Um reinício para um fim que está próximo. Depois de um hiato e após se despedir de alguns personagens em The rupture, SPN caminha algumas casas rumo ao final dando uma amostra do que o roteiro vem guardando para os irmãos.

Primeiramente, que teaser hein? Demônios invadindo o bunker e um Dean apocalíptico e barbudo lutando ao lado de caçadores contra todos eles. Gosto de episódios que começam assim, freneticamente. Após resolverem as pontas soltas da temporada passada, competia mostrar qual será o foco agora. E começar tudo mostrando já aquela cena me causou uma instiga muito boa. Nesse aspecto, dou meus parabéns ao Jensen Ackles pela direção.

Ao contrário do que eu achava, a visão de Sam matando Dean não se tratava de uma possessão por Lúcifer e sim por sangue demoníaco. Mais uma referência às temporadas passadas. Mesmo vendo que era apenas um sonho, sabemos que nada no mundo televisivo é mostrado despretensiosamente, por isso esse recomeço me deixou bem provocado para conferir como é que tudo isso vai se desenrolar. Por que Sam se envolveria com demônios novamente? Estou quase certo que o pivô de tudo isso será a marca do tiro em seu ombro.

Vamos analisar os sinais que temos até agora. Dean com a barba remete diretamente ao tempo em que ele estava no purgatório. A presença de Benny reforça isso. Será que o fim do mundo do Chuck evoluiu tanto a ponto de transformar a Terra no Purgatório? Também há chances de que tudo tenha acontecido em um universo paralelo, mas acho pouco provável. As balas que matam demônios fortalece um pouco essa ideia, contudo para a nossa sorte, espero que seja Bobby – aparentemente já morto naquele momento – quem tenha incrementado essas armas ao nosso Universo. Como não temos mais arcanjos vivos, logo Jack seria em tese, o único personagem que poderia trazer a possibilidade dos portais, porém como ele está no Vazio, acho difícil. A não ser que façam um esforço tremendo para que tudo chegue nesse ponto, mas acho que seria desnecessário perder tempo com isso quando há muitos outros plots mais interessantes e que merecem ser fechados.

Já que Chuck está em evidência nessa reta final, foi no mínimo interessante trazer Becky de volta. Ver o desenvolvimento da relação dele com uma personagem antiga, bem como detalhes tão metalinguísticos como as maquetes, livros e funko pops de SPN, o cartaz do “A very Supernatural Christmas” foi uma boa cartada. Funcionou bastante para uma temporada final. Acho que seria mais lógico a nível de roteiro, Chuck procurar algum anjo perdido por aí ou até ter envolvido ele com o núcleo do Céu, que foi esquecido, mas como eles andam mais perdidos que o próprio Deus, talvez não fosse uma decisão assim tão inteligente. Bem sutil, Chuck procurou a pessoa certa, alguém que seria aquele combustível para que ele voltasse à ativa, não como o ser poderoso que ele é/era – apenas consequentemente – mas sim como criador.

Senti como se Becky tivesse lido o script do último episódio da série. E a reação dela mostra como pode ser a nossa reação ao presenciar esses momentos finais. Com Chuck reescrevendo a história dos irmãos com tanta fervura, caminhando para um enredo que talvez em termos de horror e suspense seja pior do que o que foi mostrado até agora, espero que venha algo muito bom disso. Material é o que não falta. Não posso negar que estou doido para ver isso tudo saindo do controle, pois precisamos ver nessa temporada, o que não vimos nas passadas. A 5º temporada fez toda a propaganda do apocalipse, mas os irmãos conseguiram evitá-lo. Seria agora no 15º ano que veremos isso acontecer?

Chuck escrevendo.

Com relação ao caso da semana, senti mais aquela vibe da 1º temporada. Claro, o caso foi bem morno, mas o instinto de investigação dos irmãos voltou a todo vapor, até com direito a cenas engraçadas. O único problema do episódio foi a falta de clímax. Também houve assassinatos bem superficiais, tudo sendo resolvido apenas com uma conversa, ou seja, menos do que eu esperaria.

De aspecto relevante a se comentar aqui seria a dificuldade de Sam e lidar com as perdas. Por Jess ter sido mencionada, creio que ele esteja tão perdido quanto no término do episódio piloto. Não tenho certeza, mas essa crise de consciência, esse pequeno desvio pode sim ser o ponto de partida para a história do sangue demoníaco, exatamente o que a perda de Dean no final da 3º temporada representou. O que vocês acham?

Observação:

  • Becky representou boa parte da população de fans com aquela expressão enquanto Chuck defendia os leviatãs.
REVISÃO GERAL
Nota:
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