Estariam os coaches do The Voice UK aprendendo pamonhagem com o rei dos pamonhas, Danny O’Donoghue?

Spoilers Abaixo:

Depois do verdadeiro show que foi o episódio passado, o The Voice UK inicia sua segunda metade de blind auditions um tanto quanto morno, principalmente se compararmos esse último episódio com o anterior. O maior equívoco da BBC é focar muito em candidatos que acabam não seguindo na competição, chegando a gastar mais tempo de programa com eles do que com alguns aprovados. Ainda assim, foi possível ver alguns poucos cantores com potencial para surpreender futuramente.

A sugestão que eu quero deixar essa semana é: coloquem uma divisória entre essas cadeiras do The Voice UK. URGENTEMENTE! Essa ladainha entre eles de “Você vai virar?”, “Como fulano se parece?”, “Esse é pra você, vire!”, já está ficando chato nessa franquia. Mais uma vez, Danny foi o rei da indecisão e da falta de personalidade e coragem, mas dessa vez nem Jessie J e Tom Jones, que costumam ser confiantes nas suas escolhas, se salvaram de parecer inseguros na hora de virar suas respectivas cadeiras. E foi nessa frescura que perdemos uma das melhores candidatas da noite.

Sarah Cassidy foi um verdadeiro tapa na minha cara! Eu definitivamente não esperava que essa voz toda ia sair dessa menina. Fiquei surpreso também por ela não ter conseguido virar todas as quatro cadeiras. Claro, além da ótima voz, vale destacar que Sarah também é muito bonita e com bastante apelo comercial, o que vai fazer diferença mais adiante. Sarah acabou fortalecendo o Team Jessie.

A ressalva que eu tenho a fazer é o quanto eu odeio quando um jurado não vira sua cadeira, mas fica palpitando para o cantor sobre qual coach deve escolher. As vezes isso acontece com um certo embasamento, mas o que will.i.am. fez nesse caso foi simplesmente ridículo. A gesticulação labial e a tentativa de soletrar “TOM” com o corpo poderiam ser até consideradas engraçadas se não tivessem distraído a atenção da candidata e também atrapalhado o feedback de Jessie e Danny.

Mas depois da atitude lamentável, Will “dá uma dentro” na audição seguinte. Vocês já perceberam que Danny só sabe consultar a opinião dos outros, então eu A-D-O-R-E-I que Will fingiu que não pressionaria seu botão só para conseguir a linda Emily Worton para seu time no último segundo. A menina começou incrivelmente bem, com um timbre lindo. Concordo com Tom ao dizer que, na segunda parte, quando a música ficou mais agitada, perdeu um pouco da emoção que me conquistou nos primeiros segundos, mas não acho que ela foi mal; pelo contrário, apenas mostrou que não é unidimensional, provando em uma só performance o quão versátil pode ser no restante da competição. Will não enganou só aos outros jurados, mas também a mim, que fiquei de coração na mão achando que ia perder essa linda sem nem mesmo ver e ouvir um pouco mais dela. Felizmente, era só uma estratégia e Emily se junta ao Team Will.I.Am.

LB Robinson apareceu depois de um VT que mostrou candidatos que arriscavam cantar uma música de um dos coaches, e acabavam não fazendo jus à canção. Confesso que a edição quase me enganou, porque eu tinha certeza que LB seria aprovado, mas Tom Jones só virou nos últimos segundos para colocar o cantor, que cantou um dos vários hits de Tom, no seu time. Vou ter que concordar com Jessie, fiquei um tanto quanto entediado e não achei nada demais na performance do rapaz. Vamos ver se Tom consegue tirar leite de pedra dessa cópia de Jermaine Paul aí, porque, pessoalmente, não vejo muito potencial.

zzzzZZZZzzz The Voice UK é o programa oficial das duplas de velhinhos? Ano passado tínhamos Matt & Sueleen, esse ano já tivemos DIVA e agora Barbara & Carla. Que me desculpem os fãs do estilo ou pessoas que apoiam esse tipo de música em realities como o The Voice, mas eu sou a favor da criação de uma competição só para cantores de música clássica, ópera e afins só para chutar todo candidato desse estilo para lá. Até os próprios coaches admitiram não saber o que fazer com a dupla, então qual o propósito? A cereja do bolo foi elas escolherem Will como coach. Quero só ver no que isso vai dar.

Cantar Florence + the Machine é sempre um risco enorme, visto que até a idolatradíssima Amanda Brown já derrapou quando assumiu o abacaxi. Aqui, Laura também não conseguiu segurar a dificuldade enorme que “Spectrum” traz, e acabou soando um pouco fora de tom. Porém, assim como Danny, vi potencial na menina, que talvez só precise de músicas que se encaixem melhor em sua voz. Por isso, fiquei feliz por ela ter entrado para o Team Danny.

Juntamente com Sarah e Emily, Karl Michael foi um dos meus favoritos da noite. Belo timbre, interpretação carregada de emoção da canção de Annie Lennox, estilo bacana e que pode se encaixar no mercado fonográfico atual. Como se não bastasse, Karl parece ser aquele tipo de candidato que você acaba se apegando também pela simpatia. Fique felicíssimo pela escolha dele de ir para o Team Danny, porque acho que é o irlandês quem tem mais a agregar artisticamente ao Karl. E shame on you produção, tentando enganar a gente colocando “I Gotta Feeling” de fundo na hora de Karl dizer com quem iria… eu pelo menos não caí nessa.

Os que não avançaram para as battle rounds foram: Alice Fredenham, que falhou ao cantar jazz por parecer demais com uma cantora de background de um boteco qualquer (e que, aliás, já apareceu no Britain’s Got Talent esse ano também); Nick Tatham, que ganhou pontos pela versão diferente e divertidíssima de “Footloose”, mas não convenceu os jurados, que deram o direito a BIS e ele acabou se saindo bem melhor que na escolha para a audição; David Kidd, que não impressionou o suficiente com sua apresentação de “Life On Mars”; e Jessica Steele, que quase me fez abrir um parágrafo só para eu expressar minha revolta por essa perda precoce, já que a menina fez uma ótima versão de “Don’t You Want Me” e os motivos dados pelos jurados para não virarem suas cadeiras não me convenceram – se a menina precisava de treino, é para isso mesmo que ela foi ao programa -, sem contar que viraram para candidatos bem mais fracos (e, por favor, Danny, não virar para alguém quando você acabou de agregar um membro ao seu time é até aceitável no final das blind auditions, mas com apenas metade do time cheio, é uma desculpa simplesmente ridícula).

Will.I.Am continua na frente na corrida pelo melhor time na minha opinião, porém, continua sendo seguido de perto por Jessie. Ainda fico muito na dúvida na hora de opinar sobre qual time está menos fraco entre o de Tom e o de Danny. Acredito que, mesmo com duas boas adições, o Team Danny ainda está em desvantagem, e ainda vai ter muito o que provar nas battles para chegar no nível do ótimo grupo formado pelo músico no ano passado.

19 espaços ainda precisam ser ocupados nos times dos jurados. Só eu que já estou me cansando um pouco dessas blind auditions? Se for seguir o ritmo dessa quarta fatia, só teremos os times completos daqui a mais três episódios. Se pelo menos eles enxugassem um pouco esses dramas e essa galera que não passa adiante…

E vocês, o que acham? Menos historinhas dramáticas que não comovem ninguém? Menos troca-troca de ladainhas entre os jurados? O que o Will.I.Am. vai fazer com essa dupla de ópera que caiu nas mãos dele? Já estão ansiosos pelas battle rounds? Já conseguiram imaginar algum pareamento? Me contem!

PS: Na review do episódio 1 foi a Bo Bruce, e hoje é a vez de lembrarmos de outro participante da season 1, que está de música nova! O finalista do Team Jessie e quarto lugar na competição, Vince Kidd, lançou “The Zoo”, que provavelmente vai agradar quem gosta de um popzinho britânico despretensioso. Quem gosta de pop britânico vai reconhecer também uma das integrantes do The Saturdays, a Vanessa, que é amiga íntima do Vince. Aprovei!

Artigo anterior[Flashback] Friends – 6×05: The One with Joey’s Porsche
Próximo artigoHannibal – 1×03: Potage
Aleph Macaullay
Goiano que foi viver no caos de São Paulo mas não esconde as origens caipiras e chora quando ouve "Evidências". Radialista por formação e redator publicitário por profissão.