O melhor episódio da temporada.
É imensamente agradável quando uma série na qual somos fãs encaixa seu roteiro no caminho certo e nos proporciona uma temporada com histórias envolventes e emocionantes – principalmente sem furos ou absurdos. Saving Hope – com certeza – é a grande surpresa da summer season. Se a primeira temporada teve muitos altos e baixos, agora a série encontrou uma maturidade muito necessária a séries de drama-médico – o que realmente está fazendo toda a diferença.
E apesar de termos Alex e Joel em uma jornada muito atípica e Charlie cruzando um caminho muito importante com seu dom da mediunidade – o que merece muitos comentários – a história mais emocionante e digna de reflexão do episódio foi a busca de Shahir por seus próprios sentimentos e sua aproximação com as pessoas. Shahir sempre foi um personagem complexo e muito bem interpretado por Huse Madhavji, mas em “Defriender” superou todas as expectativas nos fazendo conhecer um pouco mais do médico. Todas as nuances da sua busca que mistura vida profissional com pessoal – com certeza – retratam muitos e muitos médicos que tem dificuldades em lidar com seus pacientes e nos afirma mais uma vez que médicos não são “super-heróis” – apesar de muitas pessoas acreditarem nisto. Shahir nos lembra que médicos são feitos de carne e osso, por isto também vivem problemas de relacionamento e muitas vezes precisam de ajuda para resolve-los. Mais um excelente momento de reflexão da série.
Falando sobre a história de Ford – o amigo “maluco” fotógrafo de guerra – Charlie se vê obrigado a reafirmar a pergunta sobre o que fazer com o seu dom. Os conselhos de Ford são muito pertinentes e finalmente fazem Charlie cair na real e se dar conta que tem um dom incrível nas “mãos”. O diálogo final entre os dois foi muito competente e também nos faz refletir a loucura que deve ser ter uma profissão como fotógrafo de guerra – sim, é preciso muita coragem. E sobre Charlie, qual serão suas próximas atitudes? O que ele realmente vai fazer daqui para frente? Espero que o roteiro continue dando o mesmo tratamento correto para o tema, no qual tem feito até agora.
E Alex e Joel? Pois é, o roteiro deu uma ajudinha e colocou os dois perdidos no meio do nada dando uma de “Macgyver” para os reaproximar. Tudo bem, apesar desta história já ter sido usada em muitas séries e filmes, não comprometeu em nada o bom andamento do roteiro. A trama foi bem escrita e muito emocionante, nos dando interpretações excelentes de Erica e Daniel que criaram a tensão perfeita entre os personagens. Pois é, parece que a vontade dos fãs vai ser concretizada e veremos os dois como um casal novamente – já que eles têm uma história no passado. É claro que o caminho será muito longo até que este relacionamento seja mesmo um relacionamento – pois temos Sonja, Charlie, Dawn, Dana no meio de tudo isto – e muitas confusões ainda prometem acontecer abrindo novas possibilidades para a terceira temporada – tudo indica que a série será renovada, pois seus números de audiência estão bem sólidos.
Enfim, “Defriender” foi o melhor episódio da season 2 por todo o seu contexto, suas tramas consistentes, seus ótimos diálogos e principalmente por ter aumentado o nível de qualidade, mesmo tendo ultrapassado a metade da temporada que normalmente costuma trazer episódios mais mornos e estagnados. Vida longa a Saving Hope – que continue nos surpreendendo e emocionando.
PS. Muito fofinho o casal Diane e Jack.
PS. Retornaram com Dana, adorei!
PS. Os efeitos especiais estão cada vez melhores – o orçamento da série deve estar bem gordinho… hahaha…
PS. Já senti falta de Luke…
PS. Definitivamente, Gavin e Maggie formam o casal mais querido da série.
PS. A cena final de Shahir tocando piano foi simplesmente maravilhosa!
PS. Segue a trilha sonora – mais uma vez excelente:
“I Miss The Love” (But I Never Miss You) Nudie and the Turks
“Boy Wonder” The Beaches
“Gymnopedie No.1” Erik Satie















