Estaremos prontos para viver em um mundo sem Brenda Leigh Johnson?

Spoilers Abaixo:

Primeiro a TNT anunciou o cancelamento nessa temporada. Agora já encomendou um spin-off da série protagonizado por Mary McDonnell (a Presidente Roslin de Battlestar Galactica, que faz aparições constantes na série como a capitã Sharon Raydor). A verdade é que The Closer é a produção mais importante da história da TNT e não será tão fácil para o criador James Duff se desvincular do canal.

Para os que não conhecem, The Closer é a mais interessante série criminal da atualidade, centrada em uma divisão de homicídios de Los Angeles chefiada pela brilhante procuradora Brenda Leigh Johnson que graças a sua personalidade e (sim) sua eloquência consegue arrancar confissões e provas de qualquer suspeito. Além de ter uma das melhores personagens da história da TV (interpretada pela magnífica Kyra Sedgwick, que já deveria ter vários Emmys em casa), The Closer aposta em uma abordagem mais dinâmica para os personagens, e um cuidado maior com o roteiro e não tanto com efeitos visuais. E para quem acompanha a série desde a sua primeira temporada é um prazer ver que em sete anos os roteiristas não mostram sinais de cansaço na narrativa e nem ao menos um passo em falso em relação ao desenvolvimento da personagem de Kyra Sedgwick e a fidelidade às suas origens, fato que ocorre na maioria das séries que giram em torno de um personagem específico (House, Felicity e Dexter são exemplos).

Nos dois primeiros episódios da temporada final The Closer apostou em casos mais simples. Em “Unknown Trouble” temos a morte de um rapper em ascensão e sua equipe além de duas strippers, e se por um lado a descoberta do motivo dos assassinatos por meio da letra de uma música tenha sido clichê, o caso teve seus momentos como a abertura sensacional. Em “Repeat Offender” tivemos o assassinato de uma housekeeper envolvendo o adultério de um professor universitário (ótimas participações especiais de James D’Arcy e Amy Sloan), e um esquema de roubos domiciliares orquestrado por jovens das próprias famílias roubadas – nesse episódio em especial Kyra Sedgwick estava espetacular.

A razão para essa preocupação secundária é a trama recorrente que pelo jeito irá durar até o fim da temporada. Retomando acontecimentos vistos no episdio “War Zone” da temporada passada, a mãe do atirador envolvido na morte de ex-oficiais do exército agora está processando a cidade, e por consequência o departamento de Brenda, por tê-lo liberado mesmo sabendo das consequências dessa decisão. Para piorar a situação, o Chief Delk (Courtney B. Vance) escala a capitã Sharon Raydor (Mary McDonnell) para supervisionar o caso, o que acirra sua rivalidade com Brenda.

O que a capitã Raydor não esperava é que o Chief Delk fosse sofrer um derrame que o levaria à morte no fim do primeiro episódio, e como segmento de uma antiga promoção, o Chief Pope (JK Simmons) assume temporariamente o cargo e embarga o caso, no momento em que a capitã se preparava para uma acariação no departamento. Além do claro duelo de interpretações das duas atrizes, essa trama promete um desenrolar definitivo para Brenda, já que a própria também pode se encontrar presente nessa troca de cargos na polícia de Los Angeles. Até que ponto essa trama paralela afetará o trabalho de Brenda?

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