“Não estou preocupado que você tenha caído. Estou preocupado que você se levante.” – Abraham Lincoln

Spoilers Abaixo:

Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir desculpas a vocês por esse longo atraso nas reviews. Odeio quando isso acontece, mas foi algo meio inevitável. Passei por um período bem ocupado na minha vida pessoal nas últimas semanas e algumas das séries que eu faço review para o Série Maníacos que “pagaram o pato” (além de CM, NCIS e SVU também). Em minha fraca defesa por ter optado em deixar Criminal Minds mais de lado nessas semanas, eu cito o fato de que ela não teve pausa em nenhum momento, o que acabou fazendo com que eu atrasasse ainda mais. Mas enfim, foi algo atípico e que eu espero que não volte mais a acontecer!

A minha esperança, para facilitar nessa review tripla, era de que os episódios acabassem se “completando”, dando continuidade ao que o anterior tinha apresentado. Pois nada disso aconteceu, para a minha infelicidade dupla, já que eu esperava alguma novidade nos plots do The Silencer e do psicopata misterioso.

Pelo o que eu pude notar, Criminal Minds resolveu focar nos episódios dessa temporada em dois aspectos distintos: o unsub e em algo pessoal de um dos agentes, mas de formas bem diferentes também. Enquanto os criminosos têm ganhado muito mais destaque e aprofundamento nas suas personalidades insanas, os agentes têm um pouco menos tempo de espaço em tela, porém sem ficar totalmente de lado. E eu gostei dessa “fórmula”. Por mais que eu tenha interesse no pessoal da BAU, nós já os conhecemos há oito anos (menos a Blake, é claro) e é difícil a série continuar focando sempre neles sem sair do seu próprio caminho. Eu explico: “por cima”, nós já conhecemos muito bem os agentes e para a série continuar focando na vida pessoal deles, ela teria que se aprofundar de mais, o que tiraria o seu próprio objetivo que é basicamente mostrar seriais killers, como eles pensam, as suas fantasias, os seus assassinatos e assim por diante.

E esses três episódios só colaboraram para que eu gostasse desse destaque maior aos unsubs. Eu sei o quanto vocês gostam de quando o episódio mostra a vida pessoal dos agentes, mas de três “tentativas”, eu gostei de apenas uma. Em 8×06 – The Apprenticeship, o Morgan e o Reid ganham o destaque do episódio. É delicado reclamar de algo em que o Reid faz parte pelo enorme carinho que os fãs têm com ele, porém achei muito clichê o gênio ter acertado a bola na última chance de rebater e ter ganhado o jogo para o time do FBI. Sem contar que, para mim, baseball não tem nada a ver com o Reid e eu até achei estranho ele ter aceitado a proposta do Morgan tão facilmente. Já em 8×07 – The Fallen, tivemos no episódio inteiro flashbacks do Rossi quando ainda estava no exército na Guerra do Vietnã (!). O que eu não gostei muito não foi nem a história em si, mas o problema foi aguentar a voz e jeito de falar do ator que interpretou o Harrison Scott. E isso acabou fazendo com que eu perdesse o interesse no passado do Rossi rapidinho. O que eu gostei mesmo foi a Garcia tentando lidar com o Kevin após o término do namoro em 8×08 – The Wheel On The Bus… (de longe o meu episódio favorito da temporada) e o desconforto óbvio dos dois. E o final disso ainda resultou naquela cena bem legal com o Rossi, que fez a técnica ir para a casa dele para se desligar o mundo. Sem contar que, dessas três histórias pessoais dos agentes, essa é a única que pode render algo no futuro.

Se eu não gostei dos momentos pessoais, dos casos eu não posso reclamar! E o melhor mesmo foi que os três foram totalmente diferentes um do outro, seja no perfil dos criminosos, nas escolhas das vítimas ou o “porque” dos assassinatos.

No sexto episódio as matanças ficaram por uma dupla diferente, algo como professor e aluno. Acontece que sempre chega o dia em que o aluno supera o seu mestre e mesmo que por vias tortas, foi o que aconteceu com o Toby. Foi um final trágico para o menino que achou que poderia fazer o que quisesse (ou seja, matar quem quisesse) e que não haveria consequências. Deve ter sido duro para o David ter matado o seu pupilo, mas a situação realmente fugiu do controle. O “legal” foi ver a relação dos dois, do mais velho passando a sua experiência para o mais novo, mesmo que fosse algo para algo horrível.

O caso mais fraquinho ficou por conta de “The Fallen”, simplesmente porque não trouxe algo muito surpreendente. Pelo menos esse episódio fugiu daquilo de querer mostrar bombeiros que começam incêndio para salvar as vítimas. O unsub era totalmente pirado e achou que matando todos os sem-teto não iria mais existir tuberculose. Quando existe essa loucura, não existem informações suficientes que possam ajudar a pessoa. O que eu achei que deixou a desejar foi o final, com o Scott mandando o Rossi sair do local. Aí não deu nem 30s e ele, o Morgan e a JJ já estavam cercando o unsub de volta. Fiquei tipo WTF nessa cena…

E o último caso, o que eu particularmente mais gostei, também tinha uma dupla como foco principal. Os dois irmãos, de tanto jogar Gods Of Combat resolveram fazer do videogame uma realidade e usar adolescentes como armais mortais. Tudo bem que tivemos diversos episódios na série em que o unsub usava um jogo mortal para cometer as suas atrocidades, mas em nenhum deles foi tão elaborado como esse! Desde a hora do sequestro do ônibus, passando pela escolha dos times até o jogo em si, foi tudo muito empolgante e eu nem piscava mais durante o episódio. O que mais me deixou chocada, no bom sentido, foi que Criminal Minds não se acovardou e mostrou os adolescentes se matando mesmo. Eu jurava que todos eles iriam sair vivos, mas na verdade dois deles morreram. Foi um caso bem legal e um dos que mais me empolgaram na série nesses últimos anos.

E para finalizar, em “The Apprenticeship”, duas bombas foram jogadas. O maníaco misterioso mostrou que gosta de tirar fotos dos agentes e os segue em tudo que é lugar. Eu continuo sem ter como arriscar um palpite ou algo do tipo, de tão pouco que eles nos mostraram até agora. Mas de uma coisa eu sei, ele não é o The Silencer já que este estava em Dallas (li por aí que algumas pessoas acreditavam nessa possibilidade). Esse é mais um grande mistério, já que o verdadeiro Silencer se matou na frente dos membros da BAU na season premiere dessa temporada. Tem que ser um copiador. Mas então como ele sabia tantos detalhes sobre os assassinatos? E por que ele mata daquela forma? Perguntas e questionamentos como essas que só serão respondidas no decorrer da temporada. Enquanto isso não acontece nós ficamos morrendo de curiosidade…

Estou adorando o nível que Criminal Minds vem apresentando nessa temporada, com unsubs muito mais interessantes e com várias possibilidades que podem e ainda vão acontecer. A minha empolgação com a série é bem maior com a que eu tinha na temporada passada. Mas e vocês, estão gostando do que estão vendo?

p.s.1: a Garcia tem total razão, foto de cachorrinhos assassinados seria demais.

p.s.2: “Shawna, é um nome bonito” – não resisti , sorry rs

p.s.3: vocês repararam em como o lançador (sei lá se esse é o nome) jogava a bola no jogo de baseball???? É contra as leis da física o Reid ter errado tanto!

p.s.4: adorei quando ouvi Keep Holding On no começo de “The Fallen”.

p.s.5: já repararam que o Rossi nunca dirige as SVU da BAU?

p.s.6: eu acho super aceitável um dos membros da BAU saber que os dois criminosos estavam baseando sua brincadeira mortal em um jogo de videogame, mas tinha que ser o ROSSI?

p.s.7: adorei ver o Devon Werkheiser!! Manual de Sobrevivência Escolar do Ned é meu gulty pleasure haha além disso, o ator é muito bonitinho!

p.s.8: SÓ três celulares, Penelope??

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