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Essa semana Dark Blue deixou a ação um pouco de lado e resolveu mostrar sua veia dramática. E não é que deu certo?

Spoilers Abaixo:

E olha que o início do episódio deu a entender justamente o contrário. Foi abrir a janelinha do player e o tiroteio já estava lá, à todo vapor. Ty e um desconhecido contra dois mascarados. Acho que já estou ficando acostumado com a fórmula de Dark Blue, porque de cara imaginei que poderia ser alguém da equipe ali com a máscara. Dito e feito, eram Carter e Dean. A novidade, dessa vez, foi o alvo em questão: agora a ‘gangue’ a ser infiltrada era na verdade uma divisão policial. E, cá entre nós, era fato certo que em algum momento da série a equipe de Carter iria se deparar com policiais corruptos. Que bom que souberam esperar o momento para usar essa história, porque ela encaixou perfeitamente com o timing do drama do Ty.

Não é segredo pra ninguém que o lobby para a saída dele já está sendo feito a algum tempo; se bobear, desde o episódio piloto. Mas foi nessa semana que essa situação atingiu o ápice: a possível gravidez de Melissa, junto com toda a moral que Ty recebeu da divisão de Fry fez o cara repensar, e todo o episódio foi conduzido para, no final, Ty pedir o boné. Seria até legal para a trama se, na hora H, Ty se voltasse contra seu possível ex-time. Mas não foi isso que aconteceu. Ty resolveu ficar… pelo menos por enquanto. Chavez, membro da equipe de Fry, acabou sendo morto em uma armação do capitão, deixando Ty com bastante raiva. Ainda mais porque a armação jogou toda a culpa sobre o Dean.

Aqui entra uma situação um pouco questionável. Em determinado ponto do episódio, ocorre a discussão que ilustra o post: qual seria a diferença do trabalho de Fry e Carter? Ambos faziam coisas incorretas, mas que serviam para o propósito final da missão. Um estilo à la Maquiavel mesmo. Só que, aos olhos de Ty, Fry conseguia alcançar seus objetivos sem que isso significasse sacrificar sua esposa e sua vida social. O trabalho era o mesmo, porém sem a parte ruim que Carter sempre lhe impôs.

A explicação que o episódio deu para essa questão foi a própria morte de Chavez, que serviu para diferenciar a liderança de Carter e Fry. Mas tenho lá minhas dúvidas se isso foi suficiente. Até porque, nesse episódio, Carter se mostrou um tremendo outlaw. Totalmente contra a polícia, dando tiradas secas sobre a corporação e andando com pessoas nada confiáveis. Em resumo, fazendo tudo aquilo que se esperava de seu personagem. Gostei. Me arrisco ao dizer que esse foi o melhor episódio de Carter.

A notícia de jornal que Jaimie encontrou ajudou o público a conhecer um pouco mais sobre o passado do líder, que aos poucos vai sendo revelado. Mas, sinceramente, não me importo muito com isso. A não ser que em seu passado tenha uma história envolvendo algum tipo de assassino (e assim termos um episódio sobre sua vingança sangrenta) não acho que vá melhorar o personagem. O episódio dessa semana serviu pra provar que, se tiver a atenção merecida, Carter pode ser um bom personagem. Não precisa enfeitar demais.

Ao fim, mesmo com tudo que aconteceu, Carter deu o sinal verde para Ty sair. E, dando uma olhada no imdb, o Tenente Fry vai aparecer novamente no próximo episódio. Ou seja: nenhuma das histórias de O.I.S. está completamente encerrada. E, sinceramente, fico feliz com isso. Sinal de que as boas histórias são valorizadas por aqui.

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