
Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;
Apocalipse 1-1
Assim começa o livro do apocalipse, anunciando não o fim do mundo, mas, um momento de revelações. Assim começa também a quinta temporada de Supernatural.
Spoilers Abaixo:
O episódio começou devagar. Eu gostei do inicio mostrando os irmãos em seus caminhos diferentes, ao som de Simple Man, Lynyrd Skynyrd; Confesso que não dei muita relevância para a aparição da Jessica a princípio; E ri demais na tentativa do Dean de desvirtuar o Cass – deve ser mais um passe para o inferno essa coisa de tentar levar anjos para o mau caminho, não que o inferno seja novidades para o Dean.
Quando eu estava começando a acreditar que a temporada ia desacelerar um pouco com as suas grandes revelações, o ritmo do episódio mudou. Cass e Dean ficaram cara a cara com o Arcanjo Rafael e Sam com ninguém menos que Lúcifer.
Primeiro eu preciso comentar sobre a ótima atuação de Mark Pellegrino. Foi a primeira aparição dele como Lúcifer e ele esteve perfeito. O demônio (em Supernatural) é mesmo uma criatura simpática, bem menos ameaçadora (no exterior, é claro) que os anjos e, principalmente, os arcanjos. Deixando os efeitos visuais de lado, a voz e a expressão facial do arcanjo Rafael fizeram com que cada som proferido por ele, soasse como uma ameaça.
Achei o encontro de Dean e Cass com arcanjo mais interessante que o confronto que Sam e Lúcifer. Eu ainda tenho meus receios quando a inclusão de Deus na trama, mas foi genial o modo como a série linkou o sumiço dele a decisão dos anjos de dar início ao apocalipse. “Nós só queremos que tudo termine” declarou Rafael. No entanto, o mais interessante em tudo o que disse o arcanjo foi a sugestão de que não foi Deus e sim Lúcifer quem ressuscitou Cass (e, provavelmente salvou Sam e Dean, também). Verdade ou não é uma possibilidade interessante que eu não tinha cogitado ainda.
Quanto às revelações de que a Jessica era na verdade Lúcifer, e que Sam é o receptáculo ideal para o Demônio, eu sinceramente não achei elas muito surpreendentes. Se a princípio eu não vi nada de mais na aparição da namorada morta do Sam, quando ela surgiu novamente ela veio acompanhada de um deja vu do primeiro episódio dessa temporada. E bem, quantos de nós fãs da série acreditávamos, já na temporada anterior, que o destino dos irmãos Winchester os levaria para lados opostos da guerra? Quando Lúcifer surgiu vestido de Jessica foi só somar esses fatores.
A idéia de Dean ser o receptáculo de Miguel e Sam o de Lúcifer é realmente muito boa, mas ao mesmo tempo fica uma pontinha de decepção, porque bem ou mal algo assim era esperado. Bem é aquela coisa #InKripkeWeTrust. Quem sabe como essa história toda vai se desenvolver.
PS. Já que o Emmy esqueceu de citar o produtor de Supernatural, Kim Manners no In Memoriam, eu peço licença para lembrar dele aqui. Manners faleceu em janeiro desse ano. Além de Supernatural, ele produziu 8 das 9 temporadas de Arquivo X e dirigiu alguns dos melhores episódios da série, que está no topo da minha lista de séries favoritas.













