O episódio que mais me deixou apreensivo.

Spoilers Abaixo:

Sem dúvidas, este foi o episódio mais dramático de Vikings para mim, e vou dizer por quê: desde o começo fiquei com a sensação de que nos despediríamos de Athelstan, pois já estava imaginando que ele seria a oferenda de sacrifício de Ragnar. Claro que não precisava ser nenhum Sherlock Holmes para deduzir que o monge, agora com um visual 2.0, seria a oferta do Earl para os deuses. Tudo no desenrolar do episódio levava a esta conclusão, e conforme os minutos iam passando, confesso que fui me sentindo cada vez mais desconfortável com a ideia de ter que me despedir do sacerdote (cristão). Foi assim que caiu a minha ficha do quanto gosto do personagem.

Além de bem interpretado por George Blagden, Athelstan tem uma função muito importante dentro da série, que é a de comunicação com o público. Geralmente é para ele que as lendas, mitologias e costumes são explicados, e por consequência, para quem está assistindo a série. Interessante que neste episódio, o monge acabou protagonizando não só uma das melhores cenas de seu personagem, como também uma das melhores de toda a temporada: o sacerdote chapado de LSD de cogumelo. A sequência toda foi muito bem executada, com destaque para a fotografia extravagante (meio avermelhada) e os efeitos visuais, com imagens trêmulas, demorando a entrar em foco, além do close no rosto chapado do monge.

Ragnar, que quase entrou para minha lista negra por querer sacrificar Athelstan, está começando a expandir sua network ao se juntar com o rei Horik, que de bobo já demonstrou que não tem nada, aceitando formar aliança com o Earl, mas não sem antes pedir um pequeno favorzinho. “Olha, tem um tiozinho lá que está querendo invadir minhas terras e já me ameaçou, resolve lá pra mim, vai…”. Espero que Ragnar demonstre a mesma astúcia de antes, caso contrário vai se tornar apenas o viking de recado do rei. O que mais me chamou a atenção no núcleo do Earl é a pergunta que ele fez para Odin: Quem será a mãe dos meus filhos? Com a escudeira não conseguindo engravidar, a tensão entre o casal está visível, restando saber se haverá mais alguém para botar ainda mais lenha nessa fogueira.

Enquanto isso, no núcleo vilanesco da série, Siggy está mesmo querendo é que seu rolo com Rollo fique sério. O irmão do Earl bem que tentou dar uma de macho-alfa para cima da viúva, mas quem fala o que quer ouve o que não quer, e saiu de lá com a pulga atrás da orelha. O Rolf pode até ser ambicioso, mas no fundo é mais tapado que uma toupeira. Por isso acho que a parceria deles para o mal é fundamental para que o personagem venha a ser uma ameaça ao irmão mais futuramente, pois sem a malícia de Siggy, Rollo simplesmente não tem a menor chance de um dia vir a ser Earl.

A trama desta semana foi toda construída aos arredores do nome do episódio, que aos poucos foi nos dando pistas sobre quem seria o objeto de sacrifício (claro que tinham vários animais e outros humanos figurantes), mas a figura central que importava para o público sem dúvidas era Athelstan. Novamente, mesmo que de forma um pouco diferente da habitual, foi pelos olhos do monge que nos foi apresentado mais um costume dos nórdicos, a cada nove anos peregrinarem até o templo de Uppsala, para orarem e fazerem sacrifícios em troca de proteção e prosperidade, costume que algumas religiões praticam até hoje (exceto pela parte dos sacrifícios, que não são tão bem vistos nos dias atuais). Infelizmente para o Earl, mais um de seus amigos de confiança foi para o abate, desta vez Leif, e por conta própria. Uma vez que o sacrifício de Athelstan não agradaria aos deuses, por ser cristão, alguém dentre eles teria que se oferecer para ir em seu lugar. Embora extremamente secundário, eu gostava de Leif, e preferia que o carinha do tapa-olho tivesse ido em seu lugar. Resta-nos mesmo saber como ficará a relação dos personagens depois disso. Se o monge não se der o direito de ficar puto da cara com Ragnar, o cara tem sangue de barata. E esse sacrifício pode abalar o próprio Earl, que achou que sacrificaria um escravo seu, mas acabou indo um de seus melhores amigos.

 O episódio não apresentou nenhuma cena de ação, tendo o ritmo ficado bem mais lento, mas sem jamais perder a qualidade que estamos habituados com a série, figurando Vikings como uma das melhores estreias deste ano. Agora só nos resta aguardar até semana que vem para ver que trama nos aguarda na season finale, e vermos de que maneira se encerrará este primeiro ciclo.

Em tempo 1: Foi para Valhalla: Leif, se oferecendo para o sacrifício aos deuses.

Em tempo 2: Ragnar: “Quem me dará meu filho?”. Mc Catra feelings…

Artigo anteriorCastle – 5×21: The Squab And The Quail
Próximo artigoAudiência USA – 25/04/13: Quinta