Acho que a palavra que mais permeia o episódio dessa semana é “escolhas”. Da escolha de Catherine em esconder seu câncer, passando por Richard e Bailey que vão tentando melhorar dento dos seus problemas, passando pelo roteiro, que foi por uns caminhos desnecessários, e chegando em Owen, que bateu a cabeça e virou um ser humano mais racional.
Não tenho como não começar essa review sem dar graças aos céus pelo aparente fim do drama envolvendo Owen, Amelia e Teddy. Na parte inicial, quando rolava barraco nos corredores e a zona estava instaurada, já estava me preparando para chegar aqui e perguntar onde a gente tinha errado para merecer tudo aquilo. E junto ainda tinha Teddy sendo escorraçada de um canto pra outro do hospital como se tivesse matado alguém, tudo muito desnecessário.
Mas o além mandou o anestesista trapalhão que salvou o dia. Só pode ter sido o impacto da cabeça no chão que colocou algum senso em Owen para resolver tudo aquilo. E, posso dizer? Adorei a solução (se for isso mesmo). Ele escolheu Amelia, pronto. O casal são os dois e acabou o drama. Teddy, óbvio, é a mãe dx filhx dele, vai estar sempre ali, mas acho que em termos de romance a porta está fechada. Tanto que já colocaram Tom ali. O que vai acontecer agora com os envolvidos? Provavelmente enveredar pro lado da comédia com a troca de casais toda. Que não vire um pastelão, é só isso que eu peço.
Voltamos também ao plot do câncer de Catherine, que já chegou enfiando os dois pés na cara de Meredith por contar seu segredo. Gosto assim. A situação é complicada e não acho que julgar a escolha dela em manter o segredo seja algo tão fácil. Todas as interações entre ela, Richard e Jackson só serviram para mostrar como tá todo mundo muito ferrado nessa família. Ela tem câncer, o marido tá a um passo de retomar o vício em álcool depois de uma década (é #10YearsChallenge que você quer?) e o filho tá mais perdido que a Sandra Bullock de venda em Bird Box.
Espero sinceramente que eles resolvam seus problemas e que o foco principal desse núcleo vire só a doença em sim, porque esse mimimi de “você não me contou que tinha câncer” não deveria durar nem meio episódio. Pelo menos temos um bom plot médico para Amelia e Tom irem trabalhar, isso já ajuda. Até Jo foi parar no meio daquilo tudo. Aliás, Jo é outra que tá no modo Bird Box: coloca a venda e sai andando, uma hora você acha o que precisa.
Já nossa protagonista favorita trocou de pretendente essa semana. O roteiro dessa vez focou em apresentar melhor o pretendente número 02, Link. Mas precisava cair no clichê dos dois ficarem se bicando para depois se entender? O que o episódio conseguiu mesmo foi mostrar mais quem é Link, que às vezes se acha demais e é chato, mas também consegue ser gente boa quando precisa. É difícil torcer por alguém que você não conhece tanto. Porém, os dois não tiveram nem de longe o mesmo fogo que tomou conta daquele elevador semana passada. É como se Link fosse a escolha racional e DeLuca a escolha passional e qual das duas é a correta nem Meredith sabe.
O legal foi que mesmo não tendo sido escolhido como o pretendente da semana, DeLuca teve um ótimo plot onde cresceu mais ainda como médico, ganhando seu pequeno lugar ao sol (e diante do nosso sol). E não só ele, Schmitt também teve seus bons momentos e vê-lo ganhando confiança, apesar de ter feito algo bem básico, foi ótimo de ver. Glasses é coisa do passado.
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Depois de um episódio mais voltado para resolver as pontas soltas deixadas pelo Fall Finale do ano passado, Grey’s Anatomy volta ao ritmo normal, dando andamento às suas tramas e tentando construir os pontos de tensão que vinha prometendo, como as consequências reais do câncer de Catherine e o triângulo amoroso entre Meredith, DeLuca e Link. Com um episódio que seguiu bem a fórmula da série e com uns bons casos médicos, a temporada segue seu rumo segura, sem nenhum momento sensacional, mas com uma clara ideia de que sabe para onde está indo.
Notas do Prontuário
- O plot da Bailey não pode se resumir a uma cena dela na terapia, né?
- Maggie ainda bem avulsa só servindo pra comentar a vida do Jackson. Saudades Maggie com vida própria.
- Quando os novos internos não são enfiados goela abaixo como na turma da Jo e simplesmente ganham tempo para acontecer as coisas funcionam bem melhor. Essa turma vai aparecendo pontualmente e vamos gostando deles aos poucos e fica tudo bem. Aí eles ganham plots maiores como Schmitt e ninguém reclama. Não é tão difícil.
















