Acredito que muitos estavam ansiosos para o quinto ano de Riverdale pelo salto temporal que os produtores prometeram. Tanto que isso era um assunto que eu comentava bastante nas minhas críticas da série. As possibilidades que os roteiristas podiam trazer eram imensas e no começo eu estava muito animado com o que eles estavam nos dando. Eles quiseram nos mostrar que não é porque você é um adulto que seus problemas simplesmente desaparecem, algo muito importante para uma série que fala com o público teen.
E os arcos em si eram interessantes. Como por exemplo, o breve sucesso que jughead conquistou na carreira de escritor. Sucesso esse que ele estava encontrando dificuldades de repetir, ainda mais com a bebedeira envolvida. O ator conseguia entregar os dilemas e as dúvidas de um jeito que me fez até refletir um pouco sobre essa temporada.
Quando Jug se viu tentado a usar o manuscrito de outra autora e precisou de uma conversa sincera com sua ex-namorada, aquilo foi tão bem construído, e a química entre Jug e Betty tão poderosa, que eu simplesmente não conseguia entender por que não tivemos mais momentos desse tipo?
O capítulo noventa e dois trouxe de volta personagens que prometiam tanto, mas que simplesmente foram jogados de lado. Eu queria muito poder entender a intenção dos roteiristas nesse ponto. Talvez a pandemia tenha complicado as coisas de um jeito que eles precisaram se virar com o que tinham, mas o ex-marido da Veronica vai ser lembrado da mesma forma que Edgar Evernever é. Ou seja, uma grande perda de tempo como quase todo o arco de Veronica.
O mesmo eu digo para o General Howard Taylor e dói dizer isso porque os roteiristas estavam fazendo um trabalho fantástico com Archie. Finalmente ele estava se tornando um dos melhores personagens da série, mas tudo se resolveu tão rápido que foi impossível sentir qualquer coisa. Um arco que tinha tudo para ser igual ao da Quill & Skull Society em termos de impactação, não devia ter terminado assim.
Uma parte minha sente que eles quiseram acabar com essas pontas soltas o mais cedo possível para focar somente no grande mistério. É claro que é bem difícil descrever o mistério central da temporada. O modo como Band of Brothers terminou pode ter dado um indício claro de que os roteiristas querem ir com tudo nos caminhoneiros, mas tem muita coisa em relação ao palladium que ainda não sabemos. Os homens-mariposas vão surgir em algum momento? Eu não faço a menor ideia de como isso vai se conectar e só torço para que tudo faça sentido no final.
E é claro que não posso terminar essa crítica sem falar de Cheryl Blossom. Honestamente, os produtores deviam fazer a personagem abraçar a loucura de uma vez e parar com esse vem e volta. Já vimos essa história que eles querem contar muitas vezes.















