Entourage 6x12

A pior temporada de sua história termina com um bom episódio, mas ainda não foi o suficiente para dar um saldo positivo para esse ano. Confira o que aconteceu e torça muito para o próximo ano dar uma boa guinada!

Spoilers abaixo!

6×11: Scared Straight

Johnny Drama deu um belo de um show e deu um tempo em sua carreira (não que ele tenha uma carreira muito boa para abandonar), algo que ele devia ter feito há muito tempo. Depois de tantos anos de lutas e papéis secundários, não é possível que ele não tenha ninguém que admira o trabalho dele a ponto de lhe dar um papel sem uma audição! Para conseguir algum valor ele precisava se valorizar, e foi exatamente isso que ele fez.

Essa preocupação sobre a DST só mostrou o quanto que o Eric não nasceu pra ser pegador. Imaginem a diferença de como ele e o Johnny receberiam a notícia de que estão com sífilis, por exemplo? Definitivamente ele é homem de uma mulher só, e todos nós sabemos que mulher é essa: A estonteante Sloan. Se vai dar certo ou não vamos ter que esperar pra ver, mas pelo menos ele está decidido.

Não sei se foi pelos ciúmes ou pelas razões que a Jamie-Lynn Sigler apresentou que o namoro mais normal de Entourage acabou, mas o Turtle sofreu de verdade, coitado. A despedida foi um momento tocante para os dois personagens (foi a primeira vez que o vimos chorando, não foi?). Turtle foi quem mais cresceu – emocionalmente – durante essa temporada, mas vamos ver se essa mudança foi pra valer!

De pai a carrasco, Terrance marcou a vida de Ari Gold e é parcialmente responsável pela jeito que o Ari é, hoje. Tentar vendar a empresa que nosso agente preferido trabalhou por tanto tempo pode ser o salto que ele precisa para possuir a maior agência de entretenimento do mundo. Claro que Lloyd e Davis também trabalham lá e uma vingança pessoal com muito sangue não cairia mal para o Mr. Gold.

6×12: Give a Little Bit [season finale]

Há seis anos que todos (menos os dois envolvidos) sabemos: Eric e Sloan é um casal feito para o casamento. A cena dos dois anunciando o noivado para os irmãos Chase deixou o sentimento de que estamos chegando no fim da jornada dessa trupe, não foi? Ainda temos mais dois anos de histórias, mas a sensação permanece.

Quem diria que a desistência do Johnny se transformaria numa jogada de mestre? Foi só dizer que estava fora do jogo que eles o puxaram de volta. Torço muito para que seu (pouco) talento seja reconhecido nos anos que virão. Mas que fique claro que estou falando do talento do personagem, já que Kevin Dillon é um gênio.

Achei muito estranho a forma com que a Sigler terminou tudo com o Turtle. Ficou a impressão de que tem algo a mais por trás desse término e espero não estar enganado. Por incrível que pareça, os dois possuem uma química muito legal e um final desses seria um verdadeiro banho de água fria.

Vince, depois de passar meses sem fazer nada (a não ser sexo), finalmente volta ao batente, agora na Itália. As “cenas de cenas” de seus fictícios filmes sempre foram bem aproveitadas durante todas as outras temporadas e eu aguardo ansioso para que essa metalinguagem continue nos presenteando com episódios sensacionais nessa reta final de série.

As presenças de Matt Damon e Bono Vox foram, no mínino, estranhas. Todo esse negócio de caridade, apesar de estar super na moda por lá, soou por demais forçado e caricato. Não sei se era essa a intenção dos roteiristas, mas me senti desconfortável a cada aparição de Damon. Agora é torcer para o Vince não se transformar nesse tipo de ator, já que não tem absolutamente nada a ver com seu perfil.

Tenho certeza que todo mundo comentou a antológica cena do Ari com a arminha de paintball, mas não tem como não falar dessa cena, é Entourage mostrando fôlego de primeiras temporadas. Simplesmente genial. Crédito devidamente dado, mais três cenas merecem destaque:

1) A conversa do Sr. e Sra. Gold com a psicóloga, com o empresário dizendo como gostaria de destruir cada um de seus inimigos.  Se a temporada, como um todo, foi bem abaixo da média, Jeremy Piven conseguiu ser brilhante apesar do roteiro e isso mostra a grandiosidade e o talento de um ator.

2) Por ser tão grosso, cabeça dura e teimoso, nunca passou pela minha cabeça ver o Ari ouvir uma lição de moral do Terrance, seu inimigo número 1, abaixar a cabeça, perceber que aquelas palavras fazem sentido e aplicar em sua vida. Assim chegamos no último ponto:

3) Ele poderia ter feito do Lloyd gato e sapato, mas a lição foi realmente aprendida e ele soube apreciar e, mais do que isso, admirar a coragem e força de seu ex-secretário, agora agente. Foi uma cena comovente e que deixa grandes esperanças para a sétima e penúltima temporada.

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