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Depois da bomba que foi aquilo da semana passada, Royal Pains aparece com um episódio muito bom. Como a avaliação da série aqui é por episódio, beleza: Crazy Love teve um saldo ótimo. Mas olhando pro geral…

Spoilers Abaixo:

O episódio dessa semana fez por suprir várias das deficiências apontadas no review anterior. Se mantiver um nível assim, Royal Pains facilmente marcará seu nome entre as boas séries médicas consolidadas na TV. O caso da semana trouxe a excelente Roselyn Sanchez, da finada Without a Trace, como uma latina um tanto quanto problemática. Seu marido também não ficou muito atrás, e por mais que a trama apresentada seja um pouco batida, algumas fugas do clichê mostraram o roteiro foi pensado de forma inteligente. O localizador foi uma excelente sacada pra não cair naquele papinho médico-de-terceiro-mundo-esqueceu-bisturi.

Novamente os coadjuvantes mirins sumiram, mas nem fizeram tanta falta assim. Até porque, finalmente, tivemos a volta do Boris. Agora com a nova perspectiva sobre ele, espero que o russo ganhe mais destaque na série. Se forçarem um pouquinho a barra, dá até pra Royal Pains entrar em alguns questionamentos sobre a possível manipulação genética envolvida com os experimentos de Boris e seus tubarões. Fãs de Spider-man gritam ‘Lagarto! Lagarto!” .

Em uma visão mais ampla, o episódio mostrou a fragilidade de seus protagonistas em relação a seus conflitos amorosos. Por um lado tivemos a declaração de Jill sobre Hank ser seu ‘cara do verão’, que o Hank engoliu numa boa. Pelo menos é o que parece, já que não tivemos nenhum tipo de reação por parte do narigudo (propositalmente ou por falta de uma boa atuação?), ao contrário da médica que já está toda se derretendo pelo Dr. Lawson. Mas quer saber? Não me convenceram. Tentaram criar uma tensão entre os dois no episódio, mas a falta de química é tão evidente que ninguém não está nem aí pra isso.

Paralelamente (e aí sim tivemos algo bom de se ver) tivemos a chegada do noivo de Divya à cidade, e com ele todos os tipos de problemas envolvendo a aceitação da indiana. Passando por sentimentos como desprezo – e até por negação – ao fim vimos a assistente se render ao turbilhão de emoções que está sentindo. Foi muito curioso ver como as personalidades de Raj e Divya são completamente opostas, e mesmo assim formam um casal muito legal de se assistir.

De maneira geral, o episódio foi conduzido muito bem. As histórias foram bem desenvolvidas, assim como o caso também o foi. Até mesmo o Hank resolveu tirar o sorrisinho bobo e aprender a confrontar os outros! O problema é que isso tudo foi em UM episódio. Mas e no próximo? Não dá pra prever se a qualidade vai continuar assim ou vai despencar novamente. Já passamos da metade da temporada, e por mais que a audiência esteja satisfatória, acho difícil que esse vai-e-vem esteja convencendo alguém. Se continuar nessa gangorra assim, há a possibilidade de vermos um pré-season finale excelente, pra depois assistirmos a um final medíocre.

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