O mistério finalmente foi revelado e todas as perguntas foram respondidas. Acho que posso dizer tranquilamente que esses últimos episódios de Riverdale foram uma montanha-russa, deixando os fãs sem fôlego com momentos que desafiavam o que achávamos que sabíamos sobre a série. Eu estava esperando algo incrível no momento em que entramos nos flashforwards e posso dizer com bastante tranquilidade que não estou decepcionado.
Fazendo referências aos antigos filmes de detetive e assassinatos, The Locked Room coloca um fim ao arco de Stonewall Prep e do fim drástico que Jughead quase levou por causo dos livros dos Baxter Brothers. Não vou negar que estava ansioso por esse episódio no momento que vi Jug confrontando os esnobes de Stonewall com um sorriso no rosto na promo e fiquei feliz em ver como os roteiristas não enrolaram nisso. Do jeito que Riverdale gosta de enrolar eu estava com medo de que eles deixassem isso para o final, mas não, o capítulo setenta e três teve apenas um foco: mostrar o confronto final de nossos heróis com Mr. Dupoint, Bret, Donna e toda Quill & Skull Society.
O episódio então se passou praticamente todo em um cômodo, com flashbacks que vinham junto com a explicação de Jughead e Betty sobre o que aconteceu de fato na noite em que os esnobes de Stonewall tentaram matar Jug. Mais uma vez preciso parabenizar Cole Sprouse e Lili Reinhart por conduzirem perfeitamente o episódio. O talento desses dois fica bem mais evidente quando não tem mais nenhum arco chato os ofuscando, e um episódio como esse precisava disso. The Locked Room não era um episódio qualquer, mas sim o momento que tudo que vimos nessa temporada se juntava para um grande finale.
Os flashbacks conseguiram trazer uma luz em tudo que precisavam e nos mostraram como os roteiristas já tinham tudo planejado desde o começo. Mesmo não tendo gostado de uma ou outra revelação, em geral gostei bastante do que vi. De certa forma, alguns momentos no meio dos flashbacks podem ser considerados um tanto previsíveis, mas eu não esperava outra coisa. O roteirista Aaron Allen foi bem coerente com a decisão dos personagens e com o que vimos até agora.
Mas foram dois pontos que mais me chamaram a atenção. Primeiramente, o retorno do avô de Jug. Eu já suspeitava que ele daria as caras em algum momento, afinal de contas, tudo parecia levar até ele. Ele foi o criador original dos Baxter Brothers e já suspeitávamos que Jug talvez tivesse sido convidado para ingressar na Stonewall Prep justamente por isso.
E não estávamos totalmente errados, mas duvido que alguém tivesse previsto a verdadeira razão de Juhghead estar lá. Tudo não passou de um plano do Mr. Dupoint para atrair seu antigo colega, a última pessoa que podia trazer uma ameaça verdadeira a seu império literário. Mostrar todo esse lado psicopata de Dupoint, só para no final ele ficar totalmente encurralado foi bem inteligente. Quase não me fez perceber que sua morte foi um tanto tosca.
O outro ponto foi a revelação de Donna. Essa eles deixaram bem para o final. Embora não tenha sido uma revelação tão surpreendente quanto eu gostaria, o modo como tudo foi colocado me fez querer mais da atriz. Espero que não seja a última vez que vemos Donna.
No final, os roteiristas finalizaram perfeitamente o arco de Stonewall Prep. É claro que não dá para dizer se as coisas acabaram mesmo. Ainda falta oito episódios para o fim da temporada, mas, diferente do que vimos na Fazenda, estou mais do que feliz.















