A vitória dos mocinhos.

Spoilers Abaixo:

Na semana passada, Copper veio em uma linha cheia de polêmicas, envolvendo assuntos de problemas sociais, que servem tanto para a época retratada quanto para os dias atuais. Em “Husbands and Fathers”, Copper mantém esta mesma linha, continuando exatamente de onde parou, com a diferença de que desta vez os mocinhos saíram ganhando.

A trama desta semana, como já mencionada anteriormente, veio de uma continuação do que nos foi apresentado na estreia. O “caso da semana” continuou girando em torno de Annie Rilley, e da busca de Haverford por ela. Achei interessante terem se aprofundado um pouco mais no tema de prostituição infantil, e mostrado um pouco mais do passado de Annie. Vimos, por exemplo, que ela já era “rodadinha” por aí, e acabamos descobrindo que em 1860, uma menina pode se casar quando completa 10 anos, caso ela queira. Creepy.

Desnecessário foi Robert explicar de novo o mistério envolvendo o desaparecimento da esposa de Corcoran, assim como a morte de sua filha. Parecia que iríamos ter um avanço nesta trama, com Kevin espancando um suspeito, porém ele era um beco sem saída, pois Ellen já estava desaparecida e Maggie já estava morta quando ele chegou lá.

Neste episódio, Kevin mostrou que vai ser mesmo o bad ass da série. Mesmo com uma perna quebrada colocou três meliantes para correr, e ainda conseguiu matar a Contessa Pompadou e imobilizar Haverford para que Annie o fizesse. Confesso que eu achei que ambos dariam mais trabalho, seriam os possíveis vilões da temporada, mas como já foram mortos, o único jeito deste plot ainda ir para frente é se isto, de alguma forma, render consequências para o protagonista. Ele já provou que não se importa de fazer justiça com as próprias mãos se necessário, e espero que isto siga numa evolução para que a trama também evolua em algum sentido. Só o que não pode é ficar por isso mesmo, como se nunca tivesse acontecido, como muitos procedurais adoram fazer, retornando a trama à estaca zero.

Gosto muito da ambientação da série. Gosto de estórias retratadas nesta época, e ela parecem ser bem fiel ao que pretende mostrar, e neste sentido, mesmo que os casos não sejam dos melhores nem o protagonista dos mais simpáticos, não dá pra tirar este mérito da série. Embora neste episódio as diferenças entre classes não tenha sido tão abordada quanto no anterior, é interessante ver estas “duas cidades”, ambas muito bem ambientadas. Espero que eles continuem abordando estes contrastes sociais.

Molly e Freeman também merecem destaque nesta review. Ambos já mostraram que são coadjuvantes de peso, e tiveram papeis importantes para o desenlace do caso. Descobrimos, por exemplo, que na verdade quem amputou a perna de Robert foi Freeman, e não Kevin, como dito na semana passada. Ele parece ser aquele cara que vai sempre aparecer para ajudar quando Kevin precisar. Molly é que se deu bem esta semana. Agradou Kevin, ajudou a Annie, enganou a Contessa e ainda levou US$100, o que na época devia ser muito dinheiro. Em pouco tempo de tela, ela foi mais útil que os dois amigos de Kevin, que até agora não mostraram muito a que vieram.

Embora tenha tido o mesmo enfoque que semana passada, Copper nos apresentou um desenlace completamente oposto. Um bom episódio para um começo de temporada, mas que certamente ainda tem muito a evoluir, tanto em personagens quanto em trama. O que eu espero é que a busca pela sua esposa e assassino da filha não faça com que Kevin seja um personagem clichê, buscando somente uma vingança pessoal. Para Copper ser boa de verdade, terá que nos apresentar bem mais do que isso.

Em tempo 1: Ainda não sei qual é a do Robert. Para Haverford, ele fala com tom de desdém de seu pai. Para a esposa do mesmo, pede que ela compre o terreno da igreja para impedir a expansão territorial de seu pai, porém dá o terreno comprado para ele de presente. Ele é certamente um personagem muito misterioso, parecendo sempre que está jogando nas sombras. Vamos aguardar para ver quais são suas reais intenções.

Em tempo 2: Sacaram que já em 1860, Tungus McClaugherty usou a desculpa mais esfarrapada ever de que não chamou a polícia quando encontrou o corpo de Maggie já morto pois “tinha medo que eles pensassem que ele teve algo a ver com isso”? Essa desculpa vem se estendendo no decorrer dos séculos…

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