
Isso, sim, é um episódio de Halloween de TBBT!
Spoilers Abaixo:
Fim de outubro é época de a criançada norte-americana brincar de “travessura ou gostosura” e de os adultos liberarem a criança dentro de si e se jogarem nas fantasias macabras e pegadinhas assustadoras. Mas, nas nossas sitcoms favoritas, o susto dá espaço a episódios especiais sobre o tema que costumam trazer diversão em dobro! E, depois da experiência traumática pela qual passei no episódio de Halloween de TBBT no ano passado, posso dizer, meus amigos, com muito alívio e tranquilidade, que este ano a série entregou uma excelente homenagem à festa, com fantasias e diversão que eram a cara de TBBT e representaram perfeitamente tudo de bom que a série oferece, com direito até a participação especialíssima do astronauta aposentado Buzz Aldrin.
Assim, vamos a cada trama da série, passando, claro, por suas fantasias, elemento importantíssimo do episódio.
Howardette – Papai Smurf & Smurfette

De quebra, os roteiristas decidiram matar dois coelhos com uma só cajadada e finalmente deram ao Howard uma recepção digna, com todos os personagens irritadíssimos por sua mania de ficar se gabando de ter ido ao espaço. Sinto um Nobel chegando pelo impagável experimento de Leonard e Sheldon para confirmar esse comportamento. Coube à Smurfette mais linda do mundo das séries (ou seria só uma avatar anã?) ensinar o marido a lidar com a situação. Demorou 5 episódios, mas finalmente me lembrei do motivo por que sou tão fã de Howardette e, principalmente, do trabalho de Melissa Rauch, que consegue ir de doce a maluca psicopata em uma fração de segundo. Todas as tiradas de Bernie foram responsáveis por risadas da minha parte, e só ela seria capaz de lidar com a situação com tanto jogo de cintura, e de escolher os momentos certos para perdê-lo, claro. Quando ela afirma da maneira mais fofa do mundo que perguntar se Howard estava “a little blue” (triste) foi a coisa mais engraçada que ela já disse na vida, pode até estar certa, mas Bernie não tem consciência do quanto seu jeitinho nos cativa e diverte, não é verdade?
Sei que estamos falando de comédia, mas uma coisa legal que acho que vale ser mencionada foi a preocupação da série em mostrar que, por mais que às vezes seja irritante ver pessoas se gabando de seus feitos, nem sempre as coisas são o que parecem. Howard não é um cara arrogante, apenas dotado de um sentimento de orgulho de ter vivido uma experiência bacana e de uma vontade incontrolável de compartilhá-la. É claro que ele aprendeu a lição, mas foi interessante ter esse ponto de vista diferente trabalhado no episódio. Principalmente com o talento de Simon Helberg e sua imitação impecável de Bernadette. Ou quase, mas não menos hilária.
Leonard/Penny – Einstein & Sexy Cop

Do lado das meninas, toda a conversa no Cheesecake Factory foi divertidíssima, especialmente no que diz respeito à insinuação de Penny de que todos os caras que frequentam a loja de Stuart eram bizarros (o que, como observou rapidamente Bernie, incluía seu marido e o namorado de Amy… bom, acho que isso só nos leva a crer que Penny está mais do que certa, não é verdade?).
É dessa conversa que Penny conclui que precisa se esforçar pela relação e passa a visitar Leonard em seu laboratório. Mais uma vez, a ciência se faz presente em TBBT e me deixa muito orgulhoso da série, trazendo efeitos “bonitinhos” que foram muito bem relacionados à física e bem complementados por diálogos científicos, Foi muito bom ver o casal em um plot harmonioso, percebendo da melhor forma possível o quanto o mote “inteligência é afrodisíaco” pode ser verdadeiro.
Shamy – ?
O casal Shamy não poderia ficar de fora da festa e ganhou um arco próprio e divertidíssimo sobre a escolha de fantasias complementares para que eles fossem ao evento como um casal. Que fã de Mayim Bialik não ficou com um sorrisão de orelha a orelha ao ver que listados no quadro de possibilidades sugeridas por Amy estavam Blossom & Joey? Bela homenagem ao trabalho e ao legado da atriz, não acham?
Quem também figurou na lista foram Dharma & Greg, da sitcom homônima e bastante divertida que já pode ser considerada um clássico de Chuck Lorre. E, devo dizer, a química entre Bialik e Jim Parsons se encontrava em níveis estratosféricos durante suas cenas. Não apenas os diálogos eram inspirados: as caras, bocas e linguagem corporal de ambos se encaixaram como um par de luvas, e elevaram imensamente a experiência de acompanhar um arco bobinho, mas certeiro em termos de humor.
A festa de Halloween de Stuart (“Ninth time is the charm!”) deu bastante pano para a manga. Mesmo o dono da loja de gibis não podendo pagar pelo Je ne sais quoi e barganhando para levar apenas o quoi, até que Raj acabou planejando uma festa bacaninha, não acham? Esse é o tipo da piada que torna Stuart uma excelente adição a TBBT! A tradução literal da expressão francesa é “Não sei o que”, mas uma tradução livre e mais correta para a expressão usada nos EUA seria “um certo quê”, no sentido de algo especial.

É ali que as tramas dos três casais se encontram, e é onde finalmente vemos as fantasias de cada um. Todas estavam ótimas, mas vale uma menção honrosa à ideia GENIAL de Raj de ir de Indiano Jones. Foi lá também que finalmente vimos a conclusão do arco da fantasia de Shamy. Eu ri ao ver Amy entrando vestida como a boneca Emília, do Sítio do Pica-Pau Amarelo Raggedy Ann, personagem infantil clássica do autor norte-americano Johnny Gruelle. É claro que Sheldon não ficaria feliz como o boneco Raggedy Andy, então ele se transformou em Raggedy C-3PO, que é basicamente o personagem de Star Wars com o cabelo estilo Raggedy. Sensacional ideia, Amy! Pena que Sheldon não concordou e – pasmem – considerou fortemente preferir dar em Amy um chupão para que ela possa provar que tem um namorado. A dúvida é: quando será que vai rolar a sex tape, hein?














