
Nem tudo, nem nada.
Spoilers Abaixo:
Chegamos ao final da 4ª temporada de Glee, que apesar de alguns poucos deslizes em sua reta final, conseguiu se firmar como uma das melhores e mais estáveis da série, mantendo o nível de qualidade lá em cima, em pelo menos 95% dos episódios. Não é sem surpresa que podemos afirmar isso, afinal, as incertezas geradas pelas mudanças na estrutura da série foram muitas e lembro daquele clima nebuloso, do medo de alguns fãs e das desculpinhas esfarrapadas de certos grupos (os famigerados ‘faltou fulano’) para detonar os episódios e as inovações implementadas pro Ryan Murphy e sua equipe de roteiristas.
A grande verdade é que muito da insatisfação dos Gleeks (quando houve) não veio por quedas de qualidade, mas por puro saudosismo. Atualmente também vivemos uma divisão, porque há quem defenda que mantenham apenas NY ou apenas Lima.
Como não sou extremista (apesar de ser Gleeta e defender a série de qualquer um que fale mal dela sem assistir), acredito que estamos na medida. Gosto do núcleo de NY, continuo adorando os acontecimentos de Lima e, assim, sou extremamente feliz com Glee. Aliás, não é injusto dizer que, numa temporada em que tudo foi tão ruim, Glee se destacou, sendo a melhor série no ar, em diversas ocasiões.
Como temos mais dois anos garantidos, nossa única preocupação no momento é falar dessa Season Finale. Não vou dizer que fiquei totalmente satisfeita com o episódio. Não achei maravilhoso, mas foi um bom encerramento. Houve alguns momentos estranhos e dispensáveis, mas no geral, o ano se encerra positivamente em Glee.
Vou começar pelo “grande mistério” introduzido para Ryder, que teve seu desfecho no episódio. Houve diversas especulações, mas no fim, nunca tive qualquer dúvida de que o ‘catchfish’ era Unique. Cantei essa bola nas reviews semana após semana, mas muita gente discordava. Estava muito na cara que seria isso e, portanto, não acho surpreendente. Não cai nem por um minuto na admissão de Marley e acho que o estouro de Ryder foi muito mal colocado. Não que a reação dele não seja “normal”, mas vamos ser justos. Quem contou as intimidades para uma pessoa desconhecida foi ele, então aquele piti ficou meio descabido e soou estranho e um pouco fora de contexto.
Na verdade, desde o lance do abuso sexual eu acho que as coisas ficaram descontextualizadas para Ryder, mas dou um bom desconto. Com a retirada das cenas em que Finn intercedia no caso, muito se perdeu. Para o futuro, imagino que vão trabalhar nessa amizade entre Ryder e Unique e aproveitar para falar de preconceitos. Ryder já se mostrou extremamente preconceituoso quando o assunto é “gente diferente”, então, não aposto mesmo num romance ou algo do tipo.
Simplesmente adorável a despedida de Britanny. Chorei em diversos momentos, mas foi tudo feito de forma muito divertida. A reunião no MIT é inesquecível, assim como o ataque de Diva que ela dá ao retornar para a escola. Como a atriz está grávida, deve mesmo ficar afastada daqui em diante, mas eu não a descartaria em definitivo. Já imagino Brittany sendo expulsa do MIT e tendo de voltar para a escola, se formando com os colegas (um fã pode sonhar). Só sei que sentirei falta de mais edições de Fondue For Two e espero não perder a presença inebriante de Lord Tubbington.
O momento em que Brittany fala para cada colega é de desmanchar qualquer um e de depilar o coração mais peludo. Nem os “adotados” ficaram de fora, ou as duas Mercedes. Além disso, deu certo fechamento para “Brittana” e para o namoro com Sam, além de render uma reminiscência de “My Cup”, essa sim, uma das melhore canções originais de Glee.
Continuo achando a ideia de casamento de Blaine muito fora de contexto, apesar de tentarem nos convencer de que almas gêmeas devem se casar, trazendo até a participação de Meredith Baxter e Patty Duke como Liz e Jan, o casal de lésbicas que serve de exemplo e inspiração para os mais jovens. Por enquanto, estou com Burt e sua filosofia “o que é do homem o bicho não come”. Existe tempo para tudo, mas enfim, o assunto continua na próxima temporada, como ressalta a última cena.
Aliás, foi bem legal o casamento simples de Will e Emma. Depois de muita enrolação, muitos dramas e noivas em fuga, a melhor saída é dizer o “I do” bem rápido e partir para o jantar no Breadstix.
As Regionais seguiram a fórmula tradicional da série, trazendo os jurados mais absurdamente deliciosos do mundo e apostando em apresentação rápidas dos concorrentes. Como sou fã de competições de coral e acapella (nerd, eu?), acho legal citar a presença de um grupo de verdade. Os Waffletoots são, na verdade, os Whiffenpoofs, grupo tradicionalíssimo de acapella da Universidade de Yale, que veio participar do episódio. Além deles, Jessica Sanchez, que se destacou no American Idol, veio para dar vida à Frida, mas achei todas as apresentações dela muito mornas, apesar da evidente capacidade vocal.
O New Directions também não escapa de críticas. Os meninos até que executaram bem “Hall Of Fame”, mas perderam a mão no autotune de “I Love It”, performance das garotas. Como a música é ótima, acho que esperava muito mais. Fiquei surpresa por gostar de “All or Nothing”, na voz de Marley e Blaine. Não é uma música marcante, mas naquele momento, com a parafernália toda, funcionou. Todas as canções dessa competição perdem ainda força para mim quando penso no que já vimos em outras oportunidades. As do ano passado foram escalafobéticas de tão boas e até as Sectionals dessa temporada empolgaram mais.
Com Santana, Kurt, Mike e Mercedes em Ohio, eis que Rachel encara o novo teste para “Funny Girl” sozinha. Não achei que deixariam isso em suspenso, simplesmente porque veio no começo do episódio e esqueceram o assunto, mas parece que esse é um dos cliffhangers que ganhamos. Foi tudo rápido e sucinto à apresentação de “To Love You More”, música que abomino naturalmente por ser cantada por Celine Dion e ter versão brasileira de levantar os cabelos. Mesmo assim, acho que Lea Michelle fez o que Lea Michelle faz. Ela domina a música, a cena e berra com um talento exemplar. Notas altíssimas, longas. Como criticar? Pela reação de quem a avaliava, a coisa foi muito boa e a próxima temporada deve focar em Rachel chegando à Broadway. Pelo menos é o que tudo indica.
Claro que teremos de esperar bons meses até ter certeza. Ou até que saiam notícias e spoilers, mas sempre opto por manter meus conhecimentos no mínimo. Infelizmente, a temporada acabou (eu gostaria que Glee tivesse exibição continua), mas nos encontramos para muito mais na Fall Season 2013. Como sempre, obrigada a todos pela companhia e por cada comentário.
P.S* Cretinice máxima a aparição de Sugar e Joe (Jim).
P.S*Sam e Tina, melhores conselheiros ever. Uma fantasiando casamento e gravidez e o outro falando que Blaine queria brincar em seu playground.
P.S*CHOCADA com a revelação do pai de Robin Sylvester: Michael Bolton (excelente amante, segundo consta!).
Músicas no episódio:
“To Love You More” – Céline Dion: Rachel (Lea Michele)
“My Cup” – Canção Original: Brittany (Heather Morris) e Artie (Kevin McHale)
“Rainbow Connection” – Paul Williams feat. Kenneth Ascher: The Waffletoots (Whiffenpoofs)
“Clarity” – Zedd feat. Foxes: Frida (Jessica Sanchez) e The Hoosierdaddies
“Wings” – Little Mix: Frida (Jessica Sanchez) e The Hoosierdaddies
“Hall of Fame” – The Script feat. will.i.am: Jake (Jacob Artist), Ryder (Blake Jenner), Sam (Chord Overstreet), Joe (Samuel Larsen), Artie (Kevin McHale) com New Directions
“I Love It” – Icona Pop feat. Charli XCX: Kitty (Becca Tobin), Tina (Jenna Ushkowitz), Brittany (Heather Morris) e Unique (Alex Newell) com New Directions Girls
“All Or Nothing” – Canção Original: Marley (Melissa Benoist), Blaine (Darren Criss) com New Directions















