Felizmente, o que não falta em Revenge é pecado. Mas será que ainda há espaço para arrependimento?
A segunda temporada de Revenge começou carregando um sem número de fãs de seu excelente primeiro ano, mas só conseguiu fazer com que muitos de nós ficássemos bastante desacreditados. Vários, inclusive, abandonaram a série pelo caminho. Felizmente para nós, que ficamos, eis que o excelente segundo episódio da terceira temporada deixa os erros para trás e mostra Revenge em sua melhor forma, daquele jeito que aprendemos a amar lá na primeira temporada da série.
Assim que o nome “Paul Whitley” veio à minha mente, pensei “OBA, queda de vilão aleatório!!!”. É muita alegria ver Revenge novamente nos dando o que queremos ver. A diferença entre esse arco e os de vilões aleatórios da segunda temporada reside no fato de que, desta vez, a equipe finalmente foi capaz de nos entregar novamente um vilão aleatório tão interessante quanto aqueles da primeira temporada!
Isso porque, depois de ajudar os Graysons a convencer a empresa toda a fazer parte do golpe contra David Clarke com sua lábia, Paul percebeu sua vocação: ser pastor e guiar as almas perdidas deste mundo. De cara, achei bombástica a ideia de fazer Emily destruir um pastor, e os motivos acabaram sendo apresentador pelo próprio episódio: Paul claramente se arrependeu dos seus erros e mostrou-se uma boa pessoa. Será que, então, ele ainda merecia uma Revenge? Nolan rapidamente entendeu a importância desse questionamento, ao contrário de Emily. E a atitude da protagonista validou imediatamente a seguinte questão: será que ele está do lado certo? Com isso, preparem-se para o quote do episódio – cortesia, claro, do nosso querido Nolan Ross:

“Verifique sua alma, Emily. Porque se você começar a matar gatinhos, estou fora!”
Enquanto isso, do outro lado da corda, Aiden tenta convencer Vicky de que é realmente seu aliado. E, como muitos de vocês questionaram nos comentários da première, é muito difícil acreditar no ex de Emily. Se ele realmente quisesse acabar com Emily, bastaria contar a Victoria toda a verdade, mas ele prefere preservar a identidade da nossa heroína, o que por si só, é bastante suspeito. Isso torna todo o arco de Aiden um pouco mais furado do que eu gostaria. Se ele realmente estava disposto a pegar a caixinha mágica de Emily e entregá-la à Vicky, porque não fez sequer uma tentativa de dizer que Emily é Amanda Clarke? Complicado e, se Aiden realmente for um vilão, esse será desde já um dos grandes furos da temporada. Por esse motivo, prefiro acreditar no contrário.
Para a nossa sorte, Emily, desesperada pela possibilidade de a série terminar antes mesmo de atingir o syndication, decidiu finalmente tirar sua caixinha de casa e mantê-la no cofre de Nolan (o fato de ela ter levado dois anos para ter essa ideia me faz questionar fortemente sua inteligência para planejar essa Revenge). Assim, Aiden não encontrou a caixinha, Emily não será desmascarada, e a série não acaba! Ufa!
Por enquanto, Vicky precisou se contentar com o fato de que a escritura da casa de Nolan está no nome de Emily – o que, vamos combinar, não prova coisíssima nenhuma, mas foi o único jeito de o roteiro concretizar a aliança entre Aiden e nossa rainha sem comprometer a longevidade da série, então vamos fingir que isso faz sentido.
Enquanto isso, na mansão Grayson, Vicky decide apresentar seu mais novo filho bastardo ao restante da família, e eu percebo que cada um dos três filhos da rainha tem um pai diferente – Vicky, a periguete dos Hamptons.
O jantar teve todo aquele glamour e toda aquela discórdia que nossa família não mais tão rica adora nos apresentar (e nós adoramos ver), mas o que mais me chamou a atenção foi ver o sentimento de Vicky em relação ao filho. Uma coisa que nenhum de nós pode questionar é o tamanho do amor da matriarca dos Graysons por suas crias, e é até interessante ver Emily revirando os olhos quando a vilã declara seu sentimento a Patrick. Por mais maquiavélica que Victoria possa ser, sua capacidade de demonstrar amor legítimo supera constantemente a soma de todos os resquícios de sentimentos positivos que Emily demonstrou ao longo das três temporadas até agora. Claramente, aquela virada de olhos nos fez notar que Emily ainda não consegue compreender o que é amor, e isso me assusta e me fascina na mesma proporção.
Falando em Patrick, preciso dizer que seu segundo episódio foi mais do que suficiente para que o personagem me conquistasse de vez! O rapaz uniu-se aos demais personagens coadjuvantes naquela que desde já considero a melhor sequência de sambadas da terceira temporada! Acompanhem comigo!

Olhar condenatório cheio de razão [1]: “Tome vergonha e assuma responsabilidade por seus próprios atos!”

Olhar condenatório cheio de razão [2]: “Da próxima vez, vá fazer fofoca sobre a sua avó!”

Olhar condenatório cheio de razão [3], sem precisar nem de motivo concreto e com direito a PÁ literal na cara de Emily!
E o troféu PADMADA DE OURO da semana vai para… Patrick, obviamente! Nem preciso dizer que os três personagens ganharam pontos comigo, mas Patrick já ganhou o meu amor eterno, certo? FINALMENTE alguém com os genes da mãe nessa série!
Mas, afinal, e o pastor? Obviamente, levou uma Revenge muito bem levada no meio das fuças e foi afastado da paróquia. E, justamente quando Revenge nos faz achar que Emily realmente sentiu algo e se arrependeu (principalmente depois da belíssima cena de Nolan lendo para ela as palavras de David Clarke – belíssimo show de Emily VanCamp e Gabriel Mann, diga-se de passagem!), eis que surge a padmada final. Que arrependimento o quê! Emily só vai voltar atrás e ajudar Paul porque notou que precisa usá-lo em seus planos de vingança contra Conrad. E, confesso, é nessas horas que eu amo essa nossa protagonista com todas as forças! A terceira temporada começou, amigos! Que venham muitos episódios do mesmo nível de Sin, e, tenho certeza, eles haverão de vir! Até a próxima!
Observações:
– Belíssima jogada essa de Emily envenenar Conrad em toda oportunidade. Afinal, já que ele sequer decidiu tentar fazer um segundo exame depois de constatar que está morrendo, precisávamos ao menos de reincidências para tornar a situação menos difícil de acreditar.
– É engraçado como Revenge só entrega o doce para os Graysons para tirá-lo depois. Eu havia ficado consideravelmente sensibilizado com a relação entre Conrad e Charlotte no início do episódio, me lembrei de que essa era a única relação com sentimentos verdadeiros da vida do Grayson pai. Mas a harmonia entre eles não durou nem 40 minutos, claro.
– Alguém acreditou que Daniel tinha mandado ver na francesa? Caso você tenha respondido “sim”, preste mais atenção em Revenge, hein? O cara é banana demais pra isso!
– Eu jurava que Charlotte ia confessar a Jack que abortou o próprio filho de propósito, mas não. Ela só confessou que é “a culpada” pela morte de Declan. Oh, Deus, três anos de Revenge, TRÊS ANOS e eu não aprendo que uma vez chata e irrelevante, sempre chata e irrelevante!
– Vamos ser francos? A gente gosta é do Nolan bicha rica e glamorosa, mesmo! Adorei a nova vida promíscua, adorei a referência ao PTSD (Padma-Tyler Sexual Damage) e fico muito feliz por poder dizer com todas as letras: Padma nunca mais!!!















