Todo mundo revelando o seu lado negro.

 Spoilers Abaixo:

Essa segunda temporada de Being Human tem estado no mínimo curiosa. Addicted to Love foi sem dúvida o melhor, e também mais curioso episódio até o momento. Foi interessante ver como todos os protagonistas (e quando digo isso incluo Nora) estiveram em situações diferentes, e todas essas situações os levaram a mostrar o lado mais dark de cada um, contribuindo para o desenvolvimento de cada um deles na série.

 É interessante ver como o tempo passa rápido nessa série. Os lobisomens só se transformam uma vez por mês, e essa já a terceira vez que ocorre a transformação, e isso que estamos apenas no 5º episódio. Não que isso seja algum problema, afinal de contas a temporada só tem 13 episódios, e a rápida passagem no tempo faz com que as coisas aconteçam mais rápido na visão do telespectador.

 Graças a esse episódio, Sally finalmente ficou interessante na temporada. Me incomodei um pouco com o fato de a possessão ser algo em que fantasmas ficam viciados, e ela ficar com aquela olheira toda não teve muito sentido, afinal ela já está morta, mas tudo bem, são apenas alguns detalhes que podemos ignorar, para assim entrar no que realmente interessa. Sem muitas enrolações, tivemos respostas sobre o espírito negro que estava perseguindo Sally. Não é apenas um filho perdido da fumaça negra de Lost, e sim um ceifador. Em todas as histórias que eu já ouvi sobre ceifadores, eles são seres que buscam a alma da pessoa no exato momento em que ela morre, ou é até mesmo o causador de sua morte, então para mim, um ceifador começar a perseguir um fantasma é novidade. Obviamente, a criatura irá querer levar a alma de Sally para algum lugar, mas o motivo dele estar querendo fazer isso só agora é o que mais me intriga.

 Josh, junto com os irmãos Brynn e Connor, continua tentando achar uma cura científica para deixar de ser lobisomem, o que me faz gostar mais de Nora, pois compartilho o ceticismo dela quanto a isso. É óbvio que esse plot não dará em nada, pois estamos numa série sobrenatural e não de ficção científica, e se os roteiristas do nada se esquecessem disso eu não veria o menor problema, porque é somente enrolação.

 Josh, com os hormônios à flor da pele por causa da época de lua cheia e a péssima influência de Connor, mostra que pode ser um ciumento em potencial e agride Will, da mesma forma que Will agredia Nora no passado. Foi um pouco forçado e repentino, afinal Josh sempre foi um personagem adorável, e serviu mais para mostrar como os Puro Sangue podem ser manipuladores, mesmo não tendo nenhum poder especial para isso. Mas quem iria adivinhar que no final, Nora que deixaria o seu lado lobisomem se unir com o seu lado bitch, e acabaria matando Will, junto com os dois Irmãos? A atitude dela faz mais sentido do que a de Josh, afinal, mesmo roubando tanto destaque na série, ela ainda é uma personagem em crescimento.

 Os flashbacks de Boston em 1930, iniciados no episódio anterior continuaram, e tudo o que foi mostrado anteriormente se tornou muito mais importante do que parecia ser, principalmente para o desenvolvimento de Suren na trama. No passado, Suren era uma vampira absolutamente instável e manipulável, com uma irresponsabilidade tão grande que causou uma carnificina enorme e foi por esse motivo que sua mãe a havia enterrado. E como a vampira passou todo esse tempo enterrada, acredito que é possível ela cometer todos os erros de novo, afinal, não dá para a pessoa amadurecer dentro de uma cova, e a única diferença das atitudes passadas delas para as atuais, é ela estar com Aidan, que não é um cafajeste como Henry foi.

 Henry também retorna. Por enquanto sem nenhum motivo aparente, o que me faz pensar que talvez seja apenas para criar algum conflito entre Suren e Aidan, mas também cogito a possibilidade de que ele esteja, de alguma forma, relacionado com a Mother.

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