“Não existe melhor jogador do que um homem que não tem nada há perder!”

Spoilers Abaixo:

O jeito que NCIS terminou a temporada passada fez todos os fãs temerem por uma desgraça maior. Todos do elenco principal estavam correndo perigo e as notícias de que haveria muitas mortes foi um choque para mim, me fazendo achar que talvez os roteiristas tivessem feito alguma loucura (o que eles já mostraram algumas vezes que não têm medo de fazê-lo). Em casos como esse você sempre sabe que ninguém do elenco regular irá morrer, mas mesmo assim acaba ficando com o pé atrás. Nesse caso, eu fiquei muito preocupada com o Duck. Achei que ele não sobreviveria, comecei a pensar em como a série seria sem ele, o que iria mudar, o que isso significaria para os outros personagens… Mas assim que saiu a tão demorada finalização de renovação contrato entre os atores e vendo que David McCallum estava nela, fiquei totalmente aliviada e já sabia que não era dessa vez que algo desse tipo voltaria a acontecer em NCIS.

A história continua exatamente de onde parou: a explosão do carro do Vance, que causou imensos danos ao prédio do NCIS. Os únicos que realmente estavam “correndo perigo” nessa volta eram o Tony e a Ziva, presos dentro de um elevador. Mas além do diálogo engraçado e de uma insinuação de que eles vão ter algo realmente sério esse ano (#teamTIVA), nada de muito importante aconteceu. O McGee acabou se ferindo com um caco de vidro, ficou um pouco tonto, mas com ele também de fato nada aconteceu. O mesmo serve para Gibbs, Abby e Vance. Tivemos muitas mortes sim, como o prometido, mas de ninguém que fará falta.

Enquanto isso, o Dr. Mallard era socorrido pelos médicos nos hospitais e salvo do ataque cardíaco. E é ai que tivemos uma (de duas) das cenas mais belas de todo o episódio: a conversa entre o doutor e seu pupilo, Palmer. A cumplicidade entre os dois sempre foi muito bonita, o que só se exaltou nesse episódio. A outra cena a qual me referi, envolve a Ziva e a Abby. A israelense foi, ao mesmo tempo em que estava confortando a amiga e mostrando uma cara de preocupação, sincera sobre o que pensava e acreditando que eles venceriam o terrorista. Lindas as duas cenas!

Por falar nele, Harper Dearing, o terrorista que fez até o Gibbs ficar receoso, não é que ele aprontou mais algumas antes de morrer de vez?! A primeira começou com uma moça bonita puxando papo com ele e o convidando para ir para a casa dela. Nessa hora eu pensei: “o cara destrói um prédio do governo americano e vai transar??????”. Pois é, errei duplamente, pois nenhum dos dois tinha essa intenção. A moça, na verdade, era uma agente do FBI que achou o terrorista (não sei como, aliás) e junto com outros agentes, pretendia fuzilar o fugitivo. Já o Dearing desconfiou rapidamente dessa aproximação da moça, já sacando que ela era um perigo para ele. Resultado? Mais uma bomba explodindo e mais funcionários do governo americano morrendo. Na outra, ele “se explode”, deixando todo mundo despreocupado achando que essa história tinha acabado. Agora, vamos combinar, com apenas (em um caso importante como esse, é apenas mesmo) 50% de compatibilidade do DNA do corpo com o do Dearing, foi muita ingenuidade de todos acharem que o terrorista tinha morrido tão facilmente, não acham?

Mas é claro que o Gibbs, sempre ele, desconfiou e descobriu o que já estava meio óbvio: Dearing ainda estava vivo. Em uma sacada genial ele palpita sobre onde o terrorista poderia estar depois de tantas semanas passadas até a sua suposta morte e acerta. E aí acontece algo meio sem sentido para mim. Por que o Gibbs foi sozinho até a casa? Com um vilão desses não teria o porquê de alguém implicar se o agente levasse backup. O mesmo se aplica na cilada armada pela agente do FBI. Por que não cercaram o Dearing e o prenderam ali na rua mesmo? Perguntas sem respostas, provavelmente, mas que me deixam meio assim com falhas desse tamanho.

O embate entre os dois acontece de forma rápida e pacífica (se você desconsiderar a morte no final rs). Uma pequena conversa, um desabafo e uma ótima observação feita pelo próprio Dearing: ele e o Gibbs são muito parecidos, possuem uma história parecida. A diferença é que um escolheu ajudar, enquanto que o outro decidiu fazer outros sofrerem do mesmo modo que ele sofreu. Esperava um pouco mais da morte do Dearing, achei que um vilão do calibre dele merecia um pouco mais. E eu também não reclamaria se tivessem prolongado a história dele na série por mais tempo. Mas o resultado foi satisfatório e eu gostei do que vi.

Se tiver algum aspecto negativo para eu destacar nessa season premiere seria o diretor Vance! Já vou explicando que não gosto e nunca gostei dele. Acho o personagem cansativo, egocêntrico e de longe o pior diretor de todos que já passaram pela série. Novamente ele fez uma ceninha, afirmando que a culpa era dele e blá blá blá. Desnecessário!

Tirando esse pequeno desabafo (rs), devo dizer que gostei e muito do começo dessa nova temporada. NCIS mostra que ainda tem fôlego por muito tempo e que merece o título de série mais assistida dos EUA! E vocês, gostaram dessa volta? Também acharam uma morte meio fraquinha para o grande terrorista que era Harper Dearing? Até semana que vem!

p.s.1: o cabelinho do Gibbs não desmancha nem com uma explosão como aquela.

p.s.2: Tony e Ziva, presos no elevador e falando mal dos colegas de trabalho, so sweet!

p.s.3: a Abby é a pessoa mais fofa que existe no mundo s2 s2

p.s.4: acho que todos devem ter percebido, mas finalmente Brian Dietzen, o Palmer, foi promovido ao elenco regular da série. Mais do que merecido, já que o seu personagem é um grande alívio cômico e que sempre rende boas participações na série.

p.s.5: Ziva: “Abby, se tem alguém que possa encontrar o bem, essa pessoa é você. Não tenho dúvidas”.

p.s.6: poderia ter durado mais tempo com o Tony e a Ziva presos no elevador (coitados).

p.s.7: pessoal, qualquer sugestão, crítica, reclamação, toque, não sei, qualquer coisa, os comentários estão aí e vocês podem me encontrar no twitter. Estou à disposição de vocês!

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