
É Charlie, o que não se faz por um contrato em Hollywood!
Spoilers Abaixo:
Californication apresentou nesta semana, mais um excelente episódio, dentro da fórmula que mais dá certo no programa. O episódio foi permeado pela comédia, com uma cena cute no final.
O desenvolvimento mais significativo de At The Movies foi mostrar quem Tyler realmente é. O cara parece ser um desesperado em tornar-se Hank Moody, ter seu emprego, sua carreira, seus familiares, seu (considerável) sucesso, etc. Ele pode até não ter feito nada diretamente para prejudicar Hank, mas em Los Angeles, ninguém é inocente. Me intriga descobrir que tipo de stalker Tyler é e o que, de fato, ele quer de Moody e sua família, porque essa história de ser fã e admirador do trabalho do sogro não cola.
De certa forma, foi interessante acompanhar os desdobramentos da trama que levaram Tyler a ocupar o lugar de Hank como roteirista do (lixo de) filme de Apocalypse Samurai. Falando no crápula, que personagem desprezível esse interpretado por RZA. Nem mesmo minha descoberta recente de que RZA é o autor do tema principal de Kill Bill foi o suficiente para eu simpatizar como o personagem.
Apocalypse é um imbecil inseguro e um amontoado de estereótipos que, em minha opinião, pouco contribuiu para essa temporada. Confesso que fiquei tenso, neste episódio, com a possibilidade de que ele tivesse descoberto sobre Hank e Kali, mas nem isso aconteceu. Os roteiristas continuam enrolando o público com esse plot e eu temo que isso se torne o gancho da season finale e carregue esse mala de personagem para a sexta temporada da série. Que morra logo!
Quanto a parte de comédia, esse foi o episódio que Charlie mais brilhou e deve ser o único da temporada. No início foi interessante ver o conflito entre ele e Hank sobre a representação ou não do agente com relação a Tyler. Mas o clímax da participação de Charlie foi o que ele se propôs a fazer para fechar contrato com Tyler: foi HI-LÁ-RIO! As palavras “trilha de esperma” ainda estão gravadas em minha cabeça. Pelo menos ele teve a hombridade, depois da humilhação sofrida, de impor que Tyler assinasse o contrato, em vez de (mais uma vez) ser feito de capacho.
A babá britânica deixou aparecer um pouco mais suas garras, perguntando se Charlie já teria falado com Stu sobre a possibilidade de um papel em Santa Monica Cops. Para você ver que nada é de graça em Los Angeles, principalmente sexo. Mas até aí, não há nenhuma novidade, nem para os mais cínicos, descrentes e pessimistas em relação a humanidade.
Depois de muito rir, eis que o episódio é encerrado com chave de ouro. Hank rompeu profissionalmente e pessoalmente com Charlie, mas vamos ver até quando isso vai durar – creio que não muito. E a cena com Becca e Karen no café foi mágica e extremamente cute. São esses momentos que tornam Californication boa de se assistir, uma série despretensiosa, leve e que você não fica contando os minutos no visor de seu player.
Até a próxima semana!












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