“Elisa… A dor de uma perda não vai embora nunca. Mas se a gente pensa só na nossa dor, a gente corre o risco de fazermos outras pessoas sofrerem.” – ANDRADE, Carolina. 

Pelo visto, parece que a ferida criada no episódio plano-sequência, muita mais emocional do que física, afetou, profundamente, o #Cavandro. O que vocês roteiristas fizeram com o meu casal, hein?! Posso saber?! Não me decepcione, Rede Globo!

Entendemos que perder um filho – ainda mais o primeiro – não deve ser nada fácil, não é mesmo?! A dor é devastadora, sendo ela na alma. E, apesar de de essa dor ser a mesma, tanto para Carolina quanto para Evandro, cada um a interpreta da sua maneira, afinal, eles são seres humanos. Aqui, não existe o “certo” ou “errado”, apenas sentimentos. Se bem que Evandro foi um tremendo de um babaca, né?! Bem… isso é assunto para mais tarde. Vamos do começo:

O antepenúltimo episódio da terceira temporada de Sob Pressão começa com um pesadelo. Nele, Carolina, além de estar em trabalho de parto, apresenta complicações, em que é atendida pelos seus colegas de trabalho. Porém, ao mesmo tempo, ela é atendida por ela mesma. Um tanto sem pé nem cabeça! Quem nunca sonhou uma maluquice desse tipo que atire a primeira pedra. Só achei esquisito ela não ter acordado no susto, mas tudo bem! Ao levantar, podemos perceber que o seu casamento está em crise (palavra da semana), pois qualquer dito mal interpretado poderia ser o estopim para uma discussão de relacionamento. E não deu outra! Mas antes de chegarmos ao ápice da trama, precisamos falar dos pacientes da semana:

O primeiro deles foi Luís (Oscar Moyano de 1 Contra Todos), homem de 60 anos, que deu entrada ao Hospital São Tomé Apóstolo apresentando o coração fraco, por ser cardiopata grave. Além disso, em seu prontuário médico, ele foi diagnosticado com um edema agudo no pulmão. Sendo entubado e respirando por uma máquina, Luís é acompanhado, primeiramente, pela sua esposa Elisa (Sandra Coverloni de O Outro Lado do Paraíso). Contudo, seus filhos, Luísa (Carolinna Baiocchi de Cinderela Pop) e Alan (Gabriel Calamari de Malhação), do primeiro casamento, aparecem na tentativa de salvar a vontade do pai. Isso porque ele não queria ser ligado a aparelhos, ou seja, seu desejo era ter um falecimento “natural”. Elisa, não aceitando a opinião de seus enteados, se mostra, totalmente, convicta de sua opinião, em que ele iria melhorar, descrente da finitude de seu marido.

Os médicos, perante a essa situação grave, ficam “em cima do muro”: os filhos poderiam processar a unidade hospitalar por não atenderem a vontade do paciente, mas a esposa, também, poderia processar, alegando que Luís não estava respondendo pelas suas faculdades mentais. Logo, quem tomaria as decisões seria ela e os médicos não poderiam desligar os aparelhos. No final desse caso, depois de todos os desentendimentos, os familiares, pelo menos, puderam se despedir de Luís, sendo mais uma cena na estatística daquelas que emocionam qualquer telespectador. Quem aí chorou igual bebê?!

Nesse caso, Carolina se mostrou uma outra pessoa: fria, sem fé e, principalmente, bastante racional. Evandro, ao mesmo tempo em que discordava da opinião de sua esposa e chefe, não entende os motivos pelos quais ela estava daquele jeito. Na verdade, ele interpretou da maneira dele. Homens sendo homens! Sem querendo generalizar, mas nós, grande parte do público masculino, não conseguimos ter essa delicadeza feminina em perceber os sentimentos do próximo. Quão babaca Evandro foi, hein?! Poxa! Desse jeito fica difícil em defender o McDreamy brasileiro, oras. Olhem a lista: além de desrespeitar a autoridade de Carolina, o médico a trata como coitada, diz que ela não está em sã consciência por conta do trauma sofrido e ainda pede para eles esquecerem o que houve. Oi?! É isso mesmo?! Quem esquece a perda de um filho, minha gente? Antes tivesse ficado calado ao invés de dizer abobrinha – para não falar nome feio, pois isso seria deselegante da minha parte e vocês leitores não merecem ler isso.

Eu fico pensando o que se passou na cabeça dele durante esse um mês após o aborto. Fingir que está “tudo bem” não vai resolver o problema, muito menos jogar a culpa em Carolina, ao afirmar que ela não queria ter o filho. Além de ser forte a frase dita, mostra que ele estava em sua zona de conforto. Ô vontade de esfregar a cara dele no asfalto, viu! Na segunda temporada, Evandro, também, foi um babaca ao duvidar de Carolina sobre a morte de Samuel. Lembram disso?! Pois é! Ele não evoluiu nada. Parece que retrocedeu!

Em meio a essa mudança da água para o vinho de Drª. Carolina, ouvimos a Irmã Graça dando conselhos a médica. A sua falta de fé é motivada pela dúvida em relação da existência ou não de um Deus justo e misericordioso. Ela está confusa, abalada e, claro, depressiva. A médica Vera, também, tenta conservar com Carolina, ao dizer que o “tá tudo bem”, muitas das vezes demora para vir, mas não obtém sucesso. Aonde foi parar, então, a espiritualidade plena de Carolina? Fico muito triste com essa situação, ainda mais em relação a esse rompimento dela com a fé, ao deixar o seu cordão no banco da Capela. “Daqui pra frente sigo sozinha!” Será que ela vai deixar o hospital? Deixar os seus colegas de trabalho e os seus pacientes, seguindo rumo em direção ao programa internacional Médicos Sem Fronteiras? E pior: sem Evandro? Só acompanhando os dois últimos episódios da temporada para sabermos. #IssoNãoPodeAcontecer 

Por falar no cirurgião, ele até que tentou se redimir, pedindo perdão e fazendo cara de cachorro sem dono, porém não colou. Carolina não aceita e afirma não conseguir estar mais casada com ele. Eu não sei vocês, mas eu sofri mais do que Evandro, pois eu shippava, shippo e irei shippar para todo o sempre o meu #Cavandro, pessoal. Eles merecem ser muito felizes. Não é possível que Evandro, além de voltar a ter o vício em remédios, juntamente à ingestão demasiada uísque, irá correr para os braços de Diana, como foi anunciado, em abril, na Coletiva de Imprensa de lançamento da temporada. #TôTriste #Xatiado 

Ah… Não posso me esquecer dos outros pacientes da semana, oras. Um casal de turistas gringos é atendido, após serem atingidos por um tiroteio, tendo o carro fuzilado, em uma favela perigosa no Rio de Janeiro. Isso ocorreu, pois o GPS do veículo os direcionou para essa área violenta. A mulher, Susan (Camila Sokolowski), leva um tiro no rosto, atingindo a via aérea. Ainda bem que ela não teve maiores complicações, posteriormente, a realização da cirurgia. Já o homem, Paul (Ole Erdmann de Os Homens São de Marte… E é Pra Lá Que Eu Vou), teve “sorte” e fraturou, apenas, um dedo na mão, ficando em estado de choque pós-traumático. Quem aí se assustou com ele dizendo, de repente, “não desiste da sua mulher”? De gringo, ele só tinha a cara mesmo, afinal, o português dele está excelente!

Outro aspecto super relevante a se considerar é a questão de o Sistema Único de Saúde (SUS) ser universal em seu atendimento. Apesar de ser um sistema do Brasil, o programa atende qualquer pessoa do planeta Terra que chegue ao país e necessite de atendimento, sendo, obviamente, gratuito. Dessa forma, Dr. Charles, eu te faço a seguinte pergunta: Do you speak English?! [Você fala Inglês?!] Pelo visto não, né?! Que tal pegar umas aulinhas na hora do almoço com o Dr. Evandro e a Drª. Vera? Eles se saíram excelentes no inglês, obrigado, de nada! Saber um novo idioma é fundamental para facilitar o atendimento e evitar quaisquer eventualidades. A Susan quase correu risco de vida por ser alérgica ao medicamento usado durante a cirurgia. Conhecimento sempre agrega e uma hora faz falta! Abre seu olho, Dr. Charles!

> STRANGER THINGS 3: O que é o Mundo Invertido?

Enfim, Carolina e Evandro precisam se reconciliar, mas parece que vai ser muito difícil eles manterem um contato. Ela tirou a aliança e, ao meu ver, o que falta para ambos é diálogo. Como disse Marjorie ao site oficial do seriado, um aborto antinatural, “revolta, perturba, desorganiza o sentido de viver dentro do sistema”. Porém, de alguma forma, eles precisam reorganizar esse sistema. Todo mundo torce para a felicidade de #Evandrina, nome dada pela Rede Globo para o nosso casal #Cavandro.

p.s.01: “E agora, José?” O que será do nosso casal #Cavandro?! Vamos torcer e rezar para que tudo volte a normalidade e eles façam uma terapia em um psicólogo. #EuAcreditoNesseCasal;

p.s.02: Em uma entrevista ao Gshow (toda semana tem entrevista por lá, uma maravilha, diga-se de passagem), Marjorie Estiano e Julio Andrade refletem sobre a separação do casal. “Nesse momento eles estão exaustos, desestimulados, isolados cada um no seu sofrimento. E acho que nesta discussão, Carolina passa a ver Evandro de outra forma e percebe que precisa ficar sozinha”, relatou a atriz;

p.s.03: Já Julio, acredita que os dois seguem apaixonados, mas a rotina desgastante é outro fator que contribuiu para culminar nessa crise. “Eu acho que eles têm uma bagagem da vida e da profissão, é difícil isso. Na realidade, tudo aquilo acontece porque está tudo de cabeça para baixo”, aponta o intérprete do Dr. Evandro;

p.s.04: É na simplicidade da casa de #Cavandro que percebemos o aconchego do lar. Eu não me recordo de ter visto aquelas plantinhas do lado de fora do apartamento. Aliás, eu não me lembro de ter visto esse espaço. Tem até uma escada!

p.s.05: Por falar nesse local, que tal vocês dois fazerem uma terapia de casal cuidado das plantas, hein?! Tô falando sério! Saiam da rotina, por favor, e fiquem juntos, pois o meu casal da vida não pode acabar, jamais! #SempreCavandro #SempreEvandrina;

p.s.06: Os funcionários fizeram uma recepção surpresa para a cirurgiã. Quem não gostaria de trabalhar em um local tão acolhedor com esse, né?!;

p.s.07: Vera disse que bom dia é só depois de ela tomar café. E tá errada, por um acaso?! Nunca nessa vida! Será que alguém funciona de manhã sem comida?! #GenteComoAGente #PersonagemMaisQueSensata;

p.s.08: Seu João continua “fazendo arte” pelo hospital ao consertar as coisas. Uma figura esse senhor tão prestativo;

p.s.09: Caso você fique com um choque pós-traumático, compre uma coxinha que tudo se resolve! #ComidaNuncaFalha;

p.s.10: Como explicar para os gringos que entrar em uma rua errada pode levar a um tiro aqui nas terras Tupiniquins? #FicaOQuestionamento;

p.s.11: Bastidores I: O médico Marcio Maranhão, autor do livro no qual o seriado e o filme são baseados – “Sob Pressão – A rotina de guerra de um médico brasileiro” (#ValeAPenaALeitura) –  relata sobre essa experiência enriquecedora em trabalhar nos bastidores da teledramaturgia brasileira. “A preparação começa bem antes, quando você sensibiliza eles [o elenco] com as conversas, as visitas nas emergências, para mostrar para eles o que significa trabalhar naquela realidade. O elenco entendeu isso de uma forma magistral”, contou o profissional de saúde. Confira o vídeo-depoimento de Marcio, juntamente ao ator Bruno Garcia, com curiosidades sobre a produção;

p.s.12: Bastidores II: A respeitada atriz Joana Fomm, que irá completar 80 anos neste ano de 2019, falou sobre a sua participação na Grey’s Anatomy Tupiniquim. “Foi um prazer imenso trabalhar com eles e consegui me adaptar facilmente, o que não é assim tão comum quando você entra numa produção que já está acontecendo, com toda a equipe já integrada”, confessa. Além disso, ela relembra aqui papéis marcantes em sua carreira e conta sobre a sua saúde. Confira!;

p.s.13: Na parte da audiência, o seriado médico continua invicto, marcando 22,8 pontos, na Grande São Paulo. Desejamos que nesta reta final, o Brasil inteiro assiste!; 

p.s.14: Serviço de Utilidade Pública da Semana 01: Cuidados Paliativos melhoram a qualidade de vida dos pacientes que enfrentam doenças graves.

p.s.15: Serviço de Utilidade Pública da Semana 02: #SalvaSobPressão

REVISÃO GERAL
Nota:
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sob-pressao-3x12-episodio-12O episódio foi morno, mas a complexidade em nos emocionar continua sendo a característica marcante de Sob Pressão. Afinal, os médicos, são seres humanos e possuem sentimentos e merecem ser entendidos.