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Essa semana tivemos um episódio de Dexter que foi uma verdadeira montanha russa de ritmo narrativo. Começou engraçadinho, foi ficando um pouco mais devagar e acabou com uma cena de roer as unhas de ansiedade.

Spoilers abaixo:

Aquilo que começou com a morte espontânea e acidental de Oscar Prado acaba de tomar um rumo assustador para o nosso serial killer favorito. A morte de Freebo era “necessária” não somente para resolver uma ponta solta que incriminava Dexter, mas também para saciar um pouco a fome de sangue do Dark Passenger. O problema é que Miguel Prado se tornou a primeira pessoa a presenciar Dexter com as mãos cheias de sangue e viver para contar história.

A temporada mal começou, mas está mais do que obvio que Jimmy Smits foi uma aquisição de ouro para a série. Miguel Prado é um personagem muito interessante, e ao mesmo tempo em que conhecemos um promotor intimamente ligado aos valores da justiça, vemos um homem que conhece o sistema penal de perto e está pronto para tomar as rédeas de justiça com as próprias mãos. Dexter não só fez o favor de vingar a morte de Oscar para a família Prado, mas também livrou Miguel de “perder a inocência” ao planejar cometer um assassinato. Isso tudo logicamente aos olhos de Miguel, porque todos nós sabemos que Dexter matou Freeboo por motivos pessoais.

Lógico que o conflito mais importante do episódio foi aquele conflito interno do próprio Dexter na tentativa de colocar na balança os prós e os contras de trazer Dexter Jr. ao mundo. Além da responsabilidade de pai, de ter menos liberdade pessoal e da obrigação de fazer promessas que na maioria das vezes ele nem sabe se quer cumprir, Dexter possui um dilema único: Será que Dark Passenger é genético? Será que o filho de uma pessoa como Dexter pode realmente ser uma luz para as horas escuras? Bom, aparentemente essa decisão já foi tomada por Rita, e ela quer ter esse filho de qualquer jeito.

Estou gostando muito da forma como Harry apareceu nesse episódio. Não é mais em forma de flash back e sim uma espécie de alucinação de Dexter. Achei um pouco estranho o desprezo e desrespeito de Dex para com seu pai adotivo na cena do parque em que o pequeno Dexter Jr. mata sua meia irmã. Ta certa que na temporada passada Dexter perdeu o encanto pelo pai adotivo e já não o coloca no pedestal como antigamente, mas a verdade é que o código de Harry foi essencial para a sobrevivência de Dexter até agora e muito me espanta essa ingratidão toda.

Deb como sempre está cheia de problemas. Ela quer muito ser promovida a detetive, mas não cede a pressão da Corregedoria em espionar Quinn e dar uma dedo-duro, e mais uma vez ela parece se encaminhando para uma relação amorosa sem futuro. Vira e meche rola uns flertes com Quinn nos corredores do departamento e agora ficou a impressão de que Anton está com uma quedinha por Deb. Aliás, já da para prever que Anton sabe dos podres que a Corregedoria tanto quer sobre Quinn e ele vai acabar sendo a ponte para a promoção de Deb.

Muitas encruzilhadas foram abertas e fica difícil imaginar o que vem por ai nos próximos episódios, mas que Miguel e Dexter podem formar uma boa equipe de “justiceiros” isso é inegável, porém improvável.

PS – Alguém mais ficou com pressentimento de aquele sangue de Freeboo transferido da faca para a camisa de Miguel na cena final ainda vai dar dor de cabeça para o promotor?

PS2 – O título do episódio satirizando o titulo original da animação “Procurando Nemo” (Finding Nemo) é ótimo.

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