
A série vem apresentando um óbvio sinal de desgaste.
Spoilers Abaixo:
Desde algum tempo a série vem investindo em um arco para Charlie e Kate que não fosse o relacionamento que já está saturado há algum tempo, e com base nisto, criaram um plot apenas para uma abordagem profissional entre eles. No início esta iniciativa foi muito bem vinda, porém estes dois episódios, além de não investir muito nesta trama, quando o fez foi e modo muito superficial, e para piorar a situação, não fez os personagens em questão terem algum bom momento. Para piorar, nestas duas semanas a FX decidiu transmitir dois episódios por semana, e se a tendência continuar, logo mais teremos uma saturação por completo da série, já que seu formato já não é dos melhores (45 episódios por ano). Mas sem mais demora, vamos às análises dos episódios:
2×23- Charlie and the Secret Gigolo:
Dentre os dois episódios apresentados na semana anterior, este foi o melhor. Aqui temos uma pausa no arco da pesquisa de Charlie e Kate e o episódio praticamente inteiro se dedica a trabalhar na rixa entre Charlie e Sean, o “novo” namorado da Jen. Na primeira vez em que o personagem tinha reaparecido, afirmei que sua passagem no episódio tinha sido quase insignificante. Aqui o que acontece é o oposto, e o personagem conseguiu se destacar de uma forma muito positiva, inclusive em suas interações com os outros personagens. Não vou culpá-lo por não ter muita química com a Jen, pois me parece óbvio que o problema aqui é a Shawnee Smith, e não Brian Austin Green, que conseguiu se virar bem com o restante dos atores, principalmente com Charlie e a Lacey.
Gostei do passado de Sean ter vindo à tona, mas principalmente a forma como o assunto foi abordado pelo episódio. Tomara que o roteiro invista mais neste arco e que ele não fique abandonado, afinal de contas, a Jen ainda não descobriu sobre este passado misterioso e isso ainda pode render algum pano para manga, gerando mais atritos entre Charlie e Sean, que pelo menos por enquanto, ainda estão interessantes de se ver.
Paralelamente, voltamos ao arco em aberto de Ed ter ido morar com Patrick. Após um episódio esquecido, o que me assustou, pois pensei que os roteiristas não iriam voltar a tocar nisso, tivemos um avanço, mas não um fechamento, nos indicando que este arco deverá ser abordado novamente, pelo menos mais uma vez. A pauta aqui era que Ed estava sofrendo de insônia, mas não tinha nenhuma TV no apartamento de Patrick, pois o mesmo se livrou do aparelho para se dedicar aos livros. O lado “cult” de Patrick foi explorado de forma muito superficial, porém gerou bons momentos, como seu diálogo com Lacey sobre Voltaire. Interessante também que o que era motivo de discórdia entre ambos acabou por aproximá-los em algum ponto, e isto foi positivo, pois os personagens não se dão muito bem desde o começo da série, embora saibamos que esta paz não deverá reinar, pois a série sempre volta ao seu status quo.
O episódio apresentou elementos interessantes, mas a não ser pela participação de Brian Austin Green, todo o restante soou demasiado superficial e no máximo serviu ao propósito de nos fazer rir, mas nem sempre isso aconteceu.
Em tempo 1: Gostei do jogo de perguntas que Charlie fez para ver se Jen entendia o passado do Sean. Vai ser tapada assim lá na caixa prego.
Em tempo 2: Novamente não tenho do que me queixar da participação de Mike, e a cara da foto do Facebook foi hilária.
2×24- Charlie and His New Friend with Benefits
Este episódio foi sem dúvidas, muito inferior ao outro. Sabem aqueles episódios em que parece que nada funciona? Pois bem, este foi um destes. Nenhuma das tramas foi suficientemente interessante para manter o público interessado no que estava acontecendo, tendo participações bastante inferiores ao que a série já demonstrou que pode trazer.
Para começar, o caso da nova amizade colorida de Charlie, Tracy. A personagem só veio com o pretexto de discutir o que já vimos antes na série, que é a eterna discussão entre relacionamento sério ou sexo sem compromisso. O que vemos no episódio é uma inversão de papeis, com Charlie querendo apenas a amizade colorida e Tracy, ainda que inconscientemente, queria um relacionamento mais sério. Mas nem por isso a trama se torna mais interessante, ao contrário, a impressão que dá é que os personagens só correm atrás de seu próprio rabo, sem jamais sair realmente do lugar. Arco totalmente desnecessário.
Nem mesmo o arco envolvendo Patrick e Nolan se fez interessante neste episódio. A inserção da personagem chapada que tem idade suficiente para ser avó dos rapazes não atendeu ao seu principal propósito, que era gerar uma tensão entre os personagens acima citados. Parece que Nolan só funciona bem quando interage com Lacey, e sua tensão com Patrick foi muito mal explorada.
Até mesmo o arco dos pacientes da prisão não estava inspirado, não gerando nenhum momento bom ou engraçado, o que é raro neste núcleo. Normalmente eu rasgo elogios para estes personagens, pois comumente são eles quem elevam a qualidade do episódio, mas isto não aconteceu neste Charlie and His New Friend with Benefits. A piada com Wayne poderia ter sido bem melhor escrita, e o núcleo só serviu mesmo para que Charlie contasse seus próprios problemas, havendo novamente no episódio uma inversão de papéis, como é de praxe ocorrer neste núcleo.
O episódio apresentou arcos dispensáveis, piadas que poderiam ter sido melhor exploradas, e as tensões ficaram muito rasas, mostrando ser um daqueles episódios em que praticamente nada funciona. É esperar que os próximos episódios melhorem.
Em tempo 1: Pra não dizer que não gostei de nada neste episódio, gostei da trollagem da garçonete para cima do Nolan.
Em tempo 2: Charlie não sabe jogar xadrez?? Really??





















