior prioridade na vida de Dean. Afinal, ele nem gostava de ser um caçador quando adolescente, e mesmo amando seu pai, o real motivo dele abandonar a fazenda e voltar à sua vida é Sam, e não John. Cuidar de Sammy é mais que um dever, é uma característica de Dean, da qual ele não consegue se livrar mesmo que tente (e nós sabemos que ele já tentou).
















