Lá no começo da temporada, a divulgação prometia que esse ano teríamos a temporada do amor, com grande suspense com o que aconteceria com a vida amorosa de Meredith. Acho que podemos dizer que a promessa foi cumprida, e o resultado de tudo isso foi um ano sólido, onde Grey’s Anatomy conseguiu entregar episódios muito bons e fazer história ao se tornar o drama médico mais longevo da história da TV.

Vamos começar pelo que interessa. Meredith vai para a cadeia. Na teoria é um bom cliffhanger para um final de temporada, mas a gente sabe que ela é a protagonista da bagaça toda, então não é como se isso fosse durar muito. A parte interessante disso tudo foi ver que o gesto de sacrifício de DeLuca serviu para que ela percebesse como realmente se sentia em relação a ele.

O que precisamos entender é que DeLuca não é Derek. O amor de Meredith por ele jamais será igual ao que ela sentia pelo falecido marido. É um amor diferente, que também deixa ela feliz. O casal começou com uma boa química, depois ficou estranho, mas no fim, creio que os roteiristas conseguiram achar o tom dos dois juntos, chegando a um ponto de normalidade. O saldo aqui é positivo.

Além de Meredith, temos a dona e proprietária da temporada. Amelia Shepherd foi a personagem com o arco melhor desenvolvido neste ano de Grey’s. Das incertezas de seu relacionamento com Owen, passando pela dor de cuidar Betty e até mesmo reencontrar a família, Amelia acima de tudo cresceu e se encontrou. Todas as dificuldades que ela enfrentou até aqui a fizeram mais forte e certa de si.

Foi bom ver que ela reconhece que pode sentir algo por Owen ainda, mas que isso é mais por conta da história dos dois. Seus momentos com Teddy foram ótimos e é bom ver uma Amelia mais leve. Seu relacionamento com Link também ajudou bastante nessa reta final e como é bom ver os dois juntos em cena sempre. Owen sempre vai ser uma parte de Amelia, ainda mais com Leo junto, mas é bom ver que ela está preparada para seguir em frente sem fechar nem uma porta.

Falando em Owen, como ele nos irritou essa temporada (e em outras também), né? Além da dificuldade em aceitar que o mundo não gira ao redor do seu umbigo, foi irritante vê-lo tentar limitar as escolhas de Teddy e de Amelia em pontos distintos da temporada. Ao mesmo tempo, apesar de não gostar muito de parte disso, é bom ver que finalmente tudo vai se resolver pra ele. Vamos ver se sem o mimimi de ser pai e com Teddy ao seu lado, além da terapia, ele consegue ser legal de novo.

Teddy fez sua escolha por Owen e, apesar de não concordar, acho que não dava pra esperar algo diferente. Se era pra alguém ficar com ele, que seja ela e não Amelia. Mas isso acabou por destruir um ótimo casal que essa temporada nos trouxe. Vai ser triste ver Tom descobrir que foi trocado assim na cara dura, ainda mais se vermos que ele estava realmente ansioso por assumir o papel de pai novamente depois de perder o filho. Repito, se isso servir pra aplacar a chatice de Owen, tá ótimo.

E já que o assunto é chatice, temos que falar de Maggie e Jackson. Eu juro, mas juro mesmo, que tentei dar uma chance pros dois, porém não deu certo. Tudo o que eles fizeram nesses dois episódios só serviu para mostrar que esse casal não tem jeito. Briga no acampamento, briga na trilha, briga no carro. Pra que passar por isso, gente? E olha que quando ele foi pegar aquela lanterna eu jurava que era um anel e já estava pronto pra revirar os olhos. Mas aí ele vai e se perde no nevoeiro e eu estou zero preocupado com isso. Me preocupei com a Maggie descendo do carro e sendo atropelada? Muito. Com Jackson? Not today.

Por outro lado, foi bom ver como a série tem lidado com a situação de Jo, que gradualmente vai conseguindo vencer a depressão por conta do trauma que passou. Os momentos dela com Meredith foram maravilhosos e foi libertador vê-la finalmente conseguir se abrir. Foi muito bom também vê-la buscar por ajuda, admitir que não estava bem e conseguir perceber que todo seu sistema de suporte estava ali, pronto para ajudá-la.

Foi triste, porém, ver Alex entrando em pênico ao ver que os dois pilares de sua vida estavam desmoronando e o sentimento de solidão voltando a ser uma ameaça. O personagem, em alguns momentos meio perdido na temporada, conseguiu ter bons momentos, mas esse foi, de longe, o melhor deles.

Já Nico estava um porre ainda sem saber lidar com a perda do paciente e foi bom que Link dissesse umas verdades para ele. E que momento especial foi ver Schmitt se assumindo para a mãe de uma forma tão natural. Esse casal foi uma das grandes surpresas da temporada e com certeza um dos grandes acertos. Apesar da derrapada dos dois nessa reta final, o saldo ainda é positivo.

Richard e Catherine tiveram seus desenvolvimentos menores durante a temporada, assim como Bailey e não chegaram a brilhar tanto como os demais, mas é inegável que sua presença ainda é mais que necessária na série. Fora que o episódio da cirurgia de Catherine foi um dos meus favoritos da temporada.

Vai ser interessante ver como esses três vão lidar com Meredith, Alex e Webber demitidos, um dos grandes ciffhangers dessa temporada. Todos eles vão ser recontratados? Alguém não volta ano que vem? Os três vão abrir uma clínica juntos? Vão viver de vender sua arte na praia? Nada muito surpreendente deve acontecer, mas ainda assim é uma baita dúvida que teremos até lá.

Creio também que o caso da mulher com paralisia seja levado para o próximo ano e que acompanhemos seu desenvolvimento. Se isso não acontecer, vejo uma oportunidade desperdiçada, uma vez que é bom nos apegarmos a alguns pacientes de vez em quando.

Falando um pouco mais dos episódios em si, foi bom ver que a série ainda consegue construir aquele ar de ansiedade e criar novas tragédias, mesmo sem precisar saindo matando todo mundo. A doadora com agorafobia presa no engavetamento e o nevoeiro funcionaram muito bem e colaboraram para gerar aquela tensão boa que sentimos durante o episódio.

As referências ao passado também foram maravilhosas. Meredith relembrando o afogamento e como realmente tinha desistido de viver naquele momento foi tocante. E ver Bailey mencionando o cabo LVAD que Izzie cortou para salvar Denny lá atrás me fizeram sorrir de orelha a orelha.

Antes de me despedir, preciso falar do parto da Teddy pois Carina DeLuca, fada sem defeitos, que merecia ser promovida a regular junto com Tom, Levi e Link. Como eu ri de tudo o que ela fez. A cena que devia ser tensa ficou extremamente leve e comentários como “parto geriátrico” fizeram meu dia mais feliz.

> GAME OF THRONES O Fim! (Comentários do episódio 8×06)

Depois de uma jornada de 25 episódios, Grey’s Anatomy chega à sua reta final com dois episódios muito bons, que conseguiram amarrar bem os arcos desenvolvidos durante a temporada, sem deixar de abrir novas portas para os (dois!) anos que estão por vir. Apesar de alguns sinais de cansaço, a série ainda consegue correr muitas milhas antes de precisar parar e estaremos aqui para correr junto com ela.

REVISÃO GERAL
Nota:
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