
O conversível para uma atriz com a sua própria fragrância ou um híbrido para uma família?
Spoilers Abaixo:
Não é fácil se identificar com Chris e Reagan. Não há sequer um prefácio que nos ajude a entendê-los. Perdemos a noção de continuidade entre citações e pouco desenvolvimento. E mesmo assim agimos como se fôssemos próximos, como se apadrinhássemos aquele casamento.
Os obstáculos são necessários para ponderar essa história indefinida. O conversível para uma atriz com a sua própria fragrância ou o híbrido para uma família? Há regras, seguidas quase que severamente. Eles se importam muito com a filha para vê-la se acomodar entre os caprichos da mãe e o senso estético do pai.
Em contraponto, Terry e Gene. Eles sabem como lidar com esse universo. A função de um carro na família; o convívio com a vizinhança; o comprometimento com um filho. Uma conversa franca com o casal iria trazer bons conselhos, mas tiraria toda graça. Eles precisam aprender aos poucos, sozinhos.
Não consegui enxergar, nesse episódio, um típico episódio cômico. Houve alguns alívios, mas nada muito notável. A utilização do índio soou fictícia demais. Ava esteve melhor. Ainda com o seu enorme, e agora inflado, ego. Os outros personagens secundários, como Missy e Calvin, continuam sem espaço. Se bem que eu não sei se alguém espera algum desenvolvimento deles.
Só nos resta esperar outra situação envolvendo o casal, diante dessa nova realidade. Por outro lado, espero um episódio na praia só com os protagonistas. Acho que eles conseguem levar um episódio só com as suas paranóias. E a Amy não é a coisa mais linda?
1×05: Mr. Bob’s Toddler Kaleidoscope
Chris largou o emprego e empenha-se ao máximo para absorver o melhor para filha. Reagan não largou o emprego e tenta ao máximo atribuir prioridades a essa nova vida. Não é uma dosagem correta de comprometimento. Eles só tentam conciliar o melhor para a família considerando o que seria melhor pra eles.
Se Chris estivesse trabalhando, talvez nem tivesse tempo para a pequena Amy. Por outro lado Reagan poderia, em teoria, largar o trabalho e dedicar mais tempo aos afazeres domésticos e a criação da filha. O que não iria garantir a felicidade de ambos, além de ser extremamente machista.
A escola infantil foi bem abordada aqui. Mães que largam a vida que tinham para se dedicar única a exclusivamente aos filhos e aos seus maridos. Não vamos generalizar, mas ficou até notável a ausência dos pais, que no mínimo poderiam acompanhar as esposas. Se Chris é o único neste meio, ponto pra ele. Não é nenhuma surpresa quando ele confere ao instrutor status de mestre.
Reagan, vendo essa relação, se esforça. Quase uma malabarista ao expor suas prioridades. Ela não se desliga no trabalho para se restabelecer em casa. Escreve um discurso, adiciona um novo verso numa canção infantil. Mesmo administrando bem o trabalho com a família, ela ainda encontra tempo para ser subordinada e amiga de Ava.
O casal soube aproveitar a relação com outros pais. É como se Chris tivesse os braços e Reagan, o alcance. É o suficiente. Já para a coadjuvante, nada basta. Ava quer mais atenção que Amy, afinal, quem foi a criança deixada de lado quando Reagan resolveu constituir uma família?











