A tempestade começa a desaparecer.

E eis que “Mom” começa a entrar nos eixos. Não sei quanto a vocês mas eu achei esse episódio competente. Não vou falar se ele foi melhor ou não que os outros, até porque isso não significaria muita coisa.

A cena no aeroporto me pegou de susto, e até tive que voltar a cena pensando que eu tivesse esquecido alguma passagem, explicando o motivo delas estarem voltando do México. O desfecho do sonho acabou meio sentido. Afinal, a série não começou por causa da reconciliação entre mãe e filha? Por que então refazer este momento? Faltou uma lógica aí.

Enquanto Christy esperava a ligação de Bonnie, Roscoe vivenciou mais um dia de luta na companhia de sua mãe. Toda a história da cueca rendeu cenas importantes para a série. Primeiro a discussão dela com Violet, num momento bem sincero entre mãe e filha.

Depois na loja de 99 cents, onde ela discutiu com um repositor local. Tanta raiva acumulada refletiu (novamente) no restaurante, onde o próprio cliente a ensinou bons modos. A relação entre Christy e este núcleo está agora em segundo plano, e ainda é cedo para descobrir o quê Gabriel e Chefe Rudy agregarão à série.

Enquanto eles não se resolvem, pudemos conhecer Marjorie, mais uma frequentadora do grupo de ex-alcoólicos, que foi a responsável pela mudança de comportamento da protagonista. Afinal, “If everyone I meet is an ass, maybe I am the ass”. Simples assim. E era claro que ela teria um passado com Bonnie.

A partir daí, Christy foi se reconciliando com cada uma das pessoas que ela havia magoado. E eu comecei a pensar se o que falta para a série vingar (além da já discutida “entrega” de Anna Faris) era a presença de um protagonista homem.

Vamos analisar. Em TAAHM eles são todos homens. Em TBBT eles são a maioria. E em Mike & Molly ele é metade. Pensando assim fica fácil entender a lógica de Chuck Lorre: a próxima série dele seria a primeira em que as mulheres tomariam a dianteira. E um fator decisivo para essa tomada também é o de querer atingir um outro público, o feminino.

Mas será que ele não estava acostumado a lidar com protagonistas masculinos, e achou que o mesmo tratamento daria certo com mulheres? E que foi um erro simplesmente não colocar nenhum homem como protagonista? O que vocês acham?

“Mom” começa a se ajeitar, e sua audiência começa a se estabilizar, em números modestos, infelizmente. Agora só nos resta aguardar.

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