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Quando Lie To Me foi renovada para uma Segunda Temporada, a FOX fez diversas mudanças na produção, no elenco e no ritmo dos episódios. A premiere dessa segunda temporada foi ótima, mas ainda restou a dúvida: Essas mudanças valeram mesmo a pena? Com base nesse segundo episódio eu digo que sim. Algo que era somente divertido tornou-se eletrizante e, quiçá, imperdível.

Spoilers Abaixo:

O problema principal da série em sua temporada de estréia foi a falta de empatia do público com os personagens, e isso porque não víamos eles como humanos, mas unicamente como profissionais. Faltavam dramas pessoais, acontecimentos que interferissem nos seus trabalhos e atrapalhassem-nos em seus juízos, em seus julgamentos. O máximo que tivemos disso na Primeira Temporada aconteceu quando Loker foi rebaixado à estagiário por ter interferido em um caso. E se vida pessoal era algo que fazia falta na série antigamente, nesse segundo episódio da segunda temporada foi algo que teve de sobra, já que tivemos dois casos que foram interferidos por julgamentos pessoais, tanto do Cal quanto da Dra. Foster.

Gillian foi juntamente com Loker fazer entrevistas em uma seita a mando da Receita Federal, que queria saber se haveria fraude, uma vez que a seita tem imunidade fiscal em todas as suas igrejas e eram mais de 30 em um único local, e ela acabou fazendo algo que estava terminantemente proibida de fazer: julgar. E acabou ajudando a mulher do “profeta” a escapar dele com seus filhos, conquistando o seu ódio e, principalmente, a inimizade da Receita Federal, que vai colocar um auditor na cola de Cal até sabe Deus quando.

Foi bem interessante ver a sempre centrada Dra. Foster deixar-se levar por um caso desse jeito. Ela que sempre foi a âncora de Cal, quando este se desequilibrava, mostrou ser frágil quando pegam em seu ponto fraco: crianças. Isso sim é uma boa storyline para se trabalhar nessa temporada, desde que seja bem feita. Já que a trama da traição do seu marido na Primeira Temporada também era boa, mas foi muito mal executada, e não rendeu o que poderia.

No outro caso, Cal atendeu um pedido da sua ex-esposa, que agora é advogada, e estava defendendo um garoto acusado de estuprar uma menor. O ponto principal do caso é que ele alegava não saber que ela era menor o que excluiria o crime. Seria muito fácil provar isso e inocentar o garoto, mas Cal acabou se desequilibrando, já que a garota era da idade da Emily e estudava na mesma escola que ela. Ter noção do que as coleguinhas da filha faziam e principalmente do que aconteciam nessas festas de fraternidade fizeram Cal perder o controle, durante parte do caso, sendo necessário que Ria chamasse a sua atenção. Claro que Cal é um profissional incrível e conseguiu contornar seus próprios medos de pai para comprovar que o garoto não sabia da idade da menina, para assim inocentá-lo.

Se estivéssemos na primeira temporada, o episódio poderia muito bem ter acabado somente na conversa de Cal e Emily, mas antes dessa cena fomos surpreendidos… O pai da garota não aceitou ver aquele que ele acreditava ser o estuprador da sua filha ser solto e indignado com “o sistema” ele mata o promotor do caso. Cal até tinha previsto alguma atitude como aquela, mas imaginou que o pai tentaria algo contra o garoto. Infelizmente, Cal estava errado e este erro custou a vida de uma pessoa.

Isso é excelente para a série. Ver os personagens errando, perdendo algumas vezes, conquistando inimigos e até mesmo cruzando a linha da ética era algo que eu sempre quis ver em Lie To Me. A série ainda não é algo imperdível, como disse no primeiro parágrafo. Mas se seguir essa linha que começou a ser traçada nesse episódio, não dou mais 5 episódios para que ela se torne, de fato, imperdível.

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