Oh my God!! Oh my Goood!!!
As primeiras frases dessa sexta temporada de Castle (sim, sexta já!), ditas pela personagem que tinha duas importantes perguntas para responder nessa season premiere, resumem bem a minha sensação ao ver esse episódio de Castle: Oh my God!
Não é segredo para ninguém que eu estava bem descrente ao final da temporada passada, me incomodando com o pedido de casamento repentino do Castle, que me parecia muito mais uma forçada de barra para podermos dizer que “o casal evoluiu” do que qualquer outra coisa. Além da já citada precipitada rapidez com que fizeram isso, cito o meu grande medo como verdadeiro motivo para tanta desconfiança com uma série que nunca me decepcionou: após o tal casamento, não vejo outra saída para a série além de acabar.
Não vou me alongar muito nessa questão – afinal uma das certezas que Castle me passou nessa season premiere é que a precipitada, aparentemente, fui eu –, mas o problema era que eu não via o que mais a série poderia nos mostrar de diferente após o casal trocar alianças. Casamento, para mim, seria o final do caminho da evolução para os dois personagens e após isso apenas mais uma temporada deveria ser exibida para encerrar a história de vez.
Eu esqueci todos esses pensamentos de mãe preocupada com seu filho que está crescendo assim que comecei a assistir o episódio. O que foi aquela cena inicial, com infinitos gaguejos da Beckett ao ver que o Castle a estava propondo? Melhor foi ver a inocência da detetive achando que o namorado queria terminar com ela… Kate, isso NUNCA irá acontecer por iniciativa do Castle, fique tranquila amiga! Sem contar nos milhares de suspiros que eu tenho certeza que o escritor arrancou de todos os fãs ao dizer que não estava propondo para a namorada por medo de perdê-la ou para mantê-la em NY e sim porque não imaginava sua vida sem ela. Pois é, já tínhamos nos rendido a esse novo episódio nos cinco primeiros iniciais e nem tínhamos percebido.
Assim como a “mãe Juliana” tinha previsto em maio, tivemos um (pequeno) salto temporal, nos mostrando a nova rotina da Beckett em Washington D.C., a mais nova agente federal do governo americano. Se eu tinha dúvidas se a Kate iria aceitar a proposta de casamento do Castle, o mesmo não posso dizer se a detetive aceitaria o novo emprego. Tinha mais do que certeza e ousava apostar todas minhas coleções de séries que isso aconteceria. Afinal, é de Kate Beckett que estamos falando.
Agora, me desculpem as palavras indelicadas a seguir, mas PORRA, QUE SUSTO QUE VOCÊS ME DERAM com aqueles falsos tiros que a Beckett levou!!! Meu coraçãozinho, que estava enferrujado desde a fall season passada, quase não aguentou o baque e eu já estava preparada para xingar qualquer organismo vivo na minha frente por fazerem a Kate ser baleada mais uma vez.
Porém tudo não passava de uma brincadeirinha (de muito mau gosto, btw) e descobrimos que era apenas uma simulação do novo emprego, já tendo Rachel McCord nos apresentada pelo roteiro. A personagem interpretada pela Lisa Edelstein, eterna Lisa Cuddy de House, não me pareceu muito flor que se cheire ao mostrar uma personalidade bem forte e do tipo “alfa”. Por outro lado, a agente federal se mostrou uma grande parceira para a Beckett, que não só a acobertou quando pôde, como demonstrou ser um grande apoio para o futuro crescimento da detetive.
Nesse mesmo núcleo de Washington D.C. ainda fomos apresentados a Carl Villante, novo chefe da Kate, interpretado por Yancey Arias e ao outro parceiro de trabalho das duas moças – que a memória me traiu e me fez esquecer o nome do coitado, sorry. Foi tudo muito interessante o que nos foi mostrado nesse plot – que como era de se esperar, foi o grande palco desse episódio – e foi gritante notar a diferença de um escritório federal, que contava com muita tecnologia, muita infraestrutura, roupas que faziam os agentes parecerem espiões e um nipônico do outro mundo que conseguia fazer tudo que os seus colegas precisavam, para o ambiente de trabalho em NY (que eu nunca achei ruim, diga-se de passagem).
Falando na maior cidade do mundo, Ryan e Esposito, ainda situados lá, ficaram bem deslocados no episódio, infelizmente. A maneira que os roteiristas usaram para trazer os detetives para o meio do caso que estava acontecendo lá em D.C. foi bem engraçada e também plausível, já que o Castle vive os enganando. Mas com exceção da descoberta que o “bebê Ryan” irá nascer daqui a quatro meses e da dica dada pelo Esposito sobre a base militar fantasma, os dois não puderam colaborar muito com o andamento do episódio e/ou da série. Para essa semana não achei isso ruim, afinal a emoção não estava em NY, mas a minha grande relutância com esse novo emprego da Beckett é justamente esse, o deslocamento de todo o pessoal da delegacia. Como eu não acho que o trabalho como agente federal não deve durar muito, não fico preocupada. Mas se eu estiver enganada já aviso que não sei se irei gostar desse novo “modelo”.
Já para o plot da família Castle ficou reservado apenas o humor, algo sempre muito bem-vindo. Alexis, voltando de viagem da Costa Rica, trouxe em sua bagagem um novo namorado, que é pra lá de esquisito, começando pelo seu nome, “Pi”. Como já está certa a presença do rapaz por vários episódios no decorrer da temporada, fico aqui na torcida para que a sua participação seja na mesma medida desse episódio, com momentos pequenos, mas muito divertidos.
O caso do episódio que, apesar de ser o plano de fundo de toda a season premiere, não tinha arrancado muita atenção da minha parte até acabar atingindo o Castle. Como era de se esperar, afinal agora o nível é outro – é federal –, a investigação foi bastante complexa e contou com um plano genial por parte dos criminosos. Os vilões desse caso que até agora não descobrimos, usaram um blecaute para entrar em um prédio com contratados do governo para roubar uma arma química. A ideia de usar um bode expiatório e de tirar o foco do verdadeiro roubo foi sensacional e eles só não arquitetaram o plano perfeito porque a Beckett está trabalhando na divisão que o crime aconteceu. Aliás, é bom destacar o excelente trabalho que a Kate fez durante toda a investigação, chegando a arrancar sorrisos da McCord. A dúvida fica para o que os criminosos roubaram essa toxina e contra quem eles querem usar…
Da mesma maneira que tínhamos certeza absoluta de que o Castle não iria terminar o namoro com a Beckett na season finale da temporada passada, também não temos medo algum que algo ruim aconteça ao Castle, ou pior ainda, que ele não sobreviva a essa intoxicação. Enquanto a série tiver o sobrenome do próprio escritor e não “Beckett”, podemos ficar muito mais que tranquilos – algo que nunca irá acontecer, mas é sempre bom deixar bem claro (rs)! A dúvida fica de que forma acontecerá a desintoxicação do Castle e de que maneira a Kate irá conseguir o antídoto ou algo do tipo. Até porque ninguém dúvida que ela sairá que nem louca atrás de algo para salvar a vida do amado, certo?!
Depois de me surpreender mais do que positivamente com essa season premiere, tomei a decisão de parar de ficar me preocupando com futuro e por algo que ainda está longe de acontecer. Irei continuar a assistir Castle da mesma maneira que eu fiz até o 23º episódio da temporada passada. O resultado sempre foi excelente: divertimento, empatia com personagens carismáticos e um sorriso bobo estampada na cara por alguns dias. E já fico na expectativa desse episódio inicial ter sido uma pequena amostra da grandiosidade que essa temporada pode se tornar.
Todo mundo comemorando, por favor, pois Castle, a melhor série procedural e um dos melhores programas atuais da televisão americana, está de volta!!
p.s.1: comentário-inútil-do-dia: que nome grande o do Castle hein?! Richard Edgar Alexander Rodgers Castle.
p.s.2: muito chique esse Castle, tem turnê de autógrafos para promover seu novo livro e tudo!
p.s.3: eu ri da cena pré-sexo dos dois. Não me julguem, foi meio pastelão mesmo rs
p.s.4: Castle ainda está na década de 90 né, fingindo que cai a ligação do celular porque está debaixo de um túnel…
p.s.5: em menos de 20min a McCord já estava fora da lista de convidados do casamento dos Castle, deve ser um recorde!
p.s.6: a coitada da Beckett nem desempacotou as suas coisas ainda.
p.s.7: foi legal o Villante ter deixado o Castle preso por um tempo para ver se ele aprende a parar de bisbilhotar no que não deve.
p.s.8: inclusive, eu tinha certeza de que a Kate iria ficar muito brava com as intromissões do namorado no caso CLASSIFIED dela. A Beckett foi muito boazinha, vamos concordar. Se fosse três, quatro temporadas atrás, essa reação dela não seria assim, tão serena…
p.s.9: ouviram a Kate chamando o Castle de BABY???
p.s.10: nada de Lanie e Gates, é verdade, mas totalmente aceitável dessa vez.














