
O passado voltou para assombrar.
Spoilers Abaixo:
Uma sombra do passado retorna para assombrar o presente. Tudo começa quando um filho na ânsia de rever o pai, o jovem abre as portas do mundo dos mortos. Liberando assim o espírito mau do pai, na terra dos vivos. Logo fenômenos ocultos começam a assustar a todos e o mundo ao redor do jovem começa a ser assombrado por um mau espírito disposto a matar para realizar seus objetos.
O enredo mencionado acima encaixaria perfeitamente em qualquer história de terror e suspense seja no cinema. No mundo das séries, poderia até ser um episódio de Supernatural. Mas não, esse é o resumo do episódio desta semana de Merlin.
Merlin saiu um pouco do gênero aventura e magia para entrar na área do suspense sobrenatural. Merlin fez uma viagem de gênero.
Não é de hoje que as séries utilizam esse recurso de emprestar elementos de um determinado gênero para contar uma história. Community é uma comédia que brinca com todos os gêneros, eles já fizeram desde episódio inspirado em western quanto em filme de guerra e geralmente o resultado é diversão garantida. Doctor Who também já fez isso algumas vezes. Claro que também às vezes pode ser um caminho arriscado.
Mas quanto a Merlin e sua aventura pelo thriller, o que dizer?
Claro que apesar de toda essa pegada sobrenatural, foi um episódio voltado para o drama de Arthur, seu questionamento se é ou não capaz de governar Camelot. Não há dúvidas que a fantasma do pai já o assombrava muito antes dele despertar o espírito do pai.
Alem disso podemos dizer que foi um episódio que focou no confronto entre pai e filho, entre duas visões diferentes de como governar. De um lado Uther afirmando que o medo é a base do poder, para ele um rei deve acima de tudo ser temido do outro Arthur com sua visão humana, acreditando que um rei deve levar em consideração o povo, e que um rei acima de tudo deve seguir seu coração.
Lembrando as palavras ditas pela suposta bruxa que deu a corneta a Arthur no início do episódio, dizendo que a bondade é a verdadeira qualidade de um rei. Ou seja, esse momento já era um prelúdio do que seria o episódio. Sem dúvida uma prova pessoal de Arthur. Lembram-se do último episódio que terminou afirmando que o único capaz de derrotar Arthur seria ele mesmo. Então nesse episódio a drama de Arthur começou, ele precisava vencer sua insegurança, como derrotando o fantasma do pai.
Claro que o episódio usou vários elementos do suspense e terror para contar essa história. E, diga-se de passagem, muito bem. A trama basicamente concentrou-se dentro do palácio. O que sempre facilita um pouco os sustos. Afinal seria estranho ver Uther assombrando a floresta, já que o objeto de seu desejo era o poder de Camelot, e o palácio é a representação do poder.
Tudo foi muito bem orquestrado, a música, as pequenas aparições de Uther extremamente pálido. Os objetos caindo. Mas o melhor exemplo de foi a tentativa de assassinato de Guinevere. Sorte dela que Merlin estava passando por ali, se não. Aliás, essa cena foi a melhor participação dela no episódio. A moça anda meio apagada ultimamente. Vamos dizer a verdade o romance está um pouco morno nessa temporada. Espero que nos próximos episódios esteja melhor.
Outro ponto forte do episódio foi à amizade entre Arthur e Merlin, o episódio deu destaque a uma aventura protagonizada pelos dois, com exceção do vilão fantasma, não teve uma forte presença de outros personagens. Lembrou um pouco a primeira temporada. É ótimo ter um pouco de revival.
Para finalizar não posso deixar de comentar um dos pontos mais alto do episódio. A forte dose de humor nos diálogos entre Arthur e Merlin. Apesar do tom de suspense do episódio, ri muito com as falas deles. Mais uma vez a série deu provas que tem ótimos roteiristas.
Para terminar o texto vou utilizar um ensinamento de Merlin que resolvi adotar. Se algum dia alguém me chamar de covarde, por ter medo de algo, assim como Arthur fez com Merlin. Vou responder como o jovem mago, “não é que eu seja medroso, mas é que dou muito valor a minha vida para colocar ela em risco”.











