thegoodwife104

Depois de todos os elogios que fiz à série semana passada, fiquei com medo de que veria um episódio fraco nessa semana, sem todo o brilho dos três primeiros. E me apavorei ao ver que, na metade do episódio, meus medos estavam se concretizando. Mas isso durou pouco, em questão de minutos a trama do episódio sofreu uma reviravolta e a história ficou interessantíssima. Portanto, fico feliz em dizer que a série continua excelente.

Spoilers Abaixo:

Por muito pouco esse episódio não me fez dormir. Eu sempre elogio o fino equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional de Alicia que a série nos mostra, que é o principal motivo dela ser excelente. Mas não sei por que, no começo desse episódio a coisa desandou. O caso da semana parecia, em um primeiro momento, desinteressante, e a própria Alicia ficou apagada nele, com outras pessoas como Diane e Kalinda tendo mais destaque que ela. Fora que a história de Alicia com o advogado do seu marido era terrivelmente desinteressante. E quando chegou na metade do episódio, pelo primeira vez, me deu sono de assistir The Good Wife.

Mas surgiu a luz no fim do túnel. Tudo que, até então, estava chato, monótono e desinteressante mudou completamente. A trama do episódio deu uma guinada e eu despertei do meu breve cochilo. De repente tínhamos um dos jurados sendo comprado e a Alicia descobrindo alguns esqueletos no armário do marido. E todo esse momento foi tão bem feito que até me fez esquecer o começo chato do episódio. Tudo o que eu queria saber era a identidade do jurado comprado e, principalmente, quem era o tal do Kozko. O episódio ainda terminou com algumas surpresas e alguns ganchos.

O júri votou a favor do cliente de Diane e contra a Indústria Farmacêutica que o colocou na cadeira de rodas, que era defendida pelo Andy Bellalafleur de True Blood. Seria uma história bonita, se a mulher do requerente não tivesse comprado um jurado. Enquanto todos comemoravam Alicia foi lá e levantou questões éticas para Diane, que não se abateu, e parece gostar cada vez menos dela. Melhor para o Cary, que está louco para tirar logo a Alicia do seu caminho, e detesta o destaque que ela tem na firma, sempre em reuniõezinhas com os chefes.

E claro, temos o gancho do final do episódio. Como a defesa de Peter está encontrando problemas para convencer um júri de sua inocência, surge a idéia de colocar Alicia como testemunha, para que vejam sua fragilidade e como esses problemas a afetaram, para assim poder provar que tudo o que Peter fez foi pensando no bem de sua mulher. Não, isso não é uma piada. É irônico, mas no meio agimos de formas estranhas para conseguirmos um veredito favorável. O silêncio da Alicia não permite deduzir que ela aceitou virar uma testemunha, mas está propícia a isso. Eu só acho isso meio perigoso para o Peter. Desde o piloto nós vimos que Alicia tem se segurado desde o acontecido. “Explodir” num tribunal, de frente ao júri pode ser perigoso. E o Peter tá abusando ao pedir que ela faça isso.

Depois de me deixar sem fôlego por pouco mais de 20 minutos, The Good Wife continua com o seu título de melhor estréia da temporada. E cada vez mais a trama se torna interessante, com vários ganchos que prometem virar a história de cabeça para baixo, em algum momento dessa temporada.

P.S: Eu não falo isso com freqüência aqui, mas acho a relação da Alicia com sua sogra interessantíssima. É mais um ponto que pode ser melhor explorado na trama.

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