
Aviso amigo para Snow White: Não se negocia com terroristas.
Spoilers Abaixo:
Não tem desculpa. Vivendo no “mundo real”, onde o cinema dá essa dica repetidamente, Snow deveria saber mais e melhor sobre táticas de negociação. Todo mundo sabe que com terrorista não tem conversa, porque que é uma situação lose-lose. Faça você o que for, o resultado será terrível, então, é melhor sair dessa com dignidade e alguma vantagem.
Não tem como começar essa review sem falar dos acontecimentos em Storybrooke. Esse foi um episódio equilibrado, que conseguiu levar bem os três núcleos, mantendo todos igualmente interessantes, apesar dos defeitos e dos furos que viraram rotina em OUAT. O foco continua nas relações familiares e na tentativa de mostrar e provar que Cora Corega é mais megaevil dos que os megaevils.
Pessoalmente, não tenho gostado tanto dos rumos de Cora e Regina. A surpresa vem do fato de que sempre gostei de Regina, mesmo quando ela estava aprontando malvadezas mil. Simpatizava com ela naturalmente e isso vem se perdendo, junto com sua personalidade forte. Não gosto de ver Regininha tão suscetível à influência de outros, como se ela não tivesse vontade própria.
Também não vejo sentido nela apoiar essa mãe que fez de tudo para manipular sua vida e fazê-la infeliz, como fica mais uma vez registrado, com esse episódio. As manipulações de Cora Corega provam que ela nunca se importou com a filha e a usava para obter poder. E por quê? Só porque ela pode. Com a capacidade de se transformar, Cora poderia muito bem ter se tornado rainha ela mesma, ter acumulado tudo sozinha e por isso, a coisa fica meio sem sentido. Para que obrigar Regina a ter poder? Única explicação é a coisa do legado, mas ainda assim é um motivo fraco para envenenar a mãe de Snow e tentar levar a pobre criança para o lado negro da força, só por sadismo. No momento, ainda aguardo por mais episódios em que essa motivação seja revelada, porque senão é tudo torpe, gratuito. Mesmo para uma vilã com sede de poder precisa haver motivação.
O paralelo sobre o aniversário de Snow ser marcado pela morte da mãe é bem interessante. Fala sobre a dualidade da personagem, que deve travar batalhas internas entre o bem e o mal. Só ficou um pouco solta a relação dela com Johanna em Storybrooke, nos dias atuais. Ela acha a mulher do nada e do nada a pobre Johanna vira alvo de Regina e Cora que, pasmem, estavam cavando atrás da adaga de Rumples bem no quintal da dita cuja. Muita coincidência, não é? Isso foi extremamente mal feito, desculpem.
Outra coisa questionável é o uso da magia. Cora afirma que poderia encontrar a adaga com mágica (ou desvendar o mapa), mas deixa Regina cavar um buraco no meio da floresta, com botas de salto e echarpes finas para combinar? O modelito ‘desenterrando uma faca de manteiga’ estava muito fora do padrão ali. Com tanta magia usar uma pá parece démodé. E também, a magia só é usada quando convém. Para transporte? Fumaça roxa. Para jogar Johanna da janela? Um floreio. Para pegar a adaga das mãos de Snow? Não, aí não. Não usa magia. Qual é o critério? Seria simples arrancar aquilo de Snow com um estalar de dedos. Aliás, Cora Corega poderia ter defenestrado Snow e Charming ali mesmo, acabando com o problema de Regina. Então, continuo sem entender porque pode usar magia para matar uma avulsa e porque não pode usar para matar o elenco principal numa única tacada.
E ainda tivemos a providencial viagem de Hook para NY. Ok. Eu compro a ideia. Parcialmente, pelo menos. Mas ele sabia até o endereço de Baelfire, sem que ninguém tivesse lhe dito? Como é que um navio mágico funciona fora dos limites de Storybrooke, porque afinal, a regra é clara e fora dali a MAGIA NÃO FUNCIONA. São pequenos furos se acumulando, junto com o veneno que mataria Rumples, sendo que Rumples só poderia ser morto (e não apenas controlado) pela adaga. Poderíamos até usar a desculpa de que ali, fora de Storybrooke o esquema muda, pois não há magia (e é isso mesmo), mas reparem que para que Rumples se curasse, deveria chegar a Storybrooke onde só a magia poderia salvá-lo. Não faz sentido, faz? A questão de que não haveria tempo de chegar ajuda a entender, mas Bael precisa encontrar um ingrediente mágico para, só então, salvar o pai. Tem que ver isso aí.
A questão da idade de Bael, pelo menos, fica explicada. E ele provavelmente não é Peter Pan (a dica foi dada pelos produtores, que excluíram a possibilidade por questões de Royalties), mas deve ser um dos meninos perdidos, senão, é como ele diz, já teria uns 200 anos a mais, pelo menos. Isso fica evidente porque Bael conhece Hook e deve ter se mantido jovem na Terra do Nunca, onde ele fez uma paradinha.
A relação de Bael e Henry vem se construindo bem e o garoto não está poupando Emma de nenhuma patada. A da pizza foi épica, simplesmente. Henry só fica atordoado mesmo quando leva sua quota de grosserias do vovô Rumples, que mal pode esperar para matá-lo, ao que tudo indica. Será que ele vai tratar a norinha assim também? Lógico que Bael tinha que estar noivo de alguma avulsa, só para deixar Emma com cara de mamão por ter ficado quase virgem e intocada ao longo de tantos anos.
P.S*Mini Snow é fofa, mas estava um tantinho exagerada dessa vez.
P.S*Esperando ansiosamente pela Snow do Mal














