
Dessa vez, a surra foi grande.
Spoilers abaixo:
No episódio de quinta-feira, os candidatos tiveram de preparar e distribuir “alimentação de qualidade” para a população carente do centro de São Paulo. O clima de 24 horas (me refiro à série de ação) pareceu bem aleatório. E essas tarefas com impacto social estão pouco a pouco me enchendo a paciência. Explico.
É louvável que as tarefas tragam benefícios para a população carente, quer em Belém, quer no centro de São Paulo. Mas para os fins do programa, fica mais interessante verter o lucro obtido em determinada atividade de vendas para instituições de assistência social. Embora a valente audiência de O Aprendiz simpatize com o trabalho em prol dos moradores de rua, penso que essa ênfase não se encaixe tão bem com o formato do reality show. Em outras palavras, não sou visceralmente contrário a esse tipo de prova, mas gostaria de que O Aprendiz brasileiro escolhesse outro expediente para ajudar os necessitados.
Vejamos a seguir o desempenho de cada uma das equipes, bem como os motivos que levaram Washington e sua turma à sala de reuniões pela segunda vez:
VANGUARDA
O time liderado por Diego (vulgo “garoto de apartamento”) fez um ótimo trabalho. Foram concisos no planejamento e executaram tudo direitinho. Gostei de ver o cuidado que eles tiveram com as reais necessidades dos moradores de rua – agora sim, em atendimento a uma dica verdadeiramente útil por parte do SEBRAE – e, principalmente, gostei de ver a dedicação da equipe como um todo. Por todo o respeito com que trataram a tarefa e os próprios consumidores, mereceram a vitória e os louros.
VETOR
Diametralmente opostos aos colegas da Vanguarda, Washington e seus teclados quiseram compensar a falta de planejamento da primeira tarefa e passaram duas horas em uma reunião bastante improdutiva: o resultado foi um quadro-negro cheio de informações e carente de bom senso. Quando o Washington disse que “hábitos alimentares” eram “coisa muito importante”, senti a guilhotina descendo a mil por hora. Acho inclusive que, se eles tivessem realmente pensado nos hábitos alimentares de qualquer ser humano minimamente civilizado, não teriam saído às ruas para oferecer jantar, pãozinho e bananas em plena madrugada.
Na sala de reuniões, testemunhamos em primeira mão a tentativa de Ana Carla Zanoni de fazer carreira como atriz de novelas na Record. Foi um dramalhão sem mais tamanho, recheado de reações infantis às críticas não muito mais maduras de seus colegas. Concordo que retocar a maquiagem naquelas circunstâncias foi uma decisão infeliz, mas também tenho que admitir que essa falha pessoal não foi responsável pelo fracasso da equipe. A liderança foi desorientada e por isso a equipe perdeu. O Washington tinha mesmo que sair.
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P.S.: Em todas as reviews, e por entender que os poucos minutos reservados à tarefa impedem aos telespectadores que cheguem à sala de reuniões com dados suficientes para opinar ou decidir sobre quem deva ser demitido, vou mostrar a tabela com o tempo de exibição de cada uma das partes do programa. A partir do próximo post, essa tabela vai encabeçar o texto. Hoje, contudo, ela se reclina confortavelmente neste rodapé virtual:














