Com identidade própria, versão tupiniquim do reality da Netflix sai ainda melhor que a encomenda.

Se você está lendo este texto, provavelmente já se juntou a nós na paixão pelo reality mais virtual de que se tem notícia. Febre no Reino Unido desde sua estreia em 2018, o The Circle foi arrebatado pela Netflix, que viu no formato potencial para mais três versões: a estadunidense, que estreou no canal de streaming em 1º de janeiro deste ano (leia nossa crítica aqui), a francesa, que ainda não tem data certa para ir ao ar, e a brasileira, que começou no último dia 11. Em todas elas, o mesmo formato: 12 episódios no total, sendo 4 disponibilizados semanalmente toda quarta-feira.

A muito bem-vinda ideia por trás dessa estratégia é simples: o espaço de 2 semanas entre a premiere e a finale impedem que spoilers do vencedor arruinem a experiência de quem não assistiu ainda. A batelada de episódios semanais é suficiente para ocupar o tempo de quem curte uma maratona, mas os menos vorazes também conseguem curtir o reality sem medo de entrar nas redes sociais e receberem informações indesejadas.

Na nossa versão brasileira, todos os ingredientes que consagraram a franquia estão ali: perfis, comandos de voz, rankings, chats em grupo, influenciadores, bloqueios, e até uns participantes sem noção para chamar de nossos (Titia, estou olhando pra você). Tudo isso, porém, regado a um tempero bem brasileiro que nos aproxima do reality como raramente vemos. 

Círculo tropical

A edição do show faz seu trabalho para deixar todos os telespectadores bastante localizados e, no nosso caso, com um claro senso de identidade até nos mínimos detalhes. Nossas cidade mais famosas como Salvador, São Paulo e Rio, desfilam aos nossos olhos entre um corte e outro, até que o foco volte a ser o prédio do The Circle e seus habitantes. Detalhe: tudo foi filmado no exato mesmo prédio em que todas as versões gringas aconteceram, em Manchester, Inglaterra. 

Mas essa questão sequer é notável enquanto acompanhamos nossos conterrâneos em suas aventuras virtuais. Com muito samba, axé e resenha de carnaval, o trabalho de localização da produção é absolutamente impecável, desde a decoração dos quartos até as decisões de nomenclatura. Catfishes agora são fakes, e o “At Risk Chat” se tornou o “Chat dos Flopados”. Curiosamente, todas palavras em inglês, mas que foram apropriadas por nós para esses significados específicos, não sendo utilizadas pelos próprios norte-americanos da mesma forma. Assim, tanto os participantes como nós estamos constantemente mergulhados em nossa própria cultura, o que remove do show aquela sensação de programa enlatado.

Sr. e Sra. Circle

Um dos grandes trunfos de The Circle é o carisma e a inteligência da narração, extremamente bem roteirizada para nos entregar comentários divertidos e mordazes da apresentadora, que na versão americana é a excelente Michelle Buteau. Aqui, o bastão foi passado para Giovanna Ewbank (adoro ela desde a Dança dos Famosos, me julguem), uma escolha interessante porque consegue unir os dois principais ingredientes para reforçar a identidade do show. 

Giovanna é um rosto conhecido pela grande maioria dos brasileiros, mas também é uma influenciadora digital. De quebra, ainda traz o marido, Bruno Gagliasso, junto, participando e comentando em suas redes sociais sobre o programa.

É verdade que Gio não tem a mesma pimenta que a apresentadora gringa, que empresta ao show um carisma inigualável com sua personalidade que transborda pela tela, mesmo que só estejamos ouvindo sua voz. O roteiro também parece um pouco menos inspirado do que estamos acostumados, com intervenções pontuais e até engraçadinhas, mas nada realmente marcante. Mas, se a narração brasileira não é uma personagem à parte como poderia, ela certamente não atrapalha. Gio faz seu arroz com feijão bem feito e deixa os participantes brilharem e construírem eles mesmos o show.

Os bloqueados

Para encerrar esse texto, nada mais apropriado do que um ranking detalhado dos jogadores que ainda estão no páreo, não é verdade? Entretanto, eu não poderia me despedir sem citar os dois já bloqueados do nosso círculo: Ana Carla e Julia / Rob.

A Miss Paraíba, primeira eliminada do nosso círculo, foi quase uma cópia xerox do primeiro episódio da versão americana: modelo, linda e boa demais pra ser verdade, logo vieram as especulações de que ela seria um fake, na típica perda de tempo que participantes do The Circle adoram embarcar. 

Sigo incapaz de compreender por que as pessoas insistem em gastar tanto tempo e energia tentando descobrir quem é fake. O jogo não é “quem caçar mais fakes vence”. O jogo é social e de popularidade. Assim, não importa se você descobre quem está falando a verdade. O que importa é que todos, sejam reais ou fakes, gostem de você e queiram te ranquear bem. 

Desta forma, julgar uma pessoa de cara por ela ser um possível fake é uma grande bobagem. No lugar disso, esperto é quem tenta fazer amizade com ela. No caso de Alana, a modelo americana que se deu mal pelo mesmo motivo de Ana Carla, pelo menos podemos dizer que ela, apesar do ótimo discurso de manter as mulheres unidas, não tinha tato social algum. O chat “Skinny Queens” (rainhas magras) segue como um dos erros mais grotescos já vistos no reality (perdendo provavelmente apenas para o “vídeo” compartilhado por Miranda). 

Ana Carla não chegou nem perto de cometer algum erro parecido, e foi literalmente apenas julgada pela capa. É verdade que esse é um drama bastante clichê, mas me parece legitimado pelo fato de que a miss tinha realmente um certo carisma e grande potencial para crescer como personagem e jogadora no The Circle caso tivesse recebido mais uma chance, e é esse o real motivo de eu ter lamentado sua eliminação. Desde o início, eu queria que tivesse sido Julia. E os momentos de vergonha alheia crescentes que Titia vivenciou apenas comprovaram o fato.

#ChamaATitia

Dumaresq acertou em cheio quando afirmou que o fake de Titia mais parecia um tiozão sem noção que vive soltando piadas ruins. Dando em cima de todos sem intimidade alguma e chegando ao cúmulo de perguntar se Luma nasceu menino ou menina, a participação de Rob beirou o assustador e o grotesco. É verdade que chegou ao bom e velho “tão ruim que dá a volta” e rendeu ótimos momentos de good tv. Mas para o jogo em si e seu potencial de nos envolver e até emocionar como os americanos, Titia não faria e nem fará falta alguma.

Tim Harcourt, o criador do show, resumiu o elenco da temporada brasileira com duas ideias: festa e desconfiança. E não podemos acusá-lo de propaganda enganosa. Nenhum outro elenco mentiu tanto – e consequentemente duvidou tanto dos outros – como nossos conterrâneos. 

Mas o que faltou mesmo foi ele dizer que estamos diante de um grupo extremamente carismático e sem papas na língua. Tem brigas, reclamações, fofocas, gente tomando na cara e agradecendo, abandonos repentinos de chat, enfim, é uma temporada para ninguém botar defeito. Então, sem mais delongas, vamos falar um pouco sobre nosso elenco?

Circle, abrir o ranking de jogadores.

Ranking:

#1. Lorayne 

#TodaCagada

Rainha, né, mores? Lorayne é claramente a persona brasileira de Sammie da versão US, a jovem espoleta (me sentindo uma pessoa de 60 anos usando essa palavra) e bissexual que se dá bem com todos, mas não leva desaforo pra casa. Lolô, como diz Akel, é um gosto adquirido. Parece uma garota comum de início, mas a cada episódio vai se mostrando mais inteligente e carismática. É a verdadeira “girl next door” em versão brazuca. 

Apesar de ser muito bem quista, Lorayne não está sendo vista como uma jogadora estratégica e nem como possível fake, o que é excelente para deixá-la longe do radar das pessoas. Não parece uma grande aposta para vencer a temporada, mas tem chance de vitória e é a única de todo o elenco que não consigo ver fora da final não importa o cenário que se desenhe nos próximos episódios.

O que falta em Lorayne é um pouco mais de profundidade. Se soubermos o que mexe com ela, a deixa incomodada, raivosa ou emocionada, talvez consigamos nos conectar um pouco mais e torcer com mais afinco. O envolvimento com Akel acaba puxando-a para baixo, pois ele também não parece um personagem capaz de tirar dela algum tipo de complexidade. Entretanto, os resultados do último game, Pesquisa de Opinião, já deixaram Lorayne mais ligada no jogo. Minhas expectativas para ela estão bem altas.

#2. Dumaresq

#OBrasilNãoSabeVotar

Foi o grande nome dos 4 primeiros episódios. Controlou boa parte do jogo, e exerceu grande influência sobre os acontecimentos mesmo quando não foi eleito como influencer. É verdade que seus dois principais alvos – Gaybol e Lucas – seguem firmes no game, mas estão ambos em situação de isolamento social tão grande que é difícil vislumbrá-los vencendo. Parte significativa das causas do baixo status desses jogadores foram as idas e vindas de informações de que Duma dispõe ao seu bel prazer enquanto circula pelos chats com seus colegas de elenco. 

Seu principal erro no jogo foi ter saído do chat com os rapazes com uma postura bastante arrogante, colocando-se em um patamar superior ao deles sem qualquer tipo de explicação. Mal sabe Dumaresq que quem criou seu chat foi uma mulher lésbica, o que faz com que toda a sua conclusão sobre estar no meio de um banco de macho caia por terra. Agora, imaginem se, ao criar o chat com as meninas, Dumaresq ouvisse “more, você é homem, não pertence a este chat”. Foi essencialmente o que ele fez com os rapazes, em especial com Lucas/Loma, que o convidou. 

Tudo isso posto, fico muito orgulhoso de ver Duma de fato jogando, e jogando pesado. Criando alianças, construindo reações, encarando o The Circle como ele realmente deve ser encarado, como um jogo. Chris era um querido, mas passou a temporada inteira em cima do muro, sem se comprometer, e acabou ficando cada vez mais morno ao longo do tempo. Duma certamente não terá esse problema, e torço muito para vê-lo até o fim do jogo, pois é a única garantia de movimentação constante no game.

#3. Marina

#TwerkNoOfurô

Ela estaria em primeiro neste ranking se não fosse por um detalhe: sua cegueira por Lucas. Marina está para o Brasil como Ella, do The Circle UK season 2, está para a Inglaterra. Ambas são, de longe, típicas representantes de seu país. Ambas fogem de qualquer estereótipo de beleza padrão pré-estabelecido, e isso não abala a confiança de nenhuma das duas. Por fim, ambas foram extremamente bem quistas por todos os colegas de jogo, passando a impressão de jogadoras imbatíveis para esse formato. 

Como Ella, Marina consegue falar sobre qualquer assunto: baladas para os mais noturnos, festivais para os mais musicais, games para os mais nerds ou vinhos para os mais velhos. Possuem um repertório e uma experiência de vida que as permitem circular por qualquer tipo de extrato social. Por isso, é natural que Marina tenha a mesma trajetória de sua antecessora britânica, sendo influencer constantemente, mas sempre estando na mira de alguém. JP já deixou claro que prego que se destaca é martelado, e disse isso especificamente sobre Marina. Se em algum momento os underdogs ganharem poder, é melhor ela se preocupar.

O que me incomoda em Marina é ver que ela não está imune a determinados preconceitos. Por mais sem noção que Titia seja, Marina não esperou a fake abrir a boca para tecer comentários ferinos sobre o seu perfil. Chamar uma mulher de 34 anos de coroa também não me parece muito legal. Ela demonstra o mesmo comportamento com JP de vez em quando. Se Marina acha tão importante que as pessoas a aceitem por quem ela é, talvez seja interessante ela começar a tentar aceitar outras pessoas também. Além disso, sua obsessão por Lucas quando todo o resto do elenco já entendeu que ele é raso e desinteressante depõe contra ela, e acredito que, enquanto o fake ainda estiver no jogo, Marina não conseguirá de fato nos entregar mais do que já vimos até agora.

#4. Luma / Lucas & Marcel

#NãoPuxaOMeuAplique

Finalmente uma versão digna de gêmeos gatos (por que choram, Flávio e Gustavo?), Lucas & Marcel são carismáticos, inteligentes e esbanjam consciência de classe, fazendo qualquer LGBT se sentir muito bem representado no reality. Vê-los se posicionando a favor de Titia quando Duma a atacou duas vezes foi muito bacana, e o comentário “Titia tá tomando na cara e tá agradecendo?” me arrancou gargalhadas. 

Do outro lado da tela, Luma ainda não mostrou muito a que veio, mas tirou de letra a questão da transexualidade especulada por Titia (Duma foi certeiro em sua explicação do quão tóxico é esse tipo de pergunta, então não preciso dizer mais nada a respeito), foi cordial com todos e causou uma excelente primeira impressão. Não a vejo sendo alvo tão cedo, e pode ser que vejamos Luma quebrar a maldição dos que chegam depois chegando à final do jogo. Será?

Para isso, é importante que ela não caia no erro constante dos fakes: a superficialidade. É difícil manter a personagem quando qualquer conversa um pouco mais profunda complica sua vida por você não entender sobre um assunto sobre o qual deveria saber conversar. Os gêmeos já mostraram que têm bagagem e conteúdo para se desvencilhar desse problema, mas, na prática, ainda não os vimos em ação para tornar Luma uma personagem realmente complexa.

#5. JP

#BombeiroSensual

Acho JP o jogador mais injustiçado pelo público até agora. No meio dessa galera descolada, “pra frente” e baladeira, essencialmente um bando de viada loka, JP é um cara um pouco mais tradicional, e boa parte das dificuldades que ele está enfrentando estão relacionadas à discrepância entre o perfil do grupo e o seu próprio. No BBB, sem dúvida alguma JP disputaria com Akel a preferência da torcida do sofá, mas o telespectador da Netflix, assim como o grupo selecionado para o The Circle Brasil, tende a ser um pouco mais progressista, e por isso ele não agrada muito.

Ainda assim, vejo JP lutando bastante para se encaixar e para ganhar status social no jogo. E estou sentindo um progresso razoável, mesmo que a passos lentos. No primeiro status, JP só se posicionou melhor do que a jogadora bloqueada, enquanto no segundo ele subiu um pouco no ranking, superando Gaybol, Lucas e Julia. Ele conseguiu uma certa aproximação individual com alguns jogadores, especialmente com os homens e Lorayne (que ainda o acha quadrado, mas não necessariamente fake), e isso o ajudou a ganhar um pouco de espaço. Apenas Marina é uma ameaça clara à continuidade do bombeiro no jogo.

O que JP precisa é mostrar que sua quadradice é autêntica, e se abrir para criar vínculos reais com os jogadores. Talvez deixar um pouco de lado a postura de machão e contar alguma história bacana e emocionante de um resgate durante o exercício de sua profissão, por exemplo. Não faltam possibilidades de desenvolvimento para ele. É uma questão de querer. Se ele ficar usando apenas a caça aos fakes para se conectar com os demais, levará a pior, pois é um dos que mais podem ser confundidos com um catfish. P.S.: quer ser eliminado? Basta que o JP te considere seu maior aliado. Tanto Ana Carla como Titia foram aliadas prioritárias do bombeiro no ciclo em que foram bloqueadas do game. Luma que se cuide.

#6. Gaybol

#MantenhaSeHidratado

Outro de quem gosto mais do que a média das pessoas que vejo comentarem na internet. Gaybol é tão autêntico que acaba sendo visto como sem graça por seus colegas alternativos e cheios de energia. A insegurança de nerd parece estar dominando suas ações, e isso é preocupante. 

Um grande destaque em sua trajetória fica por conta do chat com Duma e JP, em que ambos dão dicas ao gamer sobre como se portar no Circle. Gaybol está tão preocupado em se encaixar que parece não estar conseguindo ser ele mesmo e mostrar a que veio, e foi nessa tecla que ambos bateram ao conversar com ele. Infelizmente, ele não parece ter entendido muito bem e o chat parece ter servido mais para conectar Duma e JP entre si do que com o próprio Gaybol, mas fica a minha torcida.

O Gaybol que eu vejo na tela parece um cara ótimo pra ser amigo, mas as críticas de Marina e JP foram bastante certeiras: mesmo ela avisando que entendia de games, o rapaz nunca usou isso para se conectar com ela. Ele parece ter bastante dificuldade de se abrir e apenas fica buscando formas de agradar aos outros ou se encaixar no grupo, esquecendo-se de entregar conteúdo próprio e pessoal para que as pessoas o vejam como alguém interessante. Torço para ele matar a charada, relaxar um pouco mais e ser mais espontâneo. Caso contrário, não vejo vida longa para ele no game.

#7. Akel

#ResenhaDeCarnaval

Esse, sim, é heterotop de marca maior, do tipo que vai sextar em balada sertaneja ou na micareta e mente até em detalhes insignificantes sobre si mesmo achando que isso vai fazê-lo pegar mais mulher. Vejo muitos comparando Akel com Joey do The Circle US, o que pra mim faz zero sentido. A principal característica de Joey foi ser 100% autêntico, algo que está muito mais presente em JP do que em Akel, que entrou usando a própria imagem, mas mente em absolutamente tudo sobre sua vida pessoal e gostos. 

Apesar de tudo, saiu-se bem ao conquistar a confiança de Lorayne, mesmo com ela sacando perfeitamente suas mentiras. Isso prova que Akel é carismático e bom de papo, o que no fim pode se tornar algo mais importante do que estar dizendo a verdade ou não. Outro que não vejo fora da final, mas de nenhuma forma consigo imaginá-lo como o vencedor.

#8. Lucas / Loma

#ForçaFocoEFé

Lucas é simplesmente o pior fake que eu já vi nas 4 versões de The Circle que assisti, e olha que já passaram uns fakes bem ruins pela britânica. Eu até entendo o raciocínio de Loma de que nada mais fácil para ganhar popularidade do que ser um homem cis branco viril (e isso acaba se confirmando em algum nível, porque Marina está caidinha pelo Lucas por um total de zero motivos), mas acho um pecado ela não ter entrado como ela mesma, porque a Loma a que assistimos é um ser humano simplesmente maravilhoso.

Adoro particularmente o fato de ela ser mais macho que o elenco inteiro somado, soltando palavrões a torto e a direito e dando em cima das garotas com as cantadas mais caminhoneiras que eu já vi. Quase morri com Marina dando risadinhas sem graça ao ler Lucas escrevendo “Bom dia, minha consagrada!”. O auge. Seu maior acerto sem dúvida foi o chat Camisa 10, em que pôde criar um elo entre os perfis masculinos do jogo e, com alguma sorte, ganhar um pouco de proteção. 

Toda temporada gringa teve seu fake marcante. Entre Kate (UK1), Sammie (UK2) e Rebecca (US), não vejo Lucas com nem metade dos ingredientes que as mentes por trás dos fakes citados tinham ao navegar pelo jogo. Se eu tiver que apostar, acredito que Luma tomará o lugar de Lucas como o fake da temporada brasileira. Mas uma coisa é certa: enquanto Marina ganhar a posição de influencer, continuaremos vendo Loma sendo perfeita na nossa tela. O problema é que isso não é suficiente para sustentá-la até o fim, e é bom que ela comece a buscar o apoio de Duma, Lorayne e Luma se quiser ser mais bem avaliada no jogo. Das duas, uma: ou Lucas será um dos dois próximos a sair, ou será arrastado até o fim por Marina para o arco da descoberta e do coração partido no jantar do Top5. 

#9. Rayssa

#Raylacre

Apesar de ela obviamente não ser a próxima eliminada, não dá para colocar Rayssa em uma posição melhor porque ainda não a vimos jogar. Mas a moça tem um baita potencial, e já chegou com promessa do que a gente mais gosta: barraco, falando em “deixar as inimigas atormentadas” e dizendo que tem “um pouco de veneno”. Amo!

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Nota:
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Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.
the-circle-brasil-01x01-04-bem-vindo-ao-the-circle-season-premiereUm formato sensacional de reality adaptado com maestria à cultura brasileira. O elenco incrível e muito carismático garante nosso entretenimento em cada minuto de show. Eles só podiam se preocupar um pouco menos com os fakes, mas nada que apague o brilho daquele que pode acabar se tornando o melhor reality brasileiro da atualidade.