Anger Management e sua eterna vã tentativa de trabalhar o arco amoroso entre Charlie e Kate.

Spoilers Abaixo:

O episódio desta semana parecia que iria trabalhar exclusivamente o relacionamento entre Charlie e seus pacientes, principalmente devido à viagem feita pelo grupo, com algum arco pontual envolvendo Mike e Sam. Isto era o que eu esperava, pois era o que parecia estar se desenhando no início do episódio.

Todo o arco principal envolvendo Charlie e seus pacientes no aeroporto foi bem desenvolvido, principalmente a discussão de Lacey, que julguei ser um dos melhores momentos da personagem, que sempre fica um tempo sem aparecer, porém quando recebe seu destaque, jamais desperdiça a oportunidade. Considero que a indiana bitch é a única personagem do grupo que faz jus por fazer parte dele, por que desde o começo ela é a única que realmente perde a cabeça quando está com raiva. Todos os demais são muito controlados, e em alguns momentos, não faz sentido para mim eles fazerem parte de um grupo que ajude no controle da raiva, quando, na verdade, nunca os vemos perdendo o controle de fato. Este poderia ser um arco a ser desenvolvido em breve, com algum dos pacientes tendo um sério problema por perder o controle. Gostei também da perseguição sofrida por Ed pelos pregadores de Jesus. Isso também fez com que o texano se enchesse, porém ele conseguiu ser contido por Patrick e Nolan, não chegando a perder o controle totalmente. Por, a princípio, ele ser o personagem mais propenso a se zangar mais facilmente, gostaria de vê-lo mais esquentadinho de vez em quando.

Já por parte do Charlie, seu melhor momento foi ter encontrado o segurança que, em tese, foi o responsável por sua ruína no baseball. O sms recebido por ele da Kate só foi interessante para gerar este momento. Vemos aqui Charlie quase descontrolado por querer ir ver sua parceira de pesquisa, mas a melhor parte ficou por conta dos dois seguranças e suas luvas de borracha. Acho que neste momento Charlie Sheen poderia ter explorado um pouco mais de humor físico, pois na maior parte do tempo o personagem só está sentado, e certamente esta era uma cena que cabia ele explorar um pouco mais este tipo de humor, mas Sheen opta por ser sempre muito parado, só mexendo os braços, gesticulando. Somente os diálogos nem sempre conseguem sustentar um episódio sozinho, quanto mais um série, e está na hora de Anger Management investir mais neste tipo de humor.

Enquanto o grupo passava por suas desventuras no aeroporto, a casa de Charlie tornou-se uma salada, pois todos tinham planos para ela. Sam, como sempre acontece na série, ficou restrita a uma ou duas falas. Mike teve uma participação menor do que a princípio imaginei, porém nem por isso menos engraçada. Tenho gostado bastante do destaque que o personagem tem recebido nos últimos episódios, principalmente por suas tiradas serem sempre bem colocadas. Jen provou novamente quão estúpida é, principalmente pela “inocência” de querer gravar um filme na casa de Charlie, sem perceber que se tratava, na verdade, de um filme pornô. A melhor piada neste núcleo foi a dela com Martin, para racharem a grana da locação da casa.

O episódio apresentou boas piadas, mas peca novamente ao tentar investir no arco menos interessante que é o de Charlie com Kate, que graças aos recentes escândalos nos bastidores, sabemos que está com seus dias contados. Todo o restante foi aproveitável, principalmente as situações envolvendo os pacientes e Mike.

Em tempo 1: Já estava me perguntando por onde andava Martin. Ele finalmente deus as caras novamente, pena que por pouco tempo. Entretanto e espírito do personagem estava presente.

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