Nada mais assustador no Halloween do que mergulhar de cabeça na mitologia de Pretty Little Liars. -A

Spoilers Abaixo:

Quando eu disse para vocês não abandonarem PLL na Summer Finale eu não achei que valeria tanto a pena continuar como agora. Depois de assistir a esse episódio ÉPICO em homenagem ao Dia das Bruxas só posso reafirmar minha lealdade à coisinha mais crocante produzida pela ABC Family, que nos entregou o que é, muito provavelmente, o episódio mais bem amarrado de toda a série. E isso não é uma piada.

Para começar, nos presentearam com aquela cena cretiníssima das gêmeas, onde uma mata a outra. Para quem não sabe, nos livros, é isso o que acontece com Alisson. Ela é assassinada por sua gêmea idêntica megaevil, que foi criada longe da família. Desculpem pela revelação, caso alguém ainda ache que isso pode ser spoiler, mas o grande lance do episódio está nessa brincadeira. Afinal de contas, eles podem apostar nessa saída para a série, mas talvez (e eu acredito nisso), tenham jogado essa história só para mexer com nossas cabecinhas, tomando rumos muito diferentes.

Ainda por cima, a abertura foi super crocante, com imagens perturbadoras, sangue escorrendo e esmalte escuro na defunta. A partir daí, não tive dúvidas de que PLL sambaria muito na minha cara e que esse episódio seria lembrado para todo o sempre.

A coisa foi tão boa que nem sei por onde começar. Acho que focar em Alisson seria bastante justo, porque voltamos no tempo, para descobrir toda a MITOLOGIA por trás de –A, num roteiro que soube amarrar coisas com as quais lidamos ao longo dessas duas temporadas. Foi bom estabelecerem ainda mais a bitchness de Allie. Nos flashbacks temos uma ideia, mas vê-la em ação no auge da canastrice é muito melhor.

Usaram bem a relação dela com Ian (e o fetiche por câmeras filmadoras), com Noah e até com o irmão. Além do mais, conseguimos visualizar a crueldade de Allie com Mona e Lucas, deixando a nítida ideia de que ambos fazem parte do grupo de –A’s, que é uma das teorias mais plausíveis para a onipresença da maldade. Adorei a brincadeira com as bonecas medonhas e com as máscaras, elemento que conhecemos bem, rodeando as Liars naquela festa.

Foram muito detalhes para observar, o policial tarado dando em cima da mãe de Hanna, Toby contando detalhes sobre sua nova meia-irmã e com direito até a uma trombada de Aria em Ezra, aluno na faculdade local,

Uma coisa bacana é notar que Alisson já era atormentada por –A, na verdade, vimos o inicio de tudo, incluindo a primeira mensagem secreta no celular. Parece que disseram mais nesse especial do que em uma temporada e meia.

A temática do primeiro segredo foi bem utilizada. Reparem que Emily ainda tentava esconder seu gosto por garotas, Aria queria esconder a traição do pai, Spencer a eleição fraudulenta e Hanna… Bom, Hanna gorda (saudade desse enchimento, BRASIL!) só tentava esconder a barriga falsa mesmo.

Com tantas coisas no caldeirão da bruxa (Muhuahuahua. –A) o chocante é dizer que quem mais chamou a atenção foi Jenna. Eu nunca tinha entendido direito qual era o problema de Alisson com ela, ou quase isso. Agora a irritação faz muito mais sentido. Ela viu ali sua rival, a pessoa capaz de desafiá-la pela primeira vez. Para mim, Jenna era uma outra Mona, tentando desesperadamente ser amiga das meninas populares, mas confesso que, furada na trama ou não, gostei bem mais dessa versão.

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