
Pé na estrada com Dexter e seu Dark Passenger.
Spoilers Abaixo:
Quando terminamos o episódio passado, Dexter havia “conjurado” a forma mais literal do seu Dark Passenger. Ninguém menos que Brian, o Ice Truck Killer. Brian representa um regresso na evolução de Dexter, uma espécie de diabinho no ombro como se fosse o contraponto do Irmão Sam, incitando tudo que está reprimido em seu interior.
Eu gosto de episódios que fogem um pouco do padrão da série, e essa semana foi exatamente isso que aconteceu. Dex tirou férias momentâneas do trabalho, das responsabilidades, da família, mas não do código. Foi interessante notar como Brian tentou “libertar” Dex do código, afinal, estava óbvio que Jonah havia assassinado sua irmã e mãe usando o modus operandi do Trinity Killer, mas mesmo assim não existia aquela certeza absoluta necessária para o ritual e essa foi uma linha que Dex não conseguiu cruzar: ignorar o código. Porém, não posso negar que achei a trama envolvendo Jonah muito mal aproveitada. A família de Trinity era uma ponta que estava solta desde a 4ª temporada, e acredito que explorar um pouco da carga genética deixado por serial killers (algo que já foi insinuado na série inúmeras vezes), seria um ângulo muito mais interessante. No final, Dexter poupou o filho do homem que matou Rita só porque ele tinha matado “apenas” a própria mãe e estava com a consciência pesada. Achei muito incoerente.
A visita do ITK nesse episódio teve um propósito implícito, que pode ter passado batido por alguns, algo que vai além da analogia escuridão vs. luz. Eu acredito que o recurso usado na morte do dono do hotel foi a maior dica de que o Professor Gellar é fruto da imaginação de Travis. A cena em que Brian mata o dono do hotel, mas na verdade era Dexter, é uma amostra da teoria Tyler Durdem (amigão, para de teimosia e assista logo O Clube da Luta). Mesmo com aquele testemunho da Puta da Babilônia, falando que ela havia sido sequestrada por duas pessoas diferentes, eu ainda continuo apostando na teoria Tyler Durdem. Da mesma forma que as ações de Brian nada mais eram que ações de Dexter, tudo que vemos o Professor Gellar fazer não passa desse recurso narrativo e estamos na verdade vendo o lado sombrio de Travis em ação. Pelo menos é isso que eu acredito.
Outro bom desenvolvimento foi referente ao relacionamento de Deb e Quinn. Gostei do momento em que ambos se conformam com o fim do namoro, se despedem com um beijo e decidem tocar a vida. Eu cheguei a pensar que eles iriam reatar, mas estou surpreso de ver Deb fazendo um bom trabalho como Tenente. Sem falar que qualquer pessoa que atura LaGuerta já merece uma medalha.
Falando em LaGuerta, começo a sentir que ela está com os dias contatos. Vejo uma certa unanimidade entre os fãs em relação ao ódio por LaGuerta nessa temporada. Da última vez que um personagem me irritou tanto assim, foi na 4ª temporada: Rita. Já percebi que os roteiristas de Dexter gostam de criar antipatia com personagens prestes a morrer para ficarmos com peso na consciência depois que esse personagem partir definitivamente.
Pensamentos finais:
– “Nebraska is for lovers!”
– “Hello Dexter Morgan.”
– Ainda não consegui bolar uma teoria para o stag do Masuka que está criando um game sobre o departamento de homicídio de Miami.
– Muito boa a morte do dono do hotel com aquele tridente.
– Dexter dando tiros em placas na estrada pela janela do carro foi a coisa mais anti-Dexter que a série já mostrou.
– Gostei que a participação do ITK foi apenas nesse episódio. Achei que ele continuaria por mais tempo.
– Campanha “Parem de assistir as cenas dos próximos episódios”. Eu não assisto promos, pois para mim eles só servem para duas coisas: spoilers e gerar falsas expectativas. Muitos ficaram empolgados quando viram o filho do Trinity Killer no promo passado e acabou que ele nem foi tão importante.













