Como definir o season finalle de Parenthood em três palavras? Se sua resposta para esta pergunta for “Babado, confusão e gritaria”… Parabéns, você acertou!

Spoilers Abaixo:

Logo em sua abertura, o episódio tratou de mostrar a resolução de uma das principais questões levantadas pelo anterior: como Joe e Lily reagiriam à notícia de que Crosby e Jasmine reataram. Enquanto o primeiro lidou muito bem, a segunda ficou p* da vida! O que é estranho. O pediatra chegou a comprar uma casa pra poder morar com Princess, ele sim levou um baita prejuízo. A única coisa que a tocadora de harpa perdeu foi um lugar para praticar. Mas vamos combinar, eu adoraria um retorno a la Raquel de Mulheres de Areia na 4ª temporada para ela tentar separar o casal.

Este último episódio se prestou mais a fechar histórias iniciadas anteriormente, do que criar cliffhangers tendo em vista uma renovação. Todas as perguntas foram respondidas:

  • Julia de fato perdeu o bebê para Zoe. Gostei da forma como ela lidou com a notícia. Apesar de visivelmente abalada, ela foi capaz de perdoar a jovem. Se formos analisar a evolução do relacionamento das duas nesta 3ª temporada, veremos que Zoe foi exatamente o que Julia quis: uma nova filha.
  • Depois de romper com Mark, Sarah reatou com ele após chegarem a conclusão de que o mais importante num relacionamento é a pessoa com quem se quer estar e não o que se deseja ter. Os demais objetivos são construídos com o tempo. Achei bonito, mas esquisito. Como comentei na review passada, Jason Ritter está cotado para um novo drama médico da NBC.
  • Amber e Bob se acertaram. Não foi bem como eu estava torcendo. Hoje em dia, entre emprego e homem bom e decente, o segundo está mais difícil de achar. Então, ela devia ter escolhido ficar com ele e pensado em trabalhar depois. Até porque, se Bob fosse eleito, nem trabalhar mais ela iria precisar. rááá
  • Ainda sobre Bob, ele mandou Kristina sentar lá e aprender a deixar os problemas pessoais do lado de fora do trabalho.

Acho que os destaques foram mesmo os barracos. O embate homérico entre Crosby e Adam foi a melhor guerra de comida desde que Fernanda Montenegro e Paulo Autran se digladiaram em volta de uma mesa de café, em Guerra dos Sexos (hahaha). A briga começou após Adam ter comunicado que aceitaria a oferta pela venda do Luncheonette e atingiu seu momento mais crítico quando ele recebeu o ‘desconvite’ formal para ser padrinho do casamento de Crosby e Jasmine.

Particularmente, não gostei dessa resolução. Crosby sempre foi tão mimado… E se repararmos bem, ele sempre conseguiu tudo o que quis. Mais uma vez, o filhinho caçula do papai teve suas vontades atendidas e vai continuar brincando de trabalhar, enquanto Adam leva realmente suas obrigações a sério. O que eu queria mesmo era ver Adam Braverman rycoh na próxima temporada, esbanjando dinheiro enquanto Sarah continua trabalhando como garçonete. Mas tá, eu entendo que pra gente rycah já temos Gossip Girl e 90210.

Brincadeiras à parte, vamos falar um pouco sério. Tive a impressão de que ter apenas 18 episódios, apesar de que inicialmente seriam só 16, acabou prejudicando este final de temporada. Enquanto foram criados arcos pouco interessantes (se formos analisar, a própria questão da venda do Luncheonette não acrescentou nada à série), outras resoluções pareceram muito rápidas.

O casamento de Crosby e Jasmine foi totalmente feito às pressas. Não sei da lei americana, mas em se tratando de Brasil, é muito difícil crer que alguém consiga se casar no civil em menos de uma semana. Além disso, a adoção emergencial, a qual Joe e Julia resolveram se submeter, deveria mudar seu nome para adoção fast food, pediu levou. Acabei tendo a sensação de que foram 18 episódios enrolando com essa história de Zoe para só no final criarem uma nova opção. Do jeito que ela estava desesperada para ter filho, desde o começo da temporada, Julia teria aceitado um neném qualquer na primeira tentativa.

A gente pode se emocionar. Coral de negros cantando é batata! Faz encher de lágrimas os olhos de qualquer um. O discurso de Adam foi lindo! Mostrou que ele é quem conhece o irmão, mais até mesmo do que o próprio Zeek. O casal Mark e Sarah nunca foi meu preferido, mesmo achando que os dois ficam bonitinhos juntos. E foi muito fofinho quando ele a pegou para dançar e falou que queria ficar com ela. Amber chorando é coisa que eu não consigo lidar! Linda a cena que ela pede para continuar no emprego, quase aos prontos.

E a gente também pode rir. Max não é um personagem que eu curta, mas sua doença acaba revelando um ótimo timing pra comédia. Suas dúvidas com relação à punição que Adam deveria sofrer por ter brigado e quem venceu a briga foram hilárias. Lauren Graham relembrou seus tempos de Lorelai Gilmore (aliás, ela esqueceu?), dando foras engraçadíssimos em Billy, o padrinho tresloucado que só mesmo Crosby arranjaria. Zeek também deu o seu melhor, mostrando que mandar é sua ocupação preferida. Ele se viu de volta ao exército quando tentou organizar a bagunça anunciada que seria promover o enlace do casal Crosmine.

Caso a 4ª temporada acontece, já podemos ter noção do que veremos. Drew e Amy transaram. Já pensaram se ela engravida? Sarah, calejada que é, percebeu que tinha algo estranho no ar. Haddie, por sua vez, vai para faculdade e é sempre bom ver gente indo para a faculdade. Sarah e Mark vão se casar, o que me irritou um pouco por pensar que outra temporada vai começar com um provável casamento. Ainda precisamos ver como os Braverman vão reagir à doença de Zeek. E também deveremos ver a finalização da campanha do Bob.

O finalle acabou parecendo precoce, mas conseguiu ser movimentado. Foi bem na audiência, deixando a série na liderança empatada com a CBS, e ficando nem tão longe de Smash, atual “drama” de maior audiência da NBC. Considerando que Parenthood não possui um lead in do calibre de The Voice, podemos concluir que as chances são boas para uma renovação. Bravermans do mundo todo, oremos!

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