Séries de fantasia e de ficção científica sempre foram um sucesso entre o público, principalmente no que diz respeito ao contexto da criação das teorias sobre o futuro dos personagens e da história em si. Mesmo você, série maníaco, aí do outro lado da tela, que não tenha visto Lost (2004-2010), já deve ter ouvido falar que o seriado revolucionou a televisão em vários sentidos. Ainda mais em uma época na qual as redes sociais ainda eram “mato” perto das atuais, cheia de grupos e de publicações.

Pois bem… Assim como a Charlie Grandchamp disse nas Primeiras Impressões de La Brea, os canais – principalmente os americanos – procuram  em ter uma nova série com a mesma repercussão da citada no parágrafo acima. No entanto, isso é uma tarefa um tanto complicada, afinal de contas as produções são caracterizadas, em sua maioria, por serem apenas uma cópia do que já foi, ou seja, nada original. Resta saber, portanto, “em que pé que tá” a criatividade dos roteiristas, pois, embora a premissa da série da NBC seja parecida com Lost – pessoas desconhecidas presas em um outro universo -, o segredo é se reinventar nos mistérios e nas quebras de expectativas por parte do grande público, caracterizando, assim, algo surpreendente, inédito.

Seguindo essa linha de raciocínio – pelo menos, no meu caso – quando eu vi Lost, eu me decepcionei com o final, confesso. E a culpa não foi por conta do final em si – talvez eu não o tenha entendido, também -, e sim pelo fato de os roteiristas não terem explicado, por exemplo, todos os mistérios da trama, como os números da loteria. Por isso, eu espero que La Brea deixe elucidado todos os mistérios, pois é frustrante saber que nunca será explicado alguns detalhes da série que a gente acompanha e tem curiosidade em descobrir os reais segredos da trama. Recentemente, eu li na internet que os criadores de The Walking Dead (2010-2022), por exemplo, não pretendem esclarecer a origem dos mortos-vivos. Ah, pelo amor de Deus: está todo mundo esperando por isso, gente! Não subestimem a inteligência do público, não, pois deixar pontas soltas é no mínimo desrespeitoso para com o público, ao meu ver. Sem mais delongas, então, vamos ao terceiro episódio da primeira temporada de La Brea:

Todas as vítimas “engolidas” pelo grande buraco/cratera ainda estão tentando entender tudo o que aconteceu e a convivência entre eles é o destaque desse início de temporada. Além do trauma do ocorrido, todos ali vão ter que procurar um denominador comum no aspecto da confiança, seja para a sobrevivência, seja para as tentativas em sair dali: um lugar que está há 10 mil anos a.C., com um portal em uma luz verde bastante chamativa. Lembrei logo da Aurora Boreal, fenômeno óptico visto do céu, que ocorre no Círculo Polar Ártico, e a Aurora Austral, no Antártico. A segunda, inclusive, pode ser vista lá da Austrália, onde as gravações do seriado La Brea ocorrem, na cidade de Melbourne. Ah, que maravilha: o país dos cangurus e do demônio-da-tasmânia servindo de locação para as grandes produções, como sempre. Do que eu estava falando mesmo? Ah, é: sobrevivência! E tudo começa pela comida, item no qual eles vão disputar justamente por ser escasso. Aliás, que nojinho eles não escovarem os dentes, hein?! Banho, nem se cogita, credo! Eu entendo que a situação é extrema, tanto é que nem ao menos um rio eles encontraram, mas não é possível eles não se higienizarem, de certa forma, não é mesmo?!

Não bastasse o embate com a comida, o grupo foi surpreendido com o aparecimento de uma preguiça terrestre gigante – um dos maiores mamíferos que já vagaram pela América do Norte, com a extinção já presumida, segundo informações ditas pelo personagem Scott. O bicho atrevido acabou comendo o resto dos alimentos que a policial estava distribuindo de forma fracionada. Muito provavelmente, ela, a preguiça, deva ter gostado, afinal de contas os itens de alimentação vieram do “futuro”, sendo uma sobremesa inesperada. Brincadeiras à parte, lá na Base da Força Aérea dos Estados Unidos da América (EUA), agentes investigadores estavam tentando achar uma maneira de entrar no buraco à procura de respostas de sobreviventes, à mando da Dr.ª Nathan. Ela, no caso, está decidindo quem pilotará a aeronave que adentrará o espaço “engolido” e Gavin Harris indica o seu antigo amigo: Levi Delgado. Contudo, ele, não só está em uma missão em outra localidade, como, também, foi embora sem se despedir, pois, na época, ele estava/está apaixonado por Eve, ex-esposa de Harris, praticamente – os divórcio ainda não foi assinado por nenhuma das partes. Resta saber, caros leitores, qual casal iremos shippar, porque, apesar de querermos ver a família de Eve junta e feliz, não podemos negar que, caso ela tenha uma certa química com Levi, teremos que defender o possível casal. Aguardemos!

Todavia, antes de resolverem as suas vidas amorosas, eles precisam entender o que está acontecendo, afinal de contas não é todo dia que alguém cai em um buraco profundo e sobrevive, uai. E, de brinde, voltaram no tempo, mas… Por qual motivo? Como eles não morreram? Que raios são esses animais? Tigre dente-de-sabre na floresta? É um sonho? É uma loucura? É uma realidade? É um universo paralelo? Com todos esses questionamentos, o “bugue” na mente está imperando, sem sombras de dúvidas. E nada melhor do que compartilhar os sentimentos em meio ao caos, não é verdade?! Por isso, está sendo uma delícia acompanhar a construção da amizade entre Eve e Ty, homem cheio de segredos, que, aos poucos, vai revelando o seu passado enigmático. Ele, tadinho, tem um tumor terminal no cérebro, fato que o afastou do trabalho, da esposa, sentindo, infelizmente, que perdeu o seu propósito no mundo. Eu não sei vocês, leitores, mas eu sinto que ele faz parte de algo muito importante na trama para o futuro de todos, talvez. Contudo, enquanto não sabemos maiores detalhes da vida dele, Eve revelou estar ressentida com o acidente da filha, Izzy, uma Pessoa Com Deficiência (PCD), sem uma parte de um dos seus membros inferiores. Ah, para quem não sabe, a sua intérprete, a atriz Zyra Gorecki (Chicago Fire) é uma PCD e a inclusão dela é mais do que bem-vinda, necessária. Precisamos naturalizar a eficiência, e não o preconceito! Bela inclusão!

Já Lucas continua com um embate tremendo com a sua mãe, a policial Marybeth, a qual tem um passado com o rapaz bem conturbado, envolvendo o pai dele, porque ela puxou o gatilho da arma. E a pergunta que não quer calar: por quê? Será mesmo que ela não teve outra chance? Ela matou o próprio marido, foi?! Ainda não sabemos os pormenores, mas o ressentimento é grande por parte do usuário de heroína. Ou seria traficante de drogas? Sem querer julgá-lo, contudo já julgando-o, no porta-malas de seu carro continha muitos pacotes/barras do entorpecente citado. Será que ele é “aviãozinho” nas vendas? Uai, a mãe, sendo uma autoridade policial, finge que não vê nada? Em contrapartida, Riley está bem atenta para com a saúde do pai, Sam, já que ele ficou ferido no episódio anterior e, agora, não sente mais as pernas, correndo, assim, o risco de ficar paralisado para sempre. “E agora, José?” Ele, médico, não consegue ter o autocuidado, porém a sua filha, Riley, pode realizar o procedimento, embora ela tenha largado o curso de Medicina. E adivinhem qual foi o analgésico/sedativo utilizado para aliviar a dor da agulhada nas costas para drenar o fluido? A heroína do Lucas! Ufa… Deu tudo certo no final, mas aposto que, quando ele descobrir sobre o sumiço da droga, Lucas vai ficar enfurecido. Aproveito o momento para reclamar da atuação engessada da Veronica St. Clair (13 Reasons Why), a qual parece só decorar as falas, e pronto: expressão, emoção e sentimento são caracterizados por não existirem em sua expressão facial. Tadinha, ela ainda é uma atriz em início de carreira, ou seja, tem muito o que aprender, realmente. 

Além disso, Ty e Eve – ao fugirem de um imenso urso – acabaram se protegendo dentro de uma caverna e lá encontraram com Lucas e Marybeth. Eu não entendi o motivo de eles não terem saído pela entrada na qual mãe e filho passaram, pois a que ficou isolada foi a que Eve e Ty adentraram, pelo menos, na minha concepção de visualização. Ou será que estou sentindo os efeitos de La Brea e, dessa forma, confundindo tudo, também?! Deixando as loucuras de lado, voltemos: eles descobriram uma espécie de um lago que tinha uma saída após o mergulho profundo. Seriam águas rejuvenescedoras compostas de algas? Já estou curioso e, de certa forma, irritado com tantas perguntas e poucas respostas. Se bem que ainda estamos no terceiro episódio, né, Arthur?! Apostos que vocês aí, do outro lado da tela, estão me falando, risos. No entanto, pessoas ansiosas como eu, gostam de tudo pra ontem, e não para amanhã. Tanto é que antes da missão, Gavin foi questionar Levi o motivo pelo qual ele partiu inesperadamente para a Alemanha há 14 meses, sem explicar maiores informações pertinentes. Pra piorar a situação, Levi admitiu ainda estar apaixonado por Eve. Disputa amorosa? Credo, que delícia! Quais serão os nomes dos shippes, pessoal? Me contem nos comentários, por favor. Vamos ter que escolher, obviamente.

Ainda sobre a caverna misteriosa, no final, Eve e companhia descobriram que outra pessoa chegou a habitar o local, mas por não ter tido condição suficiente de sobrevivência, como comida, acabou morrendo por lá, por intermédio do autoextermínio. Pois bem: de forma a evitar um alarde entre os sobreviventes – sedentos de esperança -, os quatro decidiram por não contar o que acharam na caverna, apenas sobre os cogumelos – intitulados de galinha-da-floresta – encontrados por Eve, agradaram a todos os famintos, na volta. Além disso, do lado da “realidade” foi dada a largada da missão em busca dos sobreviventes: todos posicionados e Levi, como piloto. Todavia, antes, Gavin entregou o colar de Eve que ele achou enterrado – sendo uma das provas que ele sabe o que está se passando “do outro lado”, além de suas visões rotineiras -, à Levi, de modo que ele repassasse para Eve. Por fim, então, a aeronave entrou na cratera – buracão, né, gente?! – e, ao som da linda música Lovely, de Billie Eilish e Khalid, acabou perdendo contato com a central, uma vez que Levi caiu no mundo paralelo, juntamente à interferência provocada por algo superior, uma energia, digamos. Deu ruim, infelizmente! Será que ele vai conseguir salvar o grupo? Ou melhor: se salvar? Acompanharemos, é claro!  

OBSERVAÇÕES LA BREA MÍSTICAS:

p.s.01: Ty pediu para Eve guardar a sua arma de modo que ele não tente mais o suicídio. Ademais, ele também fez um pedido: que ela não se sentisse mais culpada pelo acidente da filha. Pois é: eles estão se tornando mais amigos a cada minuto de convivência, com muitos conselhos e cumplicidades;

p.s.02: Por falar no acidente, Eve disse que não estava no trabalho, e sim com outra pessoa. Só pode ser Levi e, muito provavelmente, ela estava traindo Gavin. Olha o babado do caso extraconjugal, que delícia!;

p.s.03: La Brea foi indicada ao People’s Choice Awards 2021, na Categoria Melhor Série de Ficção/Fantasia, disputando a estatueta com outras gigantes, como Loki (2021-atual), WandaVision (2021), Lucifer (2016-2021) e The Flash (2014-atual). Acho que não vai dar para a série da NBC ganhar, porém as premiações – nos últimos anos – costumam surpreender, hein?! Tudo é possível, pessoal. A cerimônia da premiação ocorrerá no dia 07 de dezembro de 2021, uma terça-feira, em Santa Mônica, na Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA). Não custa nada torcer, né?!;

p.s.04: A série continua sendo um sucesso de audiência nas terras americanas, sendo a produção mais vista no aplicativo Peacock, segundo informes do portal Terra. Entretanto, desde a sua estreia, a crítica especializada achou a premissa péssima, com apenas 38% de aprovação no site Rotten Tomatoes, por exemplo. Vamos melhorar isso aí, La Brea!;

p.s.05: O seriado é o primeiro criado por David Appelbaum, produtor-roteirista de The Mentalist (2008-2015), reunindo – além de atores novatos -, nomes conhecidos da televisão em seu elenco. Vejam: Natalie Zea (The Following), Eoin Macken (ER: Plantão Médico) e Nicholas Gonzalez (The Good Doctor) são alguns exemplos de veteranos;

p.s.06: Apesar de La Brea não ter previsão de estreia aqui, no Brasil, vocês acreditam que ela já chegou lá nas terras portuguesas? Pois é: de acordo com informes do portal Séries da TV, a primeira temporada chegará por meio do canal TVCine Action, com os episódios, pós exibição na TV de Portugal, disponíveis no serviço de streaming TVCine+. Aí, eu quero aqui no Brasil, também, poxa!;

p.s.07: Charlie Grandchamp, minha amiga e colega aqui, na Equipe de Colaboradores do Série Maníacos, gentilmente me passou o bastão das reviews de La Brea, leitores. Pode deixar que eu vou tomar conta direitinho do seriado, viu, querida?! Muito obrigado pela confiança!;

p.s.08: Então, pessoal: quem aí de vocês anima embarcar nessa série recheada de mistérios? Gostaram ou “é como se estivéssemos em um episódio de Lost” – assim como afirmou o personagem Scott, lá no piloto, – e, justamente por isso, não vão embarcar nessa viagem? Me contem nos comentários logo abaixo, por gentileza!

REVISÃO GERAL
Nota:
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la-brea-1x03-the-huntAos poucos, ‘La Brea’ vai desenvolvendo os seus mistérios, colocando à prova da sobrevivência os seus personagens, todos ansiosos para voltarem para casa, coitados. O que será que está por trás desse universo, hein?!