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E é chegado o momento que a espetacular segunda temporada de True Blood chegará ao seu fim. E talvez por isso, para poder deixa a Season Finale eletrizante, nos foi apresentado essa semana o episódio mais irregular da temporada. Numa narrativa lenta e sem muitos acontecimentos, o destaque desse penúltimo episódio fica por parte da excelente Evan Rachel Wood.

Spoilers Abaixo:

Eu sempre divido minhas reviews pelos diferentes núcleos da história, focando nos acontecimentos mais importantes. Tendo em vista que não tivemos muitos destes acontecimentos, vou mudar um pouco minha forma de escrever, focando-se nos personagens que não me permitiram dormir durante o episódio. Espero que gostem…

Comecemos pelo meu personagem favorito: Eric Northman. Se os vampiros têm capacidade de hipnotizar suas vítimas, a de Eric vai um pouco além, atravessando a tela. Não há uma cena em que ele apareça que não seja, no mínimo, ótima. E isso não foi diferente nesse episódio. Depois que os filhos da Arlenne foram pedir socorro ao Sam, ele decidiu recorrer ao Eric para ajudá-lo.

Nem preciso comentar o quão fantástica foi a cena no Fangtasia… Eric e Pam discutindo o quão, digamos, interessante são as miniaturas de humano é o que me faz adorar o vampirão loiro (e mais ainda a Pam, injustiçada com pouquíssimas aparições nessa temporada). E o fato de Eric ser inabalável é outra coisa de sua personalidade que adoro. Quem não ajudaria Sam, depois do apelo desesperado, ainda na presença daquelas pobres crianças ( que aliás, são as únicas da cidade né? Bon Temps vai sumir do mapa, pelo jeito, afinal, a cidade não procria)? Tá, o Eric os ajudou, mas não sem antes demonstrar que não se importava nem um pouco e que iria cobrar esse favor futuramente.

E claro, a maior cena de Eric foi naquela disputa de egos com Bill, nos jardins do palácio da Rainha. Desde as constantes arrumadas de cabelo (Eric ficou muito metrossexual nessa temporada), até as provocações ao Bill, foi tudo sensacional. Hoje sabendo o efeito que o sangue de vampiro tem nos humanos, não deixo de dar razão ao Eric. Será que Sookie seria tão apaixonada por Bill se não tivesse, no segundo episódio da série, tomado seu sangue? Bill sabia dos efeitos e não comentou com ela, logo, ele além de salvá-la, se aproveitou da situação? Tá claro que na terceira temporada (ou quem sabe antes, na finale) Sookie irá ter um relacionamento com Eric. E o único responsável por isso, fãs de Bill, é o próprio. Sua insegurança e a falta de ações mais drásticas sobre o avanço de Eric sobre telepata, farão o vampiro perder o seu amor.

Por falar em Sookie, ela esteve bem apagada nesse episódio. No começo, Tara e sua mãe roubaram a cena. Fiquei com ódio da Tara por ter falado aquele tanto de coisa pra mãe por causa do Eggs. Tá que a mãe dela nunca foi santa, mas fazer aquilo com ela por um homem que ela mal conhece é se rebaixar demais. Mas, nem tive tempo de sentir dó da mãe dela e ela me vem colocar a arma na cara do Lafa. Parafraseando um fã “famoso” de uma Rainha: “Mexeu com Lafayette, mexeu comigo”. Pronto, mãe da Tara ocupou a vaga que antes era do Andy de personagem odiado da série.

Logo depois, Sookie tem aquele plano incrivelmente ruim de atacar a Maryann. Claro, Bill não foi capaz de chupar seu sangue sem ser envenenado, mas o que é um vampiro perto de uma bala na cabeça? Parabéns Sookie, troféu joinha da temporada pra você. Fato é que Lafa foi possuído por Maryann e agora deve ajudá-la a sacrificar Sookie (já que Maryann ficou maravilhada com os poderes da telepata, o que seguindo as explicações da Rainha, faria dela a criatura sobrenatural mais propícia pro sacrifício, o tal vaso sanguíneo perfeito).

Deixei por fim as melhores partes do episódio. Como falei no começo do texto, a Rainha da Louisiana, interpretada pela magnífica Evan Rachel Wood, chegou de maneira ímpar na série. E o outro personagem destaque, para mim, foi Jason Stackhouse.

O irmão de Sookie estava no ponto certo nesse episódio. Foi o alívio cômico nessa reta final, pois ri muito de todas as suas cenas. Não podemos esquecer também do espírito heróico que surgiu nele (resquícios da Sociedade do Sol), que o fez assumir a liderança da situação e, ao lado de Andy, salvar sua amada Bon Temps. Quando um personagem, em questões de segundos consegue fazer você morrer de rir (como quando imaginava o que o Sam poderia fazer ao se transformar em cachorro ou galinha) e logo em seguida te emocionar (como quando contou a história de seus pais), é porque ele conseguiu chegar num equilíbrio muito difícil de ser alcançado numa obra aberta, como uma série. Jason Stackhouse conseguiu isso, e considerando toda sua evolução na temporada, se destaca como um dos melhores deste segundo ano.

Por fim a Rainha. A personagem é fantástica e super bem estruturada. Sarcástica, poderosa, forte, sagaz, inteligente, “fogosa”, por assim dizer, são apenas alguns dos adjetivos que a descreve. Evan Rachel Wood é uma excelente atriz e uma ótima adição a série. A situação em que apareceu (no penúltimo episódio) me faz lembrar de Michelle Forbes, no ano passado, e espero realmente que ela volte para  a Terceira Temporada, assim como a Michelle voltou para essa.

P.S: Não gostei do Hoyt. Tá que a Jess atacou a mãe dele, mas o cara também devia entender que ela não consegue se segurar e agüentou até demais os insultos da velha. Mas e agora? Como ele vai reagir depois das revelações da mãe?

P.S 2: Episódio cheio de revelações, não? Foi Tara que invocou Maryann, por isso ela era tão grudada à Tara, boa explicação, melhor do que eu esperava. Além disso, tivemos as revelações da Rainha acerca da bacantes, e como Bill deve fazer para matá-la.

P.S. 3: Prima da Sookie? Se ao me engano ela já foi citada. Vejo uma potencial trama para uma terceira temporada aí, já que True Blood não é o tipo de série que joga informações só para encher lingüiça.

P.S 4: WOW! Eric pode voar!

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