
Julho César!
Julho foi um mês de muita leitura e… Espera aí, estou iniciando os Destaques errados, um minuto.
A summer season continua e como resultado óbvio se tem menos séries para ver (50 episódios, média de 1,61/dia) o que pode ser compensado com a existência das duas melhores séries da atualidade e seus respectivos gêneros, sendo um prazer ver Louie e Breaking Bad dividindo o meu coração a cada um dos episódios. Não é à toa que dois de seus episódios estão presentes como figuras carimbadas. Ironicamente, o outro membro fala justamente sobre triângulos amorosos, quase uma metáfora da relação Guilherme-Louie-Breaking Bad.
Como destaques em outras áreas temos Dark Souls, incrível jogo japonês de RPG ambientado em um universo sombrio ao ponto de poder lhe destruir a jogador a qualquer momento (e não, isso não é exagero). E mesmo estando longe de conseguir completar, é a típica obra de arte que vale ser desfrutada a cada minuto, mesmo você sabendo que poderá estar morto no minuto seguinte.
Sem mais delongas, vamos aos destaques de Julho!
Awkward – Three’s a Crowd

Como Awkard consegue ser tão viciante? E esse episódio é a maior prova do quão bem a série consegue conduzir sua premissa. Triângulos amorosos em séries adolescentes tendem a ser problemáticos por um simples motivo: Todos sabem como a história vai acabar e tudo se resume uma mera tendência da mocinha de cambalear de um lado para o outro até finalmente tomar uma decisão. Em “Three’s a Crowd”, tudo isto está presente, mas ao mesmo tempo não está ou não incomoda, tornando a própria caminhada dos personagens mais importante do que o destino, fato almejado por muitas séries e conseguido por poucas.
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Louie- Daddy’s Girlfriend Pt. 2

Parker Posey é adorável. E louca. Aquele tipo estereotipo da mulher que exerce uma atração fatal e ao mesmo tempo exala um veneno não intencional em cada ação. Não é à toa que o episódio que conta com sua participação é um dos melhores da história da série. Ou melhor, um dos melhores da televisão durante esse ano.
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Breaking Bad – Madrigal

Breaking Bad precisava estabelecer como a figura de Mike se comportaria na temporada. Nada melhor para isso do que um episódio quase que exclusivo para o sujeito, estudando calculadamente cada uma de suas ações e como ele se comporta para limpar os problemas deixados pela morte de Gus Fring. Ao final do dia, vemos a esperada aceitação da parceria com Walter. Mas não é uma deliberação do roteiro, não é uma mera conveniência para continuar a história, é a ação de um homem que após um dia difícil viu que a melhor maneira para evitar um dano maior é o de assumir a operação para conseguir juntar uma determinada quantia de dinheiro.
Essa é a diferença básica dele para Walter. Enquanto o incentivo deste é apenas o dinheiro e poder que o mundo das drogas lhe gera, o assassino é um homem que, após uma vida de cautela, prefere passar os momentos finais sem que tudo o que plantou se volte para ele. Como resultado se tem a humanização do personagem que será peça fundamental durante toda essa primeira metade da quarta temporada. Isso apenas em seu segundo episódio.
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