O mesmo time com novo técnico.

A Power Move foi menos empolgante do que os dois últimos episódios, mas cumpriu bem o seu papel de mostrar que, com seu jeitinho nada discreto, Benny conseguiu o que sempre quis: assumir o lugar de Boden como comandante do batalhão do flamengo. Achei engraçada a reação que ele teve quando McLeod lhe ofereceu o cargo. O “wow!” que ele soltou para tentar pagar de mocinho surpreso não enganou ninguém, afinal, desde que a história da morte do pai de Peter veio à tona, ele não perdeu nenhuma oportunidade de queimar o filme de Boden e jamais disfarçou a antipatia, o desrespeito e a indiferença que tem pelo Chief. Depois de perceber que o rival estava na corda bamba, foi só colocar um pouquinho mais de lenha na fogueira e esperar que McLeod fizesse o resto. #BeijoNoOmbro.

O interessante vai ser ver a reação de Boden quando descobrir quem irá substituí-lo. Ficou claro, pela atitude que ele teve quando McLeod lhe propôs a aposentadoria, que ele não tinha intenção de deixar seu cargo sem uma boa briga. Até achei bastante egoísta a reação dele, pois a consultora foi taxativa ao dizer que, se ele não saísse, ela poderia fechar o batalhão. Ou seja, ao mandá-la se ferrar, Boden deu a entender que não se importava em levar seus subordinados com ele para o buraco. Quer mais egoísmo do que isso?

O restante do episódio foi mostrando como a oferta de McLeod afetou o emocional do comandante, que foi ignorante, fez pirraça e berrou com seus bombeiros em situações bem idiotas. Como, diferentemente de mim, grande parte dos fãs de Chicago Fire admira o Chief, os roteiristas arrumaram uma boa razão para ele aceitar a aposentadoria sem sair como incompetente. O envenenamento acaba sendo uma ótima desculpa para ele pular fora. Com saúde não se brinca e isso jamais será questionado. Contra a humilhação, muda-se o foco do problema e fica tudo bem.

Apesar de jamais ter gostado de Boden, tenho que admitir que ele nos presenteou com o fechamento de uma das sequências mais hilárias de CF. O que foi todo mundo entregando um pedido de transferência semi-preenchido à Spellman? Ri demais do início ao fim dessa sequência. Gargalhei quando Casey e Severide balançaram seus papeizinhos rosas e gargalhei ainda mais quando Boden ignorou as ameaças do X9 e lhe entregou o último pedido já preenchido. Kkkkkkkk. Se ele resolver processar todo mundo por bullying vai ganhar uma grana massa.

Por falar em grana, a falta dela começou a trazer problemas bem complicados para a vida de Herrmamm, Otis e Gabriela. Tomei um susto quando Arthur jogou a cadeira na prateleira de bebidas e, assim como o trio de bombeiros, comecei a levar a sério as ameaças do ganster. Rapidinho todo mundo deu um jeito de pensar em soluções para se livrarem do sócio minoritário, mas não sei se vai ser tão simples assim dar um pé na bunda desse cara. O fato de ele extorquir comerciantes é uma prova de que ele não tem medo da polícia, então, câmeras de segurança não vão resolver. A polícia está no seu rastro, mas, se Jay demorar muito para agir, poderá ser tarde demais. A melhor opção parece ser a de Otis, vender o bar –  que já não está dando retorno mesmo – e cair fora desse rolo, mas, como bem disse Herrmamm, seria assinar atestado de covardia. O jeito é esperar para ver no que vai dar. Ainda mais agora que o concorrente pegou fogo. Não duvido que o incêndio tenha sido causado por Arthur e que as suspeitas recaiam sobre a galera do Molly’s.

Se não bastasse o bar estar indo de mal a pior, a coisa também não está muito boa para Gabriela e Otis em outros departamentos. A relação entre Dawson e Shay continua péssima e a mudança de Otis para a casa dos bonitões também não tem rendido bons frutos. Cheguei a achar ótimo o rompimento da amizade entre as duas paramédicas, mas ao invés de ferrarem com Gabriela, os roteiristas jogaram toda a carga ruim da história nas costas de Shay, que continua completamente desestabilizada com tudo o que aconteceu. Entrar em rixas com Gabby, ficar distraída no trabalho, beber o tempo todo e se relacionar com uma pessoa taxada como sombria não me parece um bom caminho para nossa heroína. Espero sinceramente que a série não destrua a personagem mergulhando-a num desnecessário mar de depressão. Seria uma pena. Ainda bem que Kelly está sempre por perto e deve tirar a amiga dessa lama rapidinho.

Apesar dos pesares, o mau-humor fez com que Shay nos presenteasse com a segunda sequência mais bacana deste episódio. Eu juro que penso em jogar algo na cara de pelo menos uns dez babacas por dia no trânsito de Brasília, então, quando a paramédica jogou o copo na cara daquela perua eu me senti de alma lavada. Todo milkshake na cara de um babaca é pouco.

Faltou um para Severide jogar na prima-russa-interesseira – mentira, em mulher não se bate nem com milkshake –. O tenente demorou para sacar qual era a da moça, né? Bem feito para ela. Foi querer logo o bonitão. Se tivesse se enrolado com Cruz, certamente teria conseguido o que queria.

Para finalizar, os casos da semana. Agonia total tanto no resgate da árvore quanto no atropelamento pela máquina do jardim. As caras de ambas as vítimas estavam de cortar o coração. Novamente, sequências bem produzidas mostrando de um jeito bacana o trabalho dos bombeiros, com fatores surpresa e com a tensão no ponto certo. Nunca vi alguém tão feliz quanto Mills ao conseguir catar todos os dedos do rapaz. Afe!

Que venham os próximos episódios. Estou louca para ver a reação de todos com o novo comandante e, principalmente, para saber como será para Kelly trabalhar como subordinado de seu pai.

PS.1: Nunca vi um policial com tanto medo de morrer como esse Jay. Ele só fala nisso.

PS.2: Achei fofo o Clarke ir conversar com a Shay.

PS.3: #HerrmammBotaACamisa

PS.4: Peter chamando Isabella de Gabby. Ai!

PS.5: Casey está cada vez melhor com os moleques.

Artigo anteriorBoardwalk Empire 4×07: William Wilson
Próximo artigoBeauty and the Beast 2×03: Liar, Liar