
Antes de arrumar a mesa, uma pausa para drinques.
Spoilers Abaixo:
Depois do impacto inicial do piloto – que tanto pelos comentários aqui como nos blogs americanos foi bem aceito – é hora de Devious Maids sair da sombra de Desperate Housewives pro seu próprio bem. É difícil comparar o talento do quinteto de Wisteria Lane que acompanhamos por oito anos com um elenco ainda não muito conhecido do grande público (com exceção de Judy Reyes de Scrubs) e um texto muito mais pra comédia e lotado de clichês, mas que mesmo assim consegue divertir.
Valentina é quem mais me empolga (e não apenas pelos motivos óbvios). Difícil saber se ela tem uma paixãozinha pelo Remi, se está interessada no dinheiro ou as duas coisas, que é o mais provável! Talvez o maior dos clichês de DM seja o patrão ter um caso com a empregada, e se o de Adrian Powell parece ser um caso de fetiche com empregadas (e quem não tem? Brincadeira!), aqui o interessante é ver as tentativas de Valentina para conquistar o patrão driblando até a própria mãe. Deu até dó quando Zoila obriga ela a servi-lo na frente dos amigos dele e ainda acho que ela tem algum motivo muito forte pra fazer isso (não duvido que Valentina seja filha de algum ex-patrão de Zoila, por exemplo). Foi bem estranha a reação de Genevieve quando aceita que Valentina ama seu filho; como ainda não conhecemos ela muito bem não dá pra saber se ela está tramando alguma coisa ou se está feliz de verdade.
Quem lava, passa, limpa e manipula como ninguém é Carmen. Ela tem objetivos certos na vida e não quer apenas casar com um milionário (neste caso o dinheiro seria dele e não dela), ela quer ser rica e famosa. Talvez seja a empregada que mais carece de empatia, pelo menos a minha, e a que mais se aproxima de ser uma “vilã”. Não sei se pela atriz ou pelo espírito que ela tem de conseguir o que quer a qualquer preço. Todas as outras mostram um lado mais humano: Marisol busca justiça para o filho, Rosie mostra ter bons valores e Zoila quer o melhor para a filha.
Marisol aparentemente vai usar as mesmas armas que Flora para descobrir a verdade sobre os Powell. O mistério de sua morte parece que vai sobreviver até o final da temporada. Se tivesse que arriscar um palpite eu apontaria Rebecca como a assassina. Estou gostando dos Powell, o modo como agem muito se assemelha aos Grayson. É a típica família que amamos odiar.
As empregadas se reunindo para fofocar e trocar conselhos está se tornando uma das partes mais legais da série, e é lá que normalmente saem as melhores frases:
Zoila: “É errado que ela esteja traindo ele. Se o meu Paolo fizesse isso as coisas ficariam bem violentas. Tudo da cintura dele para baixo é minha propriedade.”
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Carmen: “Mas e aí, eles se gostam mesmo ou estão apenas se divertindo?”
Rosie: “E qual a diferença? É pecado, e pecar é errado.”
Carmen: “É por este tipo de atitude que não saio com você nos fins de semana.”
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Genevieve: “Você não está de olho no Abundio né? Nosso paisagista, eu vi primeiro, ele é meu desde o dia que ele aparou meu hibisco.”
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Taylor: “Você tem que descansar no seu dia de folga pra poder estar inteira para trabalhar pra mim no dia seguinte”
A sensação é que depois de um belo piloto as coisas esfriaram um pouquinho, não é por menos já que gostei bastante mesmo do episódio anterior e seria difícil supera-lo. O fato desta temporada ter 13 episódios ajuda pra esperarmos uma história mais certinha. Continuo achando uma série novelesca divertida e torço para que não perca o fôlego.














