
Adeus reality velho, feliz reality novo. 2013 acabou de começar, mas que tal relembrar as melhores performances dos realities musicais de 2012?
Spoilers Abaixo:
Mais um ano se passou, e muitas temporadas de realities musicais fizeram nossa alegria com vitórias merecidas, nossa revolta com as nem tão merecidas, nossa irritação por aquele candidato fraco que não é eliminado nunca e, claro, nosso êxtase ao ver nossos favoritos entregando performances dignas de campeões – ou até alguns artistas que até então haviam passado despercebidos revelando-se front runners em uma única e poderosa apresentação.
Como acompanhei os três reality shows musicais considerados de primeiro escalão nos EUA (American Idol, The Voice e The X Factor) e vi absolutamente todas as performances musicais executadas nos shows ao vivo, achei uma ideia bacana relembrar aquelas que mais marcaram o ano dos maníacos por boa música e por um bom show de TV. Porém, como as regras de cada reality são diferentes até a etapa de shows ao vivo, achei melhor impor algumas limitações para este Top.
A única franquia que me empolga suficiente para que eu prestigie produções de fora dos EUA é o The Voice. Por isso, como não assisti ao X Factor UK, por exemplo, decidi limitar a lista às versões norte-americanas de cada franquia. Além disso, as audições de cada reality são muito diferentes. No The Voice ,por exemplo, já existe toda uma produção e arranjos, e a música é cantada por 90 segundos. Já no Idol e no X Factor, apenas um pequeno trecho é interpretado pelos candidatos e, no caso do primeiro, não há acompanhamento algum para os vocais. Assim, já que a única etapa em que é possível haver uma comparação justa são os shows ao vivo, decidi incluir apenas as performances executadas nessa fase.
Assim, segue uma pequena homenagem àquelas performances que considero as melhores e mais marcantes de 2012 nos realities musicais. Apertem os cintos, e vamos lá!
P.S. – Pessoal, infelizmente os vídeos da segunda temporada do The Voice não podem ser incorporados ao blog. Por isso, nesses casos, incluí um link para os vídeos ao lado do título, a quem queira assisti-los.
10) Katrina Parker – Jar of Hearts (Christina Perri) [Vídeo]

A segunda temporada do The Voice parece já estar a anos de distância no passado, mas lembro-me claramente de que fechei os olhos durante a performance de “Jar of Hearts” e fiquei só curtindo a voz deliciosa de Katrina Parker, que me transportou para um estado de espírito muito bacana e me fez querer que a viagem não acabasse nunca – e não, eu não estava sob efeito de entorpecentes (quem precisa deles quando se tem música boa assim pra ficar bem?). Katrina poderia ter realizado a maior reviravolta da história do The Voice caso não tivesse sido podada por Adam Levine na semifinal, em favorecimento a seu brother Tony Lucca. E arrisco dizer que foi essa incrível performance de “Jar of Hearts” o momento de sua virada no programa, o momento em que todos os olhares voltaram-se para ela e que abriu o caminho para que ela se tornasse a favorita do público no Team Adam.
9) CeCe Frey – Lady Marmalade (Patti Labelle)
Independentemente de rankings ou até mesmo de qualidade de performances, CeCe Frey foi o nome da segunda temporada do The X Factor. Sua jornada começou prejudicada pela edição, que a tratou (merecidamente ou não) como a bitch da temporada. Em seguida, Demi destruiu completamente a chance da cantora ao tentar revelar seu lado vulnerável e deixar de lado a guerreira implacável que conquistou tanta gente. Aparentemente, com esta última, foi embora a capacidade de cantar afinado e dentro do tom. Assim, ninguém aguentava mais aquela CeCe chorosa, e os fãs aclamavam pelo retorno da bitch. E foi justamente com “Lady Marmalade” que a CeCe que todos amávamos retornou, com uma performance divertida, cheia de força e personalidade, e até cantando direitinho quando ela não precisava andar pelo palco – e olha que a canção tem um grau de dificuldade altíssimo, ou não teria havido a necessidade de buscar nomes como Christina Aguilera e Pink para regravá-la em 2001. A cantora, que já era aposta certa de eliminação naquela semana (Britney Spears não aguentava mais vê-la, LA Reid afirmou categoricamente que ela cairia e Simon Cowell a aconselhou a fazer as malas), garantiu sua vaga no Top 6 sem sequer precisar cantar pela sobrevivência, tudo graças a essa performance, que considero o ponto alto em termos de entretenimento da temporada.
8) Cody Belew – Crazy In Love (Beyoncé)
É claro que essa apresentação de Cody estaria na lista. Cantar bem é muito importante, sem dúvida, mas é o “fator uau” que mais conta em uma competição musical, e Cody Belew foi um dos grandes responsáveis por esses momentos na terceira temporada do The Voice (perdendo apenas para Amanda Brown nesse aspecto, na minha opinião). Além disso, já sabíamos que Cody cantava muito por suas apresentações anteriores. Talvez por isso, nenhum espectador jamais cogitaria vê-lo fazendo algo assim até de fato se deparar com Mr. Bam-bam e sua versão pra lá de modernosa de “Crazy In Love”. Aconselhado por Christina, Cody soltou a franga, deixou sair a diva de dentro de si, e o resultado foi a apresentação mais divertida da temporada, com direito a Cody ressurgindo depois de um aparente final e dançando melhor que as dançarinas profissionais que o cercavam. Cody foi outro que garantiu uma semana extra no programa única e exclusivamente devido a essa sacada genial de mostrar toda a sua gigantesca personalidade em uma única apresentação, e isso é muito bom, porque, definitivamente, o The Voice não foi o mesmo sem esse cara.
7) Lyric 145 – Supercalifragilisticexpialidocious (Julie Andrews)
O tema “músicas de filmes” já está mais do que batido nos reality shows da FOX, e sempre esperamos o mesmo repertório batido e, muitas vezes, brega quando é divulgado que, pela 309354320ª vez, esse será o foco da noite. Por isso, uma das melhores surpresas que o X Factor já nos deu foi essa performance do Lyric, que, com uma escolha esdrúxula de música, mostrou não só uma dicção e uma respiração sobre-humanas como também uma produção divertidíssima e muito bem planejada, além de uma alegria contagiante. Se ainda não estava claro que Lyric da Queen é uma estrela, eis o atestado.
6) Carly Rose Sonenclar – Over The Rainbow (Judy Garland)
Do alto de seus 13 anos, a little diva de Britney Spears se cansou de mostrar que era realmente incrível ao longo da segunda temporada do X Factor, mas foi a performance de “Over The Rainbow” aquela que mais me impressionou, com o começo a capela seguido por um festival de notas extremamente bem executadas ao longo de toda a canção. Carly pode ter perdido fôlego na reta final da competição, mas ainda assim em momento algum parou de me deixar pensando “Será que essa menina já errou alguma nota na vida?”. Por isso, independentemente do previsível resultado, sigo tranquilo com a certeza de que Carly foi musicalmente o melhor que o X Factor já apresentou ao longo de toda a sua história.
5) Elise Testone – Vienna (Billy Joel)
Ainda lembro que usei alguma frase como “Uma das performances mais fantásticas que vi este ano” para descrever o que Elise Testone fez com Vienna, uma música que eu nem conhecia, mas foi para minha coleção do iPod depois de ver essa interpretação. Por isso, nada mais justo do que incluí-la neste Top. Elise também mandou muito bem em “Whole Lotta Love”, na semana seguinte, mas foi com “Vienna” que ela finalmente mostrou que era a melhor cantora da competição. Sinto muita falta da segurança de Elise Testone e da forma como ela defendia suas escolhas, o que ela fez maravilhosamente bem ao ser questionada sobre o motivo de ter escolhido uma música desconhecida. Não adianta: ver Elise “cantando com a mão” durante aquele sensacional melisma no final da canção sempre vai ser o melhor momento do American Idol 11 pra mim!
4) Cassadee Pope – Over You (Miranda Lambert)
A vencedora da terceira temporada do The Voice é essencialmente pop rock, mas foi com o country que ela se consagrou definitivamente como a provável campeã. Mas mais do que isso: foi com uma canção escrita por seu coach, Blake Shelton, e pela esposa, Miranda Lambert, a respeito da morte do irmão de Blake. A conexão profunda entre o coach e a canção e a magnífica capacidade de Cassadee de contar uma história enquanto canta e emocionar a todos foram os principais motivos por que essa performance foi tão marcante, sem dúvida uma das mais memoráveis da temporada.
3) Phillip Phillips – Volcano (Damien Rice)
Passei toda a décima-primeira temporada do American Idol praguejando contra a previsível vitória de Phillip Phillips, e jamais havia embarcado na imensa torcida pelo cantor. Mas tudo mudou na reta final do programa, com essa performance sensacional de “Volcano” em pleno Top 4. Phil² foi capaz de entregar uma apresentação completamente diferente de tudo o que ele havia feito até então – sendo que minha principal reclamação era justamente o fato de que as performances do cantor eram parecidas demais entre si – e ainda assim manter sua personalidade, transformar a música em algo completamente próprio. Depois dessa virada, não me restou alternativa a não ser tirar o chapéu para Phillip e considerá-lo merecedor do título.
2) Juliet Simms – It’s a Man’s Man’s Man’s World (James Brown) [Vídeo]

Em uma temporada marcada pela tendência do público de salvar apenas os homens, Juliet Simms decidiu, após precisar cantar pela sobrevivência no programa (assim como TODAS as outras oito mulheres do Top 12 e NENHUM dos quatro homens), mandar um recado honesto, que caiu como uma luva em todo o contexto do segundo ciclo do The Voice. Sim, por incrível que pareça, até hoje o mundo ainda é dos homens, mas é importante lembrar que não seríamos nada sem uma mulher. E, com uma performance impecável, espetacular e arrebatadora, Juliet virou o jogo, não deixou alternativa ao impressionadíssimo público e acabou tornando-se a única finalista da temporada que não possuía o famigerado cromossomo Y.
1) Amanda Brown – Dream On (Aerosmith)
Durante sua trajetória no The Voice, Amanda Brown foi quem chegou mais perto do que chamamos de “underdog”. Cee Lo foi o único que virou a cadeira para ela na primeira etapa, apenas para usá-la como cordeirinho de sacrifício na batalha contra Trevin. Mas a nova regra do Steal permitiu que Adam a roubasse para seu time e a levasse para os live shows. Até esse momento, não sabíamos tão bem quem era Amanda Brown, sabíamos apenas que ela tinha um vozeirão incrível. Mas, ao ganhar o pimp spot da primeira noite do Top 20 e usá-lo para derrubar nossos queixos da altura de 1,75 m enquanto executava magnificamente os gritos de Steven Tyler em “Dream On” (que são extremamente mais fáceis de serem executados por um timbre masculino do que por um feminino) depois de uma interpretação inteira competentíssima e completamente imersa em sua personalidade, todos os milhões de fãs do The Voice pelo mundo perceberam: aquela mulher incrível, que parecia ser apenas mais uma diva negra como muitas outras, era na verdade uma roqueira de primeiríssima qualidade. E, assim, com apenas 2 minutos, o mundo se curvou ao talento de Amanda Brown.
Menções honrosas
Além do Top acima, houve mais duas performances marcaram demais o ano nos realities musicais, mas incluir qualquer uma delas no ranking significaria infringir minhas próprias regras. Como eu não conseguiria dormir à noite se não as citasse, decidi deixá-las como menções honrosas no post. Seguem:
Lindsey Pavao – Say Aah (Trey Songz) [Vídeo]

A melhor blind audition da história do The Voice não poderia ficar de fora. Lindsey, a cantora indie do Team Xtina na segunda temporada, ficou conhecida por transformar hits em versões completamente próprias. Mas foi ao transfigurar essa canção R&B/hip-hop genérica (pra mim) e autotunada de Trey Songz em uma canção com vocais bacanas e que poderia facilmente estourar nas rádios, Lindsey garantiu uma das melhores primeiras impressões do reality show, e, de certa forma, foi graças a essa apresentação que ela conseguiu votos do público e apoio de sua coach para chegar até a semifinal do programa.
Liah Soares – Asa Branca (Luiz Gonzaga) [Vídeo]

Esta não seria uma lista de um blog brasileiro se não incluísse algo da versão tupiniquim do The Voice, que sem dúvida foi a grande surpresa positiva da TV aberta este ano. E, apesar de Ellen Oléria ter sido merecidamente coroada, nenhuma das performances da vencedora me empolgaram mais do que essa sensacional versão de uma das músicas que melhor representa nosso país. Liah Soares deu uma roupagem completamente nova e moderna a Asa Branca, sem que para isso precisasse deformar a música. Além disso, entregou vocais espetaculares, que coroaram sua interpretação. A performance de Liah foi a única do The Voice Brasil (e a única de que me lembro em realities musicais, também) em que o público simplesmente não aguentou esperar até o fim para começar a aplaudir e aclamar o trabalho da cantora.
É isso, pessoal! E vocês, de que performances sentiram falta nesta lista? Quais são as suas favoritas? Mandem ver nos comentários!
Espero que tenham curtido a retrospectiva. Desejo a todos um excelente 2013, muito dinheiro no bolso e performances fodásticas para dar e vender! Até a próxima!





















