Ah, se todos os episódios de “The Killing” tivessem sido como este…

Spoilers Abaixo:

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas este décimo episódio de “The Killing” passou voando pra mim. Quando começou aquela musiquinha de final de episódio, pensei: “ué, mas já?”. Acho que estava tão acostumado com aquele ritmo lento que agora fui pego de surpresa. Positivamente, importante frisar.

Aqui, senti que a investigação fluiu de vez. Tanto que muitas pistas que tinham sido deixadas de escanteio voltaram, como a chave encontrada com Rosie e a anotação  encontrada em um livro. Agora sim, sinto que os detetives estão trabalhando para descobrir o verdadeiro assassino. É uma pena que o professor Ahmed não tenha sido inocentado antes, pois essa demora tornou o enredo mais arrastado e irregular do que poderia ter sido. E a prova foi o que assistimos essa semana.

Vemos que a polícia enfim direcionou seus olhares para o suspeito Belko Royce, o parceiro de trabalho do papai Larsen. O interrogatório do barbudão foi um dos momentos mais eficazes do seriado até agora. Os detetives usaram tudo o que sabiam sobre o cara (mãe promíscua, falta de estrutura familiar) e fizeram um jogo psicológico que deixou o perturbado Belko ainda mais fragilizado (“You dirty, dirty bitch!”). No fim das contas, o interrogatório os levou de volta a uma pista que já possuíam: uma anotação de Rosie com um horário (23:45) e um local (Adela). Assim, finalizamos o episódio, com Linden chegando ao local aonde Rosie se dirigiu na noite de sua morte, que surpreendentemente é um cassino. Será que finalmente teremos a ligação do crime com o lado político da série?

Falando em lado político, dessa vez o pessoal daquela aba da história mal apareceu, mas o pouco que vimos lançou uma suspeita que antes parecia improvável. Será que o candidato Richmond conhecia Rosie antes da sua morte e está escondendo tudo desde então? Devo dizer que foi uma possibilidade que me empolgou bastante, já que mostra que ele pode não ser tão íntegro quanto parece. E isso também deixou Gwen intrigada.

Já a família Larsen perdeu seu segundo membro. Papai Larsen não aguentou o remorso de tentar matar o professor inocente (sim, Ahmed não morreu) e se entregou à polícia. Pobre Stan. É o personagem mais trágico dessa história. Tentou tanto fugir dos demônios do seu passado, mas acabou se entregando a eles e agora dó lhe restou a culpa. Parece que no fim das contas, a família Larsen não terá qualquer tipo de final feliz.

Acredito que se, nestes três episódios finais, a série mantiver o ritmo que apresentou aqui, presenciaremos um final bem satisfatório e empolgante para o caso Rosie Larsen. Mas volto a repetir, é uma pena que todo aquele imbróglio com o professor não tenha sido resolvido antes. Olhando para trás agora, parece que foi tudo tempo perdido.

Em Tempo: E tivemos mais um momento “pega ou não pega o avião”, culminando com mais duas passagens jogadas fora.

Em Tempo 2: É impressão minha ou Mitch não esboçou qualquer reação com a prisão do marido? Pobre papai Larsen…

Em Tempo Final: Moleque prego o filho da Linden.

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