E eis que a figura da mãe ressurge mais uma vez.
Quando eu terminei de assistir a esse piloto, entre muitas conclusões, uma pergunta me veio à cabeça: “Como é a mãe do Chuck Lorre?”. Não vá pensando que isso aconteceu por causa do nome da série; ele apenas deixa bem claro qual é a figura que esse cara mais gosta de abordar.
“Mom” tem como protagonista Christy (Anna Faris, Friends), mãe de dois filhos, separada, e que divide seu tempo numa lanchonete, onde atua como garçonete, num grupo de apoio a alcoólatras, e com a sua própria família. Roscoe (Blake Garrett Rosenthal, New Girl) é o mais novo, e Violet (Sadie Calvano, Melissa & Joey) é a filha adolescente, que está na fase de irritar sua mãe, trazendo namorados pra dentro de casa ou concordando com a avó Bonnie (Allison Janney, The West Wing).
Como se não fosse complicada o bastante, a vida de Christy ainda vai além: ela tem um caso com seu chefe Gabriel (Nathan Corddry, Harry’s Law), lida com um peculiar chef de cozinha, Rudy (French Stewart, 3rd Rock from the Sun) e seu ex-marido Baxter (Matt Jones, Breaking Bad).
Essa é premissa da série, uma comédia tradicional, daquelas com risadas ao fundo e produzida por diferentes câmeras, assim como foi Friends, The New Adventures of Old Christine e My Wife and Kids.
ATENÇÃO: daqui em diante, o texto é aconselhado para quem gosta das séries citadas no parágrafo anterior e, principalmente, para aqueles que gostam dos produtos Lorre: Two and a Half Men, Mike & Molly e The Big Bang Theory.
Nós aqui do Série Maníacos acompanhamos uma série desde o seu nascimento, quando ela é apenas um rumor em um tabloide americano. “Mom” chamou a minha atenção lá atrás, quando a única notícia era a de que mais uma comédia do Chuck seria produzida. Para mim isso bastava.
Minhas expectativas eram altas, é claro, e posso dizer que saí bem satisfeito. Não, esse não foi o melhor piloto que eu já assisti, e ele mesmo poderia ter sido melhor. Mas ele me apresentou algo importante: elementos que me fizeram querer ficar.
Começo pela protagonista. Sim, ela foi a responsável pelos bebês da Monica e do Chandler, mas Anna é lembrada bem mais por seus filmes, em especial os da série “Todo Mundo em Pânico”. E ela foi a responsável pelos melhores momentos do piloto, e que me fazem enxergar um promissor futuro para a série. Quem assistiu a seus filmes sabe bem o potencial cômico que ela deve trazer para o seriado.
Acompanhei as críticas de vários portais americanos, e a grande maioria deu destaque maior à Allison Janney, como se eles estavam esperando para vê-la em cena bem mais do que a própria Anna. Como esse não era o meu pensamento, acabei achando ela extremamente divertida, o que foi uma surpresa, até porque penso nela mais em papeis dramáticos (os 4 Emmys por The West Wing reforçam esse pensamento).
Quanto aos outros personagens, ainda é cedo para fazer uma avaliação. Posso apenas afirmar que nenhum deles me impactou negativamente. Mas se fosse para escolher um, diria que Violet (a filha) é a que mais tem potencial.
Como se não fosse fácil enxergar os outros produtos de Chuck em sua mais nova série, tivemos a grata aparição de Jon Cryer, momento no qual dei a minha primeira gargalhada, as quais se seguiram até o final do episódio.
E outro ponto a ser considerado é a figura da mãe. Evelyn Harper sempre rende boas piadas quando aparece, assim como Joyce Flynn e Peggy e, infelizmente em menor inserções, Mary Cooper e Beverly Hofstadter. Em “Mom” a mãe é a protagonista, e ela ainda vem em dose dupla!
Creio que a grande preocupação da série está em saber se “Mom” seria mais uma série entre tantas outras. Realmente agora eu começo a acreditar naqueles que dizem não entender os motivos de tanta gente assistir a séries como TAAHM e TBBT. Se eu já assisto a essas duas séries, por que deveria assistir a mais uma?
Essa é uma pergunta que eu deixo para vocês. A minha resposta é fácil: o diferencial dessa série está principalmente em seus atores e atrizes. Anna Faris e Allison Janney são ótimas, e conseguiram ficar ainda melhores atuando lado a lado. E o resto do elenco não me parece nenhum um pouco inexperiente.
O piloto apresentado foi um tanto corrido, algo totalmente aceitável quando se tem que mostrar o máximo de potencial numa única vez. Agora que todos nós pudemos ter esse contato inicial, episódios mais elaborados deverão ser apresentados, para que possamos conhecer melhor cada um dos personagens. É aí que veremos se todo esse potencial vai ou não dar certo.
Eu vou continuar. E vocês?















