
O Apocalipse está próximo…
Spoilers Abaixo:
Vou ter que respirar, pensar e reler tudo o que vou escrever daqui em diante, pois o choque da surpresa foi grande. Sheldon Cooper admitindo a possibilidade de praticar coito com a Amy? Veja bem, o que me surpreendeu não foi imaginar a hipótese disso, até porque pelo decorrer da carruagem era algo que eu esperava, mas vê-lo admitir com uma maturidade irreconhecível, me fez rever a cena algumas vezes. E isso por si só já vez valer a pena o episódio.
Bom, já parto da opinião que o episódio não foi tão bom quanto os dois últimos anteriores, mas se manteve acima da média dessa temporada e principalmente da temporada anterior. A cada episódio consigo enxergar uma maior interação e maturidade entre os personagens, principalmente pelo fato da intercalação entre os momentos casais e os homens x mulheres. Nesse os casais foram ótimos, cada um à sua maneira.
Vou começar com o que menos me chamou à atenção que foi a trama dos Action Figure. A trama em si foi super engraçada e morri de rir com os bonequinhos Wesley Snipes e Tucano Man do Raj e do Howard, respectivamente, mas no geral a trama foi fraquinha porque só trouxe mais de sempre: Bernadette brava, Howard obedecendo, Raj com dinheiro e bajulando a si mesmo de maneira suspeita. Valeu pelos bonecos e espero que pelo menos o Raj faça bom uso dessa impressora 3D, que me deixou morrendo de inveja.
Leonard e Penny foram contrastes. Enquanto o nosso amigo nerd teve pouco destaque, com seu maior momento sendo uma imposição perante Sheldon pela manhã e comentários complementares aos da Penny, a nossa linda garçonete esbanjou humor principalmente no final. A Kaley Cuoco faz uma das melhores e mais marcantes interpretações cômicas da história da televisão (espero que não me achem exagerado), pois consegue fazer rir com pouca coisa, até mesmo com uma mudança de postura facial, como na cena quando o Sheldon explica sua mentira sexual. O talento da Kaley é um dos fatores que fazem de The Big Bang o que ela é hoje, mas isso em si é muito fruto dos roteiristas, que conseguem explorar o melhor que a atriz tem a oferecer. Seu jeito extrovertido, irreverente, mas com sentimento, carência e carinho dão um tom tão real e tão incrível, que é impossível vê-la atuando e não se encantar (e olha que não citei beleza aqui, apenas atuação).
Agora Sheldon e Amy foram os centros das atenções. Amy, mesmo com uma singela participação teve o nome mais citado que em todos os outros episódios que pude me lembrar e dava para rir apenas de imaginá-la em ação com o Sheldon e seu foguete de brinquedo. Já Sheldon vinha com uma atuação na média, com direito à revolta a lá imperador, 53 graus e pedidos por chocolate e suco de maçã com canela, mas a partir do momento que o Kripke induziu que a falta de capacidade do Sheldon em lidar com o projeto estava diretamente ligada à suas supostas relações com a Amy, Sheldon se transformou e a partir daí a diversão foi garantida.
Eu estava sentido falta da série e fiquei feliz com o resultado, mas exigente como sou esperava um tantinho mais, acho até pelo que vi desde que comecei a fazer as reviews, mas para quem assiste The Big Bang Theory sabe, somos exigentes porque temos algo de qualidade, afinal não é qualquer série que se mantém com tanta audiência depois de tantas temporadas.
Vida longa aos nerds!
Observações da Alex:
– Com ao Alex é a assistente do Sheldon nada melhor do que ela deixar anotado as observações dos episódios, por isso vamos à elas:
– Acho que os roteiristas me ouviram, Howard citando Pokémon! Universo Otaku sendo representado! Fico imaginando agora se fizesse um episódio sobre o anime, seria fantástico.
– “Nunca imaginei que fariam uma versão menor de você ”Bernadette troll mode on!
– Sheldon mamando nas tentas da mãe física já era um indício muito, muito forte de que algo estava errado no nosso Einstein dos tempos modernos.
– Saiu uma notícia de que arrumaram uma pretendente pro Raj na série e que ela aparecerá no episódio do dia dos namorados (Que nos Estados Unidos é comemorado em 14 de Fevereiro).
– O Kripke estava fazendo falta e foi bem inserido no episódio, mas ainda prefiro o Stuart como coadjuvante, até pelas suas piadas autodestrutivas.
– Ficar até o fim dos créditos de um documentário sobre o Holocausto. Coisas de Leonard…
– Foi só eu ou alguém mais achou o trem desenhado do Sheldon maravilhoso? Se os trens aqui de SP fossem assim.














