
True Blood deu um nocaute em Fringe (até a última vez que contei os votos, foram 23 contra 13) o que me empolgou a escrever os reviews da série. Mas eu juro que se não aparecer ninguém comentando aqui eu mordo todo mundo. Spoilers abaixo:
Vamos falar sério? True Blood não é apenas a melhor nova série, e sim a melhor nova série a estrear em muito tempo. O que mais me surpreende na série é o modo como eles conseguem contar a história, algo meio que “vou enchê-la de cenas trash e mesmo assim você vai achar que está vendo uma obra prima”. E eu realmente acho que estamos.
Como no discurso do Bill na igreja. A cada palavra dita por ele era capaz de sentir a agonia e medo de repressão de alguem prisioneiro da imortalidade, alguém cuja vida baseia-se em ver aqueles que ama envelhecerem e morrerem aos seus olhos. Na igreja inteira a única coisa que pode ser ouvida é o barulho dos leques, já que todos permanecem em um silêncio mortal, num misto de excitação, curiosidade e medo.
Dentre essas pessoas está Sookie Stackhouse, que aceitou o pedido de seu chefe e foi como sua acompanhante, já que ela e o Bill não estão se dando muito bem. Mais por culpa dela, cujo fascínio que tinha pelo vampiro agora se transformou em medo, por não saber o quanto humano ele seria.
Mas a história contada por ele, sobre um dia crucial na guerra, faz com que ela perceba nele a humanidade que talvez tenha se recluindo nele com o passar dos séculos. Como a Sookie diz mais tarde no episódio, porque ela estaria menos segura com um vampiro, se os humanos também podem virar-se uns contra os outros?
E a avó da Sookie, que senhora adorável! Acho que posso dizer sem medo que essa é a avó mais doce, realista e encantadora de todas as séries que já vi na vida, ainda mais por ter a cabeça mais aberta do que as preconceituosas pessoas da região, e aceitar o senhor Compton como o cavalheiro que ele é.
E no flashback tivemos uma das informações mais importantes do episódio, a de como o Bill se tornou vampiro. Eu confesso que não esperava que aquilo fosse acontecer ali, graças a magia do roteiro que me deixou completamente absorto, e levei até um susto quando a moça saltou em seu pescoço.
Perto disso, a história do irmão da Sookie comprando o V, do Lafayete se tornou até um pouco frívola, mas não completamente desnecessária, já que todos os personagens vão evoluindo continuamente, sem pontas soltas ou cenas gratuitas.
E com a Sookie escorregando no sangue de sua avó morta (?) e estirada na cozinha, chegou ao fim um episódio irretocável e surpreendente de True Blood, o melhor da série até agora. Pelo jeito quem cometeu o crime foi o chefe da Sookie, mas adivinhar isso não é o mais importante a se fazer. O mais incrível é como a morte da senhora stackhouse pesou, pelo menos em mim, revelando um dos grandes trunfos. Os personagens são tão reais e bem elaborados que, mesmo alguns sendo meio chatinhos, não tem como não se conectar, e consequentemente, se importar com eles.
A direção, texto e elenco continuam no patamar quase que da perfeição, aliados ao finais semrpe com cliffhangers e provavelmente esse será o rumo da temporada inteira. Há gente que cai na armadilha fácil de classificar a série como um produto trash e banal, mas a verdade é que não estão realmente prestando a atenção no que veem. Azar o deles, porque eu, assim como todos vocês que estão acompanhando, temos a certeza de que isso que estamos vendo está fazendo história.













