Após uma terceira temporada irregular, Kimmy retorna para a última e, aparentemente, melhor temporada até agora. Com uma temporada dividida em duas partes, esses seis episódios liberados pela Netflix nesta quarta-feira 30, trouxeram fôlego e direcionamento para o começo do fim da série de comédia de Tina Fey e Robert Warlock.
No final da última temporada, Kimmy consegue um emprego de RH numa empresa do Zach, a Giztoob, e já começo elogiando o desenvolvimento da personagem, interpretada brilhantemente pela Ellie Kemper, pois nessas quatro temporadas de forma geral vimos Kimmy conhecer um novo lado da vida que perdeu por ter passado quinze anos longe da sociedade, mas nunca sem perder a essência da personagem, por exemplo: a procura da moça em fazer tudo do jeito “Kimmy”, por mais que não dê certo, o que faz com que ela aprenda a respeitar o espaço das pessoas, achei um desenvolvimento muito interessante.
Titus e Jacqueline continuam impecáveis também, não tem como não rir das piadas desses dois, aliás são tantas referências nessa temporada que fica difícil lembrar de todas, mas quando Jacqueline e Lillian armam o plano para tirar Tripp do apartamento e a empresária consegue um emprego para ele em LA só por ele ser rico e branco, pois é disso que Hollywood gosta e mais tarde na temporada vemos que ele irá protagonizar “La La Land 2”.

O roteiro dessa temporada acertou em cheio ao ligar a narrativa dos personagens e alfinetar com suas piadas temas atuais e relevantes, como o caso dos inúmeros abusos de Harvey Weinstein e alfinetar àqueles que o defendem. Temos a construção nesses primeiros seis episódios na possível libertação do homem que Kimmy mais teme, Richard. É provável que isso aconteça na segunda parte da temporada. Achei o modo como fizeram incrível, o documentário do DJ Fingablast, ou Doug, que já tinha aparecido na série antes na segunda e terceira temporada, sobre conseguir o melhor DJ de todos para seu casamento e depois se tornar um documentário com o objetivo de libertar Richard. O episódio foi sensacional e as cenas que o Titus aparece fazendo a reencenação foram muito engraçadas.
A maneira como fazem a Kimmy lidar com isso também é muito boa, por mais que muitos homens pensem como Fran, garotos ainda podem ser salvos para que não se tornem como ele.
Outra questão importante também que vale a pena citar é a discussão no segundo episódio da temporada sobre o privilégio que Kimmy tinha e por mais que a moça tivesse as melhores intenções, no final das contas, tudo que ela fez foi para que ela mesma se sentisse melhor com a ilusão de aquilo iria mudar algo para as manicures.
Essa temporada não se aprofundou muito em outros personagens como Titus, Lillian e Jacqueline, acredito que isso fique para a próxima parte, digo aprofundamento em relação a um desenvolvimento como o da Kimmy, talvez apenas no último episódio para Jacqueline quando a empresária ajuda a ex-enteada. Lillian lidou com a morte de Artie e ficou responsável pelo dinheiro da filha dele também, que se parece bastante com Lillian, talvez isso renda boas risadas futuramente. Já Titus continua como o melhor personagem da série, acho que está cada vez mais perto do momento em que ele realizará seus sonhos, nesses episódios vimos o ator aceitando seu passado de nerd e usando isso em seu benefício, ou o mais próximo disso. Espero que ele e Mike fiquem juntos no final, mas acho difícil.

Unbreakable Kimmy Schmidt retornou então com a primeira parte de sua melhor temporada, conseguindo transformar em humor assuntos sérios e passando uma mensagem importante a seu modo peculiar de encarar o mundo em seu roteiro. O mais interessante da série é que ela traz um humor ácido, descontraído e ingênuo, mas que faz todo sentido para a narrativa e consegue ser coerente com a personalidade dos personagens. Infelizmente vai demorar um pouco para a próxima parte da última temporada chegar e o possível filme que pretende concluir a narrativa desses personagens tão carismáticos e engraçados.
Observações:
– As participações especiais continuam incríveis, e nessa temporada tivemos Greg Kinnear, Zosia Mamet e Sheba Goodman;
– A referência ao filme “Corra!” no segundo episódio ficou muito boa.
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– A cena do segundo episódio também onde a Kimmy diz “todas as vidas importam” e o Titus responde “ok, vou permitir, contexto” foi uma das melhores de toda a série.
– Os seis episódios finais da segunda parte dessa 4ª e última temporada foram confirmados para o dia 25 de janeiro de 2019 pela Netflix.






















